<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363</id><updated>2012-02-07T11:03:07.838-02:00</updated><title type='text'>Y Otras Cositas Más</title><subtitle type='html'>Miscelânia de pequenos artigos, crônicas, comentários, relatos, mensagens e outras anotações particulares - bem particulares. (Os textos estão em permanete revisão, acréscimos e supressões.)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>120</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6625679246924238183</id><published>2012-02-07T10:57:00.003-02:00</published><updated>2012-02-07T11:03:07.843-02:00</updated><title type='text'>Não é piada</title><content type='html'>Por duas vezes, recebi um e-mail que parece uma reação “bem humorada” (mas, para mim, extremamente problemática) às ações afirmativas voltadas à promoção da comunidade negra brasileira. São 17 “artigos” falando em cotas para “alemães”, penalidades a supostas ofensas raciais, dias comemorativos etc. Quando recebi, fiz um comentário e remeti-o como “resposta” a amigos. No segundo caso, expliquei à pessoa (uma professora) que estava reproduzindo o mesmo comentário, conforme segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, profa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês passado um outro amigo também remeteu, através de uma lista de conversas via e-mail que eu participo, esse “projeto de lei”. Obviamente, se trata de um chiste, que pretende, com ironia, criticar as ações afirmativas vinculadas à promoção da população negra brasileira – mas que também envolve a população indígena, beneficiária nas reservas de vaga, como ocorre no ProUni, entre outros programas federais bastante exitosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião que recebi o texto, enviei uma “resposta”, que vou colar mais abaixo. É um rápido e informal comentário feito para/entre amigos da supracitada lista, na maioria “leigos” no debate. Está longe de esgotar a questão, mas pode ser uma abertura para uma argumentação mais consistente sobre a procedência ou não do uso de cotas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a tua atenção. Tudo de bom e fico à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hehe!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse o nosso camarada, como uma piada provocativa, fica bem. Mas vai até aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, chamar alguém de "alemão porco" é racismo e se deve enquadrar o cara na hora, sem hesitação. Chamar o cara de "negro" como referência de origem étnico-racial (racial só existe em sentido ideológico, não biológico) não é ofensa alguma. Chamar o cara de "negro sujo" já é ofensivo e é passível de enquadrar como racismo ou, no mínimo, injúria. Há um mal entendido geral de que chamar alguém de negro é ofensivo, quando os próprios militantes se intitulam de “movimento negro”. Os equívocos já começam por aí e depois só pioram!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No item 03 usa-se a palavra "denegrir", ou seja, “torná-lo negro”, ou seja, rebaixá-lo, ofendê-lo... Sem querer, estão aí palavras que demonstram o nosso racismo institucionalizado, internalizado - como usávamos tranquilamente na infância a palavra "negrisse" para dizer que era algo exagerado e feio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo contra negros tem uma história longa, triste, cruel e massiva. Negros foram animalizados para justificar a escravização e viveram no Brasil, por quase 400 anos, abaixo do pau e do mais abjeto rebaixamento, além de uma exploração absurda do trabalho e outros sujeições indescritíveis, brutais. O passado não se apaga e, no caso, é uma maldição que ainda não expirou. Basta olhar as os estudos e estatísticas e ver os patamares socioeconômicos onde está a esmagadora maioria da população negra no Brasil – a maior nação negra após a Nigéria. Cito só dois estudiosos ainda referencias no assunto: Fernando Henrique Cardoso e Florestan Fernandes. Produziram estudos profundos e reflexões que todos deveríamos ter ao menos uma noção – para embasarmos nossas posições com mais dados e menos preconceitos e chavões reacionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas de “origem alemã” – uma designação imprecisa para uma população tão vasta e diversa (e considerando que a Alemanha sequer existia como país até 1870), que emigrou do norte da Europa aqui para a região, forçadas pela miséria crescente e tremendas injustiças sociais lá existentes, e, boa parcela, dentro de programas subsidiados com recursos do governo brasileiro (aliás, gerados pelo trabalho escravo), esses indivíduos e famílias recebiam, em suas primeiras levas aqui para Santa Cruz, em meados do século XIX, cerca de 72 hectares, além de ferramentas, utensílios, provisões de alimentos; aos negros após a abolição, o que lhes foi oferecido depois de gerações e gerações negras trabalhando feito bois de canga ou coisa pior?? Daí os efeitos sociais e culturais perversos, que não desaparecem facilmente. E então são necessárias ações que surtam efeito já, imediatamente; que o neguinho não precise esperar mais 100 anos para, por exemplo, se formar médico, engenheiro, professor universitários; políticas afirmativas como as cotas (alguns chama de “discriminação positiva”) é isso: "burlar" (ou vencer) as consequências funestas do passado de modo mais rápido, sem mais delongas. (Depois de equalizada e construída uma igualdade de fato, extingue-se a ação.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se pense que o pobre branco é igual ao pobre negro; o negro pobre tem um "plus" de adversidade para enfrentar desde o nascimento – justamente o racismo. Para quem duvidar, posso remeter um estudo local, aqui de Santa Cruz do Sul, feito pelo historiador Alan Seitenfus, “Mobilidade social e processo de (re)democratização do Brasil”, traçando comparativos entre a mobilidade socioeconômica de brancos e negros da mesma classe – e aí se verá quanta diferença faz a cor da pele e o cabelo pixaim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não se criou políticas afirmativas, caso das cotas, baseando-se numa vontade de “ser bonzinho com os negros”. No frigir dos ovos, toda a população brasileira se beneficia com a equalização étnico-racial, diminuindo-se disparidades e conflitos advindos dos fossos (fossas?) sociais. Não dá mais para aceitar que, como acontece em quase todas as universidade brasileiras, onde, em seu quadro de professores, um número tão diminuto de docentes seja de pessoas negras, estando longe de refletir o percentual de afrodescendentes existentes em nível local e nacional. Será que isso acontece por “pura” incapacidade, falta de vontade da “negrada”? Eu penso que não. É o racismo agindo pelos seus sutis, mas poderosos filtros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil temos um “apartheid” mais eficiente do que o havido na África do Sul e EUA – porque "cordial" e "não dito". E isso não se rompe só com palavreados, grandiloquências ditas do alto de nossa brancura e seus privilégios (naturalizados), de que “TODOS SOMOS IGUAIS”. É preciso considerar os fatos, os números e a história, e agir aqui e agora para diminuir injustiças e sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6625679246924238183?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6625679246924238183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6625679246924238183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6625679246924238183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6625679246924238183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2012/02/nao-e-piada.html' title='Não é piada'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6979214698690429925</id><published>2012-02-03T14:42:00.005-02:00</published><updated>2012-02-06T13:33:42.096-02:00</updated><title type='text'>Tradicional desde agora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-_G1SaeqO_bc/Ty_hY-JI8NI/AAAAAAAAAe0/Ue9Hc12bYiM/s1600/biscoitosdivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 261px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_G1SaeqO_bc/Ty_hY-JI8NI/AAAAAAAAAe0/Ue9Hc12bYiM/s400/biscoitosdivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706027072016150738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A expressão reputada ao historiador Hobsbaw, “a invenção das tradições” (na verdade, título de uma obra sua em co-autoria), chama atenção pelo seu aparente paradoxo e por sua hodierna procedência quando analisamos vários fenômenos socioculturais (e não só questões ligadas a macropolítica), repercutindo nas identidades de pessoas e comunidades. Alguns desses fenômenos são bem prosaicos. Já mencionei outras vezes, mas volto ao campo da “gastronomia típica” a partir, também, de uma leitura de jornal, no caso, um reportagem no caderno &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gastronomia&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zero Hora&lt;/span&gt;, edição de 20 de janeiro de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o título “Uma cantina italiana”, trata da “Culinária caseira e biscoitos [que] resgatam [a] gastronomia dos imigrantes italianos” em uma localidade interiorana do município de Severino Almeida, no Rio Grande do Sul. No “farto cardápio da Cantina”, frequentada por muitos turistas, vários com ítalo-descendência, há “outra especialidade típica da região, os biscoitos italianos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guloseimas, que se poderiam acreditar fruto de receitas tradicionalísssimas, próprias da referida comunidade ítalo-brasileira desde tempos quase imemoriais, na verdade são “invenções” bastante recentes. Conforme nos conta a reportagem, “Três meses de pesquisa na Itália” deram subsídios a confeiteira da família proprietária da Cantina criar “uma linha de biscoitos [...] com 10 sabores que remetem a regiões italianas” (do país Itália de hoje, frise-se). A reportagem menciona o sucesso que as iguarias têm obtido, ultrapassando as fronteiras do pequeno burgo gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, há poucos anos atrás, em uma viagem a Itália, recolheram-se ideias e, de volta ao Brasil, criou-se uma linha de biscoitos que não havia, que nunca foram feitos e degustados nas colônias de ítalo-descendentes ao longo das suas histórias iniciadas no século XIX no Estado (RS). Mas que agora, por meio da experiência no estrangeiro e empenho da confeiteira da Cantina em Severino Almeida, se tornaram “especialidades típicas”... Mas "típicas" &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;não&lt;/span&gt; no sentido de “antigas”, e , sim, de característico de um processo de “invenção da tradição”, sendo algo que potencializa as vendas dos confeitos, que se tornam elementos distintivos, portadores de um lustro histórico e identidade étnica valorizada. Poderíamos dizer que é um embuste, mas que funciona...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6979214698690429925?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6979214698690429925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6979214698690429925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6979214698690429925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6979214698690429925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2012/02/tradicional-desde-agora.html' title='Tradicional desde agora'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_G1SaeqO_bc/Ty_hY-JI8NI/AAAAAAAAAe0/Ue9Hc12bYiM/s72-c/biscoitosdivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7639943767772708867</id><published>2012-01-31T12:24:00.004-02:00</published><updated>2012-01-31T12:35:40.535-02:00</updated><title type='text'>Crack? E o álcool??</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:enableopentypekerning/&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Segue parte de uma das reportagens da revista Em Discussão! de agosto de 2011, publicação do Senado Federal. Um exemplar chegou em minhas mãos. É um número especial tratando da “dependência química e ameça do Crack”.    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me chamou a atenção para a abordagem bastante corajosa. Primeiro, por dizer que há um alarmismo exagerado sobre o crack; segundo, por levantar o problema de uma droga muito mais capciosa, a começar pelo seu comércio praticamente livre e o estímulo massivo ao consumo: o álcool.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fiz uns destaques (negrito) no texto. Retirei-o da internet. Dá para acessar na íntegra a revista:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/"&gt;http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;   &lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;------------------&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Álcool é uma droga mais problemática que o crack, dizem médicos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Chamados ao Senado para falar sobre problemas com drogas, especialmente o crack, médicos e psiquiatras, além de todos os representantes das comunidades terapêuticas, foram unânimes em alertar que o grande peso para a saúde pública é a dependência de álcool.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Embora ainda não tenhamos dados confiáveis sobre o crack, o aumento da visibilidade não corresponde à magnitude do problema.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Os problemas relacionados ao álcool são, de longe, muito mais significativos. O número de pessoas envolvidas e o custo econômico em relação ao álcool são infinitamente superiores aos do crack”&lt;/span&gt;, afirmou o psiquiatra Roberto Kinoshita, coordenador da área de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Notoriamente, o álcool representa a maior preocupação em relação à drogadição, por uma questão estatística irrefutável”, reforçou o vice-presidente do CFM, Carlos Vital Corrêa Lima.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Acho que pedagogia é adotar a mesma atitude diante da substância predominante dos adultos [álcool]”, sugere o psiquiatra Carlos Alberto Salgado. Ele &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;considera um paradoxo a sociedade brasileira se indignar tanto com a presença e a disponibilidade brutal do crack e ter uma atitude permissiva com relação ao álcool&lt;/span&gt;. Salgado lembra que, além dos danos causados ao organismo, o álcool é responsável por grandes prejuízos à sociedade, como no caso dos milhares de acidentes e vítimas fatais, causados por motoristas bêbados, principalmente nos feriados nas estradas brasileiras.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;As afirmações se sustentam em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;todos os levantamentos realizados, que apontam o álcool como a droga mais consumida&lt;/span&gt;. Em 2007, Senad e Unifesp fizeram o 1º Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População, segundo o qual a primeira experiência com álcool ocorre antes dos 14 anos. Cerca de 16% dos adolescentes entrevistados relataram beber pesado, o que aumenta riscos sociais e de saúde.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alarmismo em relação ao crack só atrapalha, opinam especialista&lt;/span&gt;s&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto a percepção do aumento do consumo de crack está estampada na imprensa, médicos que compareceram à subcomissão do Senado ponderaram que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o alarmismo diante do crescimento do uso da droga não é necessário&lt;/span&gt;. Mais que isso, com base em dados sobre o consumo do crack em outros países, eles sugerem que pode haver estabilização do número de usuários no Brasil.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O psiquiatra Esdras Cabus Moreira citou estudo da Universidade Johns Hopkins (EUA) mostrando que as curvas de uso de crack e cocaína nos Estados Unidos vêm declinando, com tendência a se estabilizar, mesmo sem que se tivesse encontrado uma estratégia eficaz de prevenção ou de tratamento. Sendo assim, não seria preciso um alarmismo brasileiro sobre esse assunto.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Também os médicos Roberto Kinoshita e Carlos Alberto Salgado repetiram à subcomissão que um alarmismo com relação ao crack pode prejudicar a concepção de políticas públicas para combater a droga e, principalmente, tratar a dependência química de uma forma geral.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Medidas adequadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como exemplo do mal que o alarmismo pode fazer, Esdras citou a lei aprovada pelo Congresso americano durante a expansão do crack no país. Lá, os parlamentares foram informados que a droga era mais danosa e trazia mais violência e crime que a cocaína e, então, endureceram as leis para punir usuários. A partir daí, se uma pessoa fosse flagrada com 5 g de crack e outra com 500 g de cocaína, as duas, apesar de o princípio ativo ser o mesmo, ficariam sujeitas a sentença semelhante. O alarmismo americano tinha criado um forte desequilíbrio.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Isso gerou crescimento enorme de pessoas presas no sistema penal americano e gerou disparidade racial grande nas prisões. Pelo alarde da mídia, pensava-se que o crack tinha relação grande com a violência. Mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as estatísticas de crime de violência de crack e cocaína não mostravam diferenças tão grandes&lt;/span&gt; que justificassem que o porte de 100 g de cocaína e de 1 g de crack levassem à mesma pena”, analisou Esdras.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Roberto Kinoshita acha que&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; apenas com evidências científicas os agentes públicos terão a firmeza necessária para dimensionar e enfrentar a questão com medidas apropriadas&lt;/span&gt;. Para ele, é importante “não minimizar, mas sem alarmismo que possa gerar pânico e medo”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Uma sociedade que vive com medo, insegurança, sentimento de impotência, corre risco. Acuada, tende a abdicar de direitos por soluções de força, de menos civilidade. Esse talvez seja o maior risco que esse fenômeno traz”, analisa Kinoshita. [...]&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;"  &gt;FONTE: &lt;a href="http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/dependencia-quimica/aumento-do-consumo-de-drogas/alcool-e-uma-droga-mais-problematica-que-o-crack-dizem-medicos.aspx"&gt;http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/dependencia-quimica/aumento-do-consumo-de-drogas/alcool-e-uma-droga-mais-problematica-que-o-crack-dizem-medicos.aspx&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7639943767772708867?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7639943767772708867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7639943767772708867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7639943767772708867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7639943767772708867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2012/01/crack-e-o-alcool.html' title='Crack? E o álcool??'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2215361131052954019</id><published>2012-01-20T17:07:00.002-02:00</published><updated>2012-01-20T17:10:28.206-02:00</updated><title type='text'>Apocalypse Now</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-8aTeYeYFMRU/Txm74ToquSI/AAAAAAAAAeQ/-jcG_BRye6w/s1600/Steven_Pinker_G%25C3%25B6ttingen_10102010divulgacao.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8aTeYeYFMRU/Txm74ToquSI/AAAAAAAAAeQ/-jcG_BRye6w/s400/Steven_Pinker_G%25C3%25B6ttingen_10102010divulgacao.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699793379431987490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem ao contrário do que dizem os catastrofistas, os apocalípticos, esse pessoal sempre de plantão, apavorado e apavorando outros com alarmes sobre um iminente (agora sim!) “fim do mundo”; dizendo que a humanidade vive um período de violências nunca antes acontecidos, com calamidades, conflitos e mortes absurdamente altos e inigualáveis em toda a história dos seres humanos no planeta; bem ao contrário disso, há muitos indícios de que o que ocorre de fato é o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo que muitos desses “profetas” frequentemente estão de mal com o seu tempo, nostálgicos de uma época de ouro perdida (na sua infância ou num passado recente, às vezes puramente ficcional), e sedentos de um fim para suas angústias e frustrações, desejando, assim, um “choque total”, que “zere” a vida – deles mesmo e de todos os demais (já que, na verdade, “o inferno são os outros”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os meus amigos “adeptos” de “O Fim Está Próximo” costumo contra-argumentar que houve períodos e acontecimentos históricos em que a situação foi muito mais terrível, dramática, “apocalíptica” do que o que assistimos nesses nossos anos de vida, ou seja, as décadas que vão dos anos de 1960 até os primeiros anos da segunda década do século XXI (pela contagem gregoriana, obviamente, e considerando a minha geração). Bastaria imaginar-se em meio aos conflitos vividos por milhões de pessoas nos anos da 2ª Guerra Mundial, por exemplo – campos de concentração, bombas atômicas, ataques de aviões à população civil, fome, desespero, assassinatos em alta escala, crueldades mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem não se convença e continue aferrado em suas “esperanças” de que “a civilização está nas últimas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois em entrevista para a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt; de 04/01/12, o psicólogo canadense Steven Pinker (foto acima, em uma conferência), pesquisador e professor da prestigiosíssima Universidade de Harvard e autor de vários livros, diz que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“a humanidade passa por seu mais pacífico período histórico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a percepção/sensação de que vivemos, enquanto humanidade contemporânea, em meio a muita conturbação, ele observa que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A mente humana é vulnerável a enganos e ilusões. Nossas impressões sobre o quão violento e cruel é um determinado episódio devem-se à nossa memória, que sempre é contaminada pelas emoções que sentimos quando presenciamos ou vivenciamos algo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinker quer evitar conclusões baseadas em “impressionismos”, em opiniões sem fundamento científico, que dão vazão a ideias fantasiosas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com ajuda da alta tecnologia podemos agora não apenas teorizar sobre o grau de barbárie da pré-história, mas estimar com precisão o número altíssimo de pessoas que morriam massacradas por inimigos. Nada autoriza a ideia tão disseminada de que o passado humano foi bucólico, pastoril e pacífico. Há poucos séculos matavam-se pessoas com base em superstições avalizadas pela hierarquia religiosa, a escravidão era oficial e apenas discordar da opinião vigente podia equivaler a uma sentença de morte.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consolidação da democracia, do estado de direito, da ciência e do desenvolvimento intelectual – em que pese tantas falhas e desgraças ainda existentes e que tanto nos alarmam – têm diminuído a violência interpessoais e grupais (considerando, proporcionalmente, o tamanho da população humana nas diferentes épocas). Concluir que vivemos “tempos apocalípticos”, onde há um “completo desrespeito na convivência”, pode ser até interessante para tomarmos atitudes que não reforcem isso. Mas objetivamente, considerando um todo e não a nossa própria sensação, afirmar que “é o fim da picada” é alarmismo sem consistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Wikipedia tem um artigo sobre Pinker, com mais detalhes sobre suas biografia e bibliografia, além de links – até mesmo para a entrevista na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Steven_Pinker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Uma citação do autor retirada da entrevista e que achei interessante de um modo bem amplo, além do assunto em questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O cérebro humano evolui de forma a sempre advogar a favor de si próprio. Somos os mais devotos defensores de nós mesmo. A primeira reação ao sermos confrontados com o fato de termos feito algo ruim é tentar nos convencer e aos outros de que aquilo não foi tão grave. A segunda é transferir a responsabilidade”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2215361131052954019?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2215361131052954019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2215361131052954019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2215361131052954019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2215361131052954019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2012/01/apocalypse-now.html' title='Apocalypse Now'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8aTeYeYFMRU/Txm74ToquSI/AAAAAAAAAeQ/-jcG_BRye6w/s72-c/Steven_Pinker_G%25C3%25B6ttingen_10102010divulgacao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2714406382427548153</id><published>2012-01-20T16:59:00.005-02:00</published><updated>2012-01-31T12:34:02.766-02:00</updated><title type='text'>Nostalgia - com Bowie e Pat</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_NQ9cJYwWxQ/Txm6qkPJRXI/AAAAAAAAAeE/XRSSBPLaOxM/s1600/ThisIsNotAmericaDivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_NQ9cJYwWxQ/Txm6qkPJRXI/AAAAAAAAAeE/XRSSBPLaOxM/s400/ThisIsNotAmericaDivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699792043858543986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Venho todos os dias pro trabalho escutando a Atlântida. Não é exatamente uma escolha. O rádio que temos no carro é dos mais vagabundos e está com problemas desde que compramos o carro (o rádio veio de “brinde”). Como sou muito “descansado”, vou deixando assim. E assim escuto vários dias da semana, lá pelas 7 e meia, 8 horas da manhã, o programa apresentado pelo “Mr. Pi”, Porã e Cagê. O Cagê já escutava algumas vezes na Itapema – ele apresenta um programa de rock e blues dos mais interessantes. O Pi também, em algumas madrugadas, com sua fauna de convidados e filosofanças. Esses três radialistas têm história, como vocês sabem. E o som na Atlântida nesse horário matutino acaba por ter uns diferenciais bem marcantes em relação ao restante da grande parte da programação dessa FM da RBS. Tocam Led, Police, AC, Hendrix, Rush, Cure, Caetano, Chico Buarque  – em plena manhãzinha. Claro que também toca uns sons do Jota Quest, por exemplo, que não curto e acho uma cópia mal-feita do Coldplay (mas devo alertar que não saco coisa alguma de música; opino baseado no meu [mal] gosto momentâneo ou alguma intuição sonora, digamos assim). Além do popurri de canções, o trio dá um dinamismo ao rádio, e que é a grande diferença do escutar-se uma lista gravada num pendrive, ou seja, ter pessoas ao vivo, interagindo contigo... (O chato é ter que levar junto na programação tanta propaganda-lixo nos “shows do intervalo” – show de horripilação e enfiação de poluição estética e ideológica, com honrosas exceções.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso pra dizer que esses dias eles tocaram um clássico “oitentista” do Bowie e Pat Metheny Group, This Is Not America. Meudeus!! Quanto tempo não escutava aquilo. Totalmente 1985, lembrando muito Bryan Ferry também. E me veio uma avalanche de lembranças. Como esses caras são bons fazendo pop! Bowie e Pat são fundamentais na cultura musical contemporânea – ao menos na minha parca concepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção fez/faz parte da trilha sonora do filme (que nunca vi e nem sabia coisa alguma dele) A Traição do Falcão (The Falcon and the Snowman, EUA, 1985), estrelado por Sean Penn (novinho!), entre outras pessoas de referências do cinemão americano e mundial. A trilha do filme é do Pat Group e existe um álbum (com o mesmo  título do filme - na ilustração da postagem) onde está em destaque o This Is Not...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um endereço do Youtube com a canção em sua versão original, onde vai rolando imagens do filme. Tem outras, até uma ao vivo do Bowie e sua banda (formação mais recente). Mas fico com a da gravação original, por ter todo o climão, as sonoridades dos meados de 1980 - uma época onde eu e meus amigos de então estávamos no auge da juventude, já entrando, devagarinho, no mundo adulto, cheios de hesitações e expectativas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MJRF8xGzvj4/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2714406382427548153?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2714406382427548153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2714406382427548153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2714406382427548153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2714406382427548153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2012/01/nostalgia-com-bowie-e-pat.html' title='Nostalgia - com Bowie e Pat'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_NQ9cJYwWxQ/Txm6qkPJRXI/AAAAAAAAAeE/XRSSBPLaOxM/s72-c/ThisIsNotAmericaDivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7262187831398694931</id><published>2011-12-22T12:21:00.003-02:00</published><updated>2011-12-22T13:01:33.031-02:00</updated><title type='text'>Depois da festa...</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Repasso o link (ou um dos links, pois há varios na internet) para um filme publicitário produzido pela TAC, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Transport Accident Comission&lt;/span&gt;, da Austrália (http://www.tac.vic.gov.au). É muito bem feito e “dando a real” da combinação trágica da ingestão de álcool e outras drogas psicoativas e a direção de automóveis – e motos, caminhões, ônibus, bicicletas, patinetes...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Muita gente sofre. Até inocentes completos morrem ou se traumatizam terrivelmente – física e psicologicamente – por conta da imprudência e falta de ações mais concretas “desincentivando” o consumo de bebidas alcoólicas. Por isso, apoio a criminalização da embriaguez no volante, sem esquecer de investir pesado em campanhas contra o consumo irresponsável (beber e dirigir, por exemplo, e que vá bem além do hipócrita e ineficaz “Se beber não dirija”).&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas não basta isso, claro. Álcool, a bebida alcoólica de qualquer tipo e teor, é um droga por demais perigosa para se continuar fazendo publicidade aberta e vendendo-se em prateleiras de qualquer supermercado – como se fosse algo como farinha de trigo, suco de laranja, leite, feijão, margarina. Assim, as empresas de bebidas, os comércios que a vendem (postos de gasolina jamais deveriam vender), as pessoas que se pre$tam a fazer propaganda etc. devem ser responsabilizadas pelos efeitos negativos, pessoais e coletivos, diretos e indiretos, derivados do estímulo à bebida.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Aliás, para mim, são vergonhosos casos como do atual técnico da seleção brasileira de futebol (esporte e álcool?) e a musa do pop baiano (diversão e álcool?), atingindo todas as pessoas, inclusive crianças, reforçando associações positivas do consumo da cerveja. Aos dois, o meu desprezo por este desserviço, por essa atitude inconsequente em nome do vil metal. A eles, ofereço o vídeo abaixo como um outro pagamento.&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch_popup?v=Z2mf8DtWWd8&amp;amp;vq=medium"&gt;http://www.youtube.com/watch_popup?v=Z2mf8DtWWd8&amp;amp;vq=medium&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*Conforme pude entender das informações do site, o TAC é uma organização governamental criada em 1986 no estado de Vitória, Austrália. Seu papel é pagar o tratamento e os benefícios para as pessoas feridas em acidentes de transporte. Ela também está envolvida na promoção da segurança rodoviária e na melhoria do sistema de atendimento a acidentados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;**Filme impactante, mesmo! Emociona e revolta. Meu comentário (acima) veio desse absurdo em se tratar o álcool “festivamente” ou com um problema secundário. Ao mesmo tempo, há uma enorme preocupação, quase paranoica, com o crack – sendo a bebida alcoólica empunhada como se fosse suco de groselha nos desfiles da Oktoberfest em pleno domingo de manhã na rua principal, para o aplauso de milhares de crianças encantadas. Não dá vontade de mandar esses caras a... para bem longe! Não que eu seja moralista em relação ao álcool – acho que é um baita refrigério mental para uso eventual por adultos saudáveis e não propensos à compulsão. Mas se deveria evitar toda a propaganda de bebidas – além da TV, jornais, revistas, pontos de venda (até choperias não deveriam ter alusões ao consumo em suas fachadas) –, também esse tipo de merchandising em desfile de Oktober e em monumentos, caso do Fritz e da Frida no Acesso Grasel (aqui em Santa Cruz), deveria ser abolido. Parece radical, mas querem uma juventude menos drogada? Então vamos cortar na própria carne, rapaz!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7262187831398694931?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7262187831398694931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7262187831398694931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7262187831398694931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7262187831398694931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/12/repasso-o-link-para-um-filme.html' title='Depois da festa...'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6989791361222104318</id><published>2011-12-22T12:20:00.002-02:00</published><updated>2012-01-19T13:48:57.753-02:00</updated><title type='text'>Sessão Exclusão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-OXdu9g_VYWI/Txg7YQjePWI/AAAAAAAAAd4/_qp11OLAGSA/s1600/JosueGuimaraesDivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OXdu9g_VYWI/Txg7YQjePWI/AAAAAAAAAd4/_qp11OLAGSA/s400/JosueGuimaraesDivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699370616384011618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pessoal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou compartilhando com algumas pessoas o meu questionamento quando a uma postura na divulgação da sessão do Amigos do Cinema que vai ocorrer hoje,  19/12. Recebi o convite e fiquei indignado com o que está dito. No final do texto escreveram assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será uma forma singela [a sessão de cinema em Linha Santa Cruz, com o filme A Ferro e Fogo, a partir da obra homônima de Josué Gimarães, autor que aparece na foto acima] de lembrar a data da chegada das seis primeiras famílias de imigrantes alemães em 19 de dezembro de 1849, provenientes da Silésia e do Reno, na “Alte Pikade” (Picada Velha) como se denominava Linha Santa Cruz na época, iniciando-se assim a sua história e também de Santa Cruz do Sul e região.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim “iniciando-se assim a sua história [dos ‘alemães’ na região] e também de Santa Cruz do Sul e região”??? Ou seja, estão dizendo que os “alemães” começaram TUDO por aqui, até mesmo a história da região? Na minha visão, trata-se da continuidade de uma mentira, de uma manipulação ideológica, uma ignorância sobre a historiografia local e regional – tudo isso misturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostei. Até pode ser legal relembrar os antepassados e homenagear seus esforços, mas não precisavam insistir neste conto moral apologético à beira do racismo. Todos os outros grupos e personalidades “não-alemãs” são subalternizados, invisibilizados nessa “nossa história”. Meus vizinhos negros do bairro Linha Santa Cruz, as muitas famílias mestiças, os sem-descendência “germânica”, toda essa gente mais uma vez vai ser “catequisada”; ficarão “sabendo” que são párias e só chegaram depois de toda a maravilha estar pronta pelo esforço dos “donos da história”. Enfim, tudo aquilo que lutamos para relativizar, incluindo o que de fato é: há muito mais diversidade e vários outros grupos étnicos na construção da sociedade santa-cruzense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o Amigos do Cinema estão envolvidos num tipo de comemoração que não faz jus a amplitude do cinema e as possibilidades de reflexão e criticidade que muitos filmes podem nos suscitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, segue o “retorno” que enviei ao pessoal que me enviou o convite, além do texto completo do convite mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito boa iniciativa de fazer a sessão do Amigos do Cinema em Linha Santa Cruz. Bem como relembrar a trajetória dos imigrantes germânicos no RS e em Santa Cruz. Mas tenho que discordar de algumas alusões, em especial o que está dito na frase final do convite, ou seja, que a “chegada” (a palavra deveria ser “introdução”, por trata-se de um projeto de colonização do governo provincial) dos imigrantes “alemães” (em termos de designação, trata-se de uma outra imprecisão) teria iniciado “a sua história [dos imigrantes] e também de Santa Cruz do Sul e região”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer que é uma inverdade, mas está muito próximo disso. Se não é fruto da ignorância, trata-se de uma manipulação ideológica, que subverte a historiografia e produz uma subalternização e invisibilidade a outros grupos e personalidades “não-alemãs” aqui do município e região. Uma enorme injustiça e violência simbólica contra quem também esteve aqui e desenvolveu Santa Cruz – antes da chegada de qualquer europeu do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem se dispor a estudar a história local para além das rasas narrativas apologéticas germanófilas, algumas à beira do racismo, saberá que a ocupação da região inicia-se com grupos indígenas, destacando-se os antepassados e os atuais kaingangs e guaranis. Especificamente, temos o Faxinal do João Faria, povoado bem anterior a colonização germânica. É ali que surge a cidade de Santa Cruz e onde são recebidos (após desembarcarem em Rio Pardo), os novos assentados europeus, contando, em suas primeiras levas, com subsídios do governo, incluindo cerca de 72 hectares de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Faria Rosa era um sesmeiro, cujos trabalhadores escravizados, parentela, agregados e famílias avulsas perfaziam o Faxinal. O neto de João Faria recebeu e acantonou no sobrado familiar os primeiros sem-terra germânicos, conforme registra Bittencourt de Menezes na publicação de 1914, “Município de Santa Cruz”. As primeiras vias e loteamentos rurais foram feitos com recursos públicos e realizados por técnicos e capatazes lusos e trabalhadores negros escravizados, entre outros trabalhadores humildes. Holandeses, belgas, russos, austríacos e até cearenses, entre outros grupos – além da miríade de pessoas de regiões que só mais tarde vieram a se tornar o país Alemanha e vizinhanças –, foram assentados ao longo dos anos. Quilombolas e indígenas continuaram existindo, buscando sobreviver a ocupação branca, conforme registro de historiadores como Jorge Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por anos estamos lutando para que não se “patrole” e se perverta a historiografia em nome de orgulhos étnicos que, de tão “orgulhosos”, “esquecem” e subestimam todos os outros grupos e pessoas sem determinados sobrenomes e fenótipos. Acho que a associação de moradores, a escola e o Amigos do Cinema prestam um desserviço nesse sentido da integração e comunhão comunitárias, porque estão insistindo em homenagens sem lastro histórico verídico e completo, eivadas de ideologia e sentimentalismo étnico-racial. Há uma vasta e interessantíssima história das comunidade teuto-brasileiras que dá lugar a mixórdias artificiais, como já denunciou Flávio Koth, santa-cruzense professor da UnB, entre outros estudiosos sérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu penso. Abraço do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Interessante que ninguém do Amigos do Cinema (nem quem me enviou o e-mail) se manifestou. Talvez ignoraram ou ficaram envergonhados... O pior é ignorarem. Acho que alguns simplesmente ignoram, porque têm uma posição sectária sobre o assunto e não admitem questionamentos, porque isso “abala as estruturas” – inclusive de suas personalidades, calcadas numa construção indenitária onde os “meus antepassados são os melhores mais importantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Muito obrigado pela atenção. Muito bom que houve uma reação ao meu comentário. O pior é o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copiei e "editei" o texto a fim de destacar o ponto onde (perdão) "a maionese desanda", na minha opinião. Não se tratava de nenhuma crítica ao filme em si, adaptação do livro do Josué, que li há anos e gostei muitíssimo - como várias outras "sagas gaúchas", caso de O Tempo e o Vento e, de alguma forma, o Videiras de Cristal, Quem faz Gemer a Terra, A Valsa da Medusa e Pequena História da Amor, os dois últimos escritos por santa-cruzenses, a Valesca de Assis e Wilson Müller , respectivamente, tratando diretamente dos teuto-descendentes aqui de Santa Cruz (fazem isso com enorme sensibilidade e fidedignidade histórica). Critique o Amigos do Cinema pontualmente, por estar "assinando" um convite que me indignou pela perspectiva histórica e social - uma luta que travamos coletivamente a mais de década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei bem claro que acho bacana e justo que se homenageie os antepassados e, obviamente, os teuto-descendentes aqui em Santa Cruz e região. Absolutamente nada contra o Amigos de Cinema fazer isso. Minha discordância, como disse, é pontual e se refere ao reforço, através de um convite, a um tipo de comemoração baseada em uma perspectiva germanófila, que afirma que os alemães iniciaram a história de Santa Cruz e região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a "adjetivação raivosa" (gostei disso!) é completamente espontânea e a uso comumente nesses momento de indignação; tenho dificuldade em tolerar a repetição de uma abordagem germanófila - equivocada e geradora de exclusão. Tento minimante fundamentar isso, fazendo algumas alusões historiográficas e até citando obras e autores. Uma pena que possa soar pedante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez pudesse ser mais diplomático. E aceito de bom grado a dica e todas as suas ponderações no e-mail. Louvo a existência/persistência do Amigos do Cinema. Mas foi uma pisada na bola feia! Que bacana que houve esse reconhecimento. Agora é tocar para frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Valeu! Como sempre, tuas mensagens são instigantes, inteligentes e humoradas - com aquela ironia temperando o papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a reação minha e de outros valeram para demonstrar que o debate sobre a etnicidade local está vivo  e não se vai deixar passar afirmações absurdas todas as vezes. Acho incrível como há gente zelosa de uma descendência basicamente ficcional. Será tudo para se achar especial por conta de uns parentes maltrapilhos chutados por uma suposta pátria hoje tão amada??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Como disse, uma lástima que meu comentário soe arrogante. Suponho que seja pelo tom professoral, impositivo. Faço citações e cobro conhecimento, embasamento. Talvez tenha que corrigir essa abordagem. Mas não deixo de pensar que, enquanto isso... muitos “ofendidos” não têm prurido algum em reproduzir militantemente uma versão do passado (ia quase dizendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma farsa&lt;/span&gt;) apoiada (mal apoiada) acriticamente numa históra rala e apologética (várias vezes já denunciada), que é a matéria constituinte dos símbolos municipais ufanistas – como o hino local, a bandeira, os monumentos etc. –, e não a partir de dados historiográficos obtidos por pesquisa acadêmica ou ao menos com algum lastro documental consistente. E isso leva à violência simbólica, que poucos parecem se dar conta, tal a naturalização da situação. O fato de uma menina ou menino negros terem de cantar na hora cívica da sua escola um cântico de louvação à “bravura alemã” do “loiro imigrante” (trechos literais da letra do hino municipal germanófilo) não causa nenhum constrangimento àqueles que “cultivam suas raízes” sem considerar todos que viverem e vivem, influenciaram e influenciam concretamente Santa Cruz do Sul. Que tipo de relação se quer forjar com uma pseudohistória e culto cívico municipal com esse teor de exclusivismo étnico-racial?? Que sentimento de pertencimento se quer construir nos “não-alemães”?? Que alemão é esse “loiro imigrante”?? Uma imagem estereotipada e que já é uma aberração diante da miríade de gentes que se assentaram aqui na região a partir de meados do século XIX, vindos de um país que nem existia na época, a Alemanha? Por que se insiste nesse conto de orgulho, de desejo de se engrandecer às custas de uma presunção calcada na adulteração da história local? Quem ganha com isso?? Desculpa dizer, mas quem ganha com isso é a imbecilidade, onde se inclui o racismo. A riqueza da história cotidiana das comunidades de/com teuto-descendentes (que alguns ainda hoje colocam fora da categoria “brasileiros”, justamente porque se têm como “especiais”), com suas culturas multihíbridas já desde a Europa, é terraplenada por uma germanofilia de quinta categoria, que iniciou-se há tempos e teve seus surtos nas intencionalidades políticas de momentos – sejam estrangeiras (o pangermanismo, por ex.) ou locais, para (por ex.) justificar a adoção de candidatos com determinados perfis, rejeitando-se outros. Se alguém quer continuar tolerando isso e tendo cuidados “para não ofender” (mesmo que uma outra ofensa está sempre sendo perpetrada), tudo bem! Da minha parte, não consigo mais ouvir sem ficar indignado – ainda mais quando é proferida e reproduzida por pessoas com excelente acesso a múltiplas informações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6989791361222104318?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6989791361222104318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6989791361222104318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6989791361222104318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6989791361222104318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/12/sessao-exclusao.html' title='Sessão Exclusão'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OXdu9g_VYWI/Txg7YQjePWI/AAAAAAAAAd4/_qp11OLAGSA/s72-c/JosueGuimaraesDivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2248875701446096186</id><published>2011-12-21T12:13:00.003-02:00</published><updated>2011-12-21T12:31:59.994-02:00</updated><title type='text'>Sobre a morte de um yorkshire</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-1sfM4TQ_MX0/TvHt2R8lTzI/AAAAAAAAAds/c3VYLeB9z68/s1600/earthlingsDivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1sfM4TQ_MX0/TvHt2R8lTzI/AAAAAAAAAds/c3VYLeB9z68/s400/earthlingsDivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688589321131872050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sou o primeiro a achar que os animais são tratados com crueldade. Eu mesmo, muitas vezes, maltrato o gato que convive com a gente lá em casa, o Maléulo. Deveria ser mais tolerante com os seus hábitos e personalidade. Obviamente, estou longe de torturá-lo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quanto a esse abaixo-assinado que está sendo distribuído, pedindo a penalização da assassina de um cão yorkshire em Goiás, fico incomodado pelo seguinte: a super-indignada pessoa assina a petição e à noite vai com a família num rodízio de carnes na churrascaria... Baita hipocrisia! Que sentimento seletivo é esse? Por que alguns animais merecem compaixão, mas outros são mortos massivamente, muitas vezes com tremenda dor e horas e mais horas de estresse e tortura psicológica no “corredor da morte” dos matadouros “humanizados”... Não dá para fingir que isso não acontece, alegar que as pessoas não têm consciência sobre onde estão metidas: comendo pedaços de vísceras de bovinos, suínos, equinos, aves etc. Estão com as mão sujas de sangue, meu!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Certo. Tem diferenças, sim, em “matar para comer” e “torturar por maldade pura”. E acho que há situações onde não há como não comer carne. Somos seres omnívoros; podemos comer de tudo ou ao menos uma vasta lista de produtos. Dizem até que o humano tem um sistema cerebral mais desenvolvido (inclusive mais massa cerebral) que outros símios devido a alimentação múltipla, que incluiu a carne a certa altura do nosso desenvolvimento no planeta.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os esquimós não sobreviveriam sem comer carne naquele ambiente no extremo polar da Terra “simplesmente” porque não há vegetais suficientes por lá. Mas quando esses nativos das baixíssimas temperaturas matam um animal, aproveitam tudo e comem até o conteúdo dos intestinos do bicho, além de uma atitude reverencial aquele ser sacrificado. Mas quando vamos a um rodízio numa churrascaria, estamos participando de uma comilança (que exigiu uma vasta matança); devoramos uma quantidade de carne supérflua e, costumeiramente, demasiada para o nosso corpo, muito além de nossa necessidade proteica – fora a questão que tal proteína poderia ser obtida de vegetais (feijão, gergelim, nozes, castanha, tofu etc.), de lácteos e ovos (alimentos que não implicam na morte do animal, embora os veganos não aceitariam esse argumento).  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Contudo, eu como carne eventualmente. Não quero ficar neurótico com isso – de comer ou não comer carne. Evito muito, quase sempre. O caso é que vivemos numa cultura onde a alimentação carnívora é onipresente e precisaremos de várias gerações para levar a maioria da humanidade a abrir mão desse consumo – ou ao menos reduzir ao indispensável.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*A ilustração acima é divulgação do documentário "Terráqueos" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Erthlings&lt;/span&gt;, EUA, 2005), que discute o tema da exploração dos demais animais pelo mamífero humano, onde aparece o termo "especismo", uma espécie de transposição do termo "racismo" para o universo das outras espécies que nós submetemos de diversos modos, incluindo o assassinato em massa. Abaixo, um link para assistir o filme:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;http://video.google.com.br/videoplay?docid=-1717800235769991478&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2248875701446096186?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2248875701446096186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2248875701446096186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2248875701446096186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2248875701446096186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/12/sobre-morte-de-um-yorkshire.html' title='Sobre a morte de um yorkshire'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1sfM4TQ_MX0/TvHt2R8lTzI/AAAAAAAAAds/c3VYLeB9z68/s72-c/earthlingsDivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-4232292437417723860</id><published>2011-12-21T12:08:00.004-02:00</published><updated>2011-12-21T12:13:34.782-02:00</updated><title type='text'>Jesus repaginado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-R95iMFPxQPM/TvHpCvDRNNI/AAAAAAAAAdg/bFZOnUlqOyM/s1600/JesusEuropeu01.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 264px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-R95iMFPxQPM/TvHpCvDRNNI/AAAAAAAAAdg/bFZOnUlqOyM/s400/JesusEuropeu01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688584037544834258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-xDiTR8Vtu-U/TvHo2Kaj-2I/AAAAAAAAAdU/0kv62x1aQ0I/s1600/JesusReal.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 302px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xDiTR8Vtu-U/TvHo2Kaj-2I/AAAAAAAAAdU/0kv62x1aQ0I/s400/JesusReal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688583821551991650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A propósito de tantos cartões com imagens de Jesus... &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Num velho cocho de um diminuta estrebaria nos arrabaldes da cidade, fugido da polícia de então, com os animais mais humildes a sua volta, fruto de uma gravidez fora do casamento, acomoda-se nas palhas o pequeno Jesus, muito pobre e sem ter mais onde ficar, rejeitado em todas as hospedarias e sem contar com a solidariedade das famílias daquele lugar. Ele não é um bebê branquinho de olhos azuis e traços arianos. É um semita, com todas as características do povo daquela região naquela época. Sua lenda é tão potente e a expansão das igrejas construídas a partir dessa história vão muito além do oriente-médio, atingindo toda a Europa em poucas séculos. O distanciamento do local de origem do personagem e a concentração do poder religioso, político e econômico do cristianismo no centro europeu moldam uma configuração corporal para esse Jesus muito diferente dos traços do homem judeu característico de 2.000 anos atrás; sua imagem ganha contornos de um nórdico e sua beleza tornada padrão mundial: pele alva, olhos e cabelos claros, além de um asseio (incluindo a barba sedosa e aparada) que faz parecer que o rapaz vivia em frescos palácios e andava em carruagens por ruas calçadas – quando, na verdade, vivia numa terra semidesértica e onde hábitos de higiene eram bastante limitados, ainda mais para andarilhos sem recursos e cujos amigos mais chegados eram rudes pescadores.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Compare-se as imagens (acima): um “retrato” bastante comum de Jesus e a reprodução baseada em estudos históricos, antropológicos e biológicos sobre constituição de um típico homens de 30 anos da região de onde o “Filho de Deus” era oriundo. A “transformação”, a “maquiagem” é flagrante; tudo para forjar a referência desse “Deus encarnado” em um homem branco, limpo e “bonito” – que cause simpatia e diga qual o fenótipo da santidade que devemos reverenciar. Imagine-se ter um quadro ou estátua enorme em casa ou nos templos com a cara daquele “Lula”! Não ia “pegar”...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu prefiro o Jesus “feio e sujo” a esse “modelito” que o rebelde de Nazaré se configurou para fins de consumo da massa. Mas das tantas adulterações no/do cristianismo – que já nasce com um produto de múltiplas influências –, essa é só mais uma ao longo do tempo. O que há ou o que resta de original nas igrejas baseadas no nazareno?   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-4232292437417723860?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/4232292437417723860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=4232292437417723860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4232292437417723860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4232292437417723860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/12/jesus-repaginado.html' title='Jesus repaginado'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-R95iMFPxQPM/TvHpCvDRNNI/AAAAAAAAAdg/bFZOnUlqOyM/s72-c/JesusEuropeu01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3395154572525072382</id><published>2011-11-24T13:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T13:43:04.556-02:00</updated><title type='text'>Oktoberfest, álcool e crianças</title><content type='html'>Como uma “festa família”, acho que os organizadores da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul deveriam tomar mais cuidado com a apologia ao consumo de álcool potável, droga que, sabidamente, e não raro, traz inúmeros problemas e prejuízos para o consumidor e para a comunidade. Não é por nada, por exemplo, que a legislação veda a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos de idade, tal sua periculosidade comprovada por inúmeros fatos. Doenças graves, dependência química, acidentes graves, conflitos traumáticos estão diretamente ligados à ingestão do álcool, onde entram, com destaque, o chope e a cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que ostentar choperias ambulantes, ofertar graciosamente e empunhar, sorrindo, canecões do fermentado, ingeri-lo na rua aos borbotões em um desfile alegórico onde há milhares de crianças e adolescente assistindo (e até participando das “alas”) – e, ainda por cima, no caso de 2011, onde o tema dos carros alegóricos eram contos clássicos da literatura infantil mundial – é algo com muito poder educativo (deseducativo?). Ou seja, e em suma, se está a dizer que o consumo de bebida alcoólica é bom e pode ser praticado livremente pelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por ser lícito – até certo ponto, porque há vários impedimentos já mencionados ao consumo, caso das punições da legislação de trânsito – que se torna tranquilo beber em público, num evento que os pais levam seus pimpolhos, e onde estão, queira-se ou não, aprendendo coisas – uma delas: beber é sinônimo de festa, alegria, cultura, diversão, sociabilidade etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer substância psicoativa, como o álcool, pode ser, como se diz, “porta de entrada para outras drogas”. Quando há todo um alarme e esforço da comunidade em barrar o consumo de crack, cocaína, maconha etc., um desfile que faz (ou acaba fazendo) apologia à bebida alcoólica é algo totalmente contraproducente; é contraditório ao esforço de evitar-se o uso abusivo de drogas. Já não basta o alto consumo dentro da festa, se externa isso na um desfile aberto, focado nas famílias, nas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho perfeitamente plausível – além de positivo em vários sentidos – se abolir a ostentação do consumo do álcool no desfile da Oktoberfest, junto com a sua minimização como atrativo da festa – algo que nas últimas edições (desde 2003, por aí, já vem ocorrendo, trocando-se o chope por cucas e instrumentos musicais nas mãos dos bonecos Fritz e Frida – embora permaneçam lá no trevo de entrada da cidade, no Acesso Grasel, convidando os motoristas a tomarem um canecão...). Talvez os grandes fabricantes, fornecedores e comerciantes não fiquem contentes, mas, para a comunidade, seria menos um estímulo drogadição alcoólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou “contra o álcool” e gosto de tomar um pouco de vinho, cerveja e aperitivos em alguns momentos. Mas é preciso muita consciência: não estamos lidando como suco de groselha natural. Por seus efeitos nefastos, chope não é algo para se “brincar”, se usar impunemente, ostentar na rua, na frente das crianças e jovens sem que haja consequência no futuro próximo ou distante. Antes de qualquer programa “antidroga”, quem sabe se faz essa reflexão, para não cairmos em ações inócuas; porque “é o exemplo que vale” – não palavras de ordem do tipo “Crack nem pensar”; muita mais eficiência tem a mensagem “Tome chope a varrer” exemplificada num desfile de rua em pleno domingo de manhã na rua principal da cidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3395154572525072382?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3395154572525072382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3395154572525072382' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3395154572525072382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3395154572525072382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/11/oktoberfest-alcool-e-criancas.html' title='Oktoberfest, álcool e crianças'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1084282545317272389</id><published>2011-11-10T11:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-14T13:41:11.971-02:00</updated><title type='text'>Escárnio e ignorância</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-NK9EGcuiddQ/TsE2khq-MTI/AAAAAAAAAck/2ON8m-tdBwM/s1600/luis-de-camoes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 295px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NK9EGcuiddQ/TsE2khq-MTI/AAAAAAAAAck/2ON8m-tdBwM/s400/luis-de-camoes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674877006605332786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto da desclassificação de pessoas e sua transformação em objeto de chacota por conta do uso de palavras e expressões que aprenderam desde a tenra infância, por residirem e se socializarem (e adquirirem o seu linguajar) em comunidades mais distantes – em termos físicos, econômicos e culturais – da “boa sociedade”, segue abaixo um artigo publicado na revista Língua Portuguesa (Editora Segmento, agosto de 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes não nos flagramos do quanto somos, nós mesmos, ignorantes aos aspectos da nossa língua e da linguagem humana em si e o seu desenvolvimento social ao longo do tempo. Ao rirmos de alguém que disse “frauta” ao invés de “flauta”, podemos não saber que o próprio Camões, autor do clássico Os Lusíadas, grafou em sua obra (e devia falar) assim mesmo: “sonoras frautas”. Ou seja, muitas e muitas palavras consideradas mais do que “erradas” – consideradas uma “aberração”, um “escândalo” (carça, bassoura, trabesseiro etc.) – podem ser vistas como formas de falar tradicionais, que se mantiveram em alguns grupos e hoje são variantes do que se configurou como “a língua culta”. Há nesses falares algo de uma riqueza histórica, social e linguística, que a avaliação superficial não consegue se deter, porque condena taxativamente e sem base maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escárnio, o sorriso debochado e superior é um riso preconceituoso e, no final, atesta a ignorância sobre a língua portuguesa em sua complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*E ontem mesmo fiquei pensando que, além de tudo, o preconceituoso priva-se de ampliar o seu vocabulário com expressões e fonéticas “alternativas”; a pessoa nem cogita o porquê o outro fala daquele jeito “errado”, já o descarta; não cogita que existe uma história da língua portuguesa que vem de séculos e que continuará por outros tantos em transformação, com múltiplas influências e formas de manifestação. O preconceituoso é tão autocentrado, tão zeloso da “correção”, que se fecha a tudo que não seja espelho e norma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Uma colega me passou um verso do Oswald de Andrade (Vício na Fala) que diz assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para dizerem milho dizem mio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para melhor dizem mió&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para pior pió&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para telha dizem teia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para telhado dizem teiado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E vão fazendo telhados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bacana isso? Muito boa a conclusão dele. O que importa é a comunicação. A norma, a “correção” têm seus espaços, mas o que importa é que os telhados são feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17/08/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição da "frechada"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendência das línguas românicas, rotacismo não é atraso linguístico, como se acredita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contam que Probo (Marcus Valerius Probus) foi um sujeito que compilou e listou 227 palavras da língua latina com erros corriqueiros atribuídos à fala ou variedade popular dos plebeus (sermo plebeius), do povão ou - diriam outros - da "gente diferenciada", que compõem o Appendix Probi (Apêndice de Probo). Para servir de cartilha a quem quisesse escrever ou falar conforme o padrão da língua (o dito latim clássico) do século 4 ou 3 antes de Cristo, o autor do apêndice coloca a forma supostamente correta ao lado da "equivocada". No estilo receita: [diga/escreva] x não y.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, autor e data, é fruto de inferências. E, como tal, suportam interrogações, dúvidas e contra-argumentos. O que é fato? O apêndice ou lista ou anexo existe. E é considerado um dos documentos pelos quais se pode ter a descrição do que seria o latim vulgar, falado, popular ou corrente no império romano. É nessa variedade, dizem todos os estudos diacrônicos, que as línguas latinas ou românicas, dentre elas o português, têm suas bases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antepassados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piada é que muitas formas tachadas como erradas são hoje as consideradas corretas. Eis alguns casos: masculus non masclus - donde veio "macho"; ansa non asa; oculus non oclus - donde veio "olho"; mensa non mesa; rivus non rius - donde veio "rio"; viridis non virdis - donde veio "verde", e por aí vai. Um exemplo, que mexe até com "verdades" politicamente incorretas, tem a ver com o rotacismo: aquela alteração fonética que consiste em se realizar r no lugar de l, como em "crasse", "frauta" e "pranta" ("classe", "flauta" e "planta").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum haver pressa em dizer que esse processo fonológico ou metaplasmo, dentre outros, resulta de nossa herança linguístico-cultural alicerçada nas culturas e línguas indígenas e africanas. Na música Tiro ao Álvaro, de Adoniran Barbosa, vale destacar a ocorrência do rotacismo nos trechos "frechada do teu olhar" e "bala de revórver". Essa troca não é exclusiva do dialeto caipira paulista. Pode ser encontrada em todas as regiões brasileiras e está mais relacionada a variáveis ou aspectos sociais, como a escolaridade do falante, do que a motivos dialetais circunscritos a uma determinada região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocorrência de rotacismo, no entanto, é destacada pelos historiadores da língua desde o latim. Representa, assim, uma tendência românica. No apêndice há pelo menos um caso (flagellum non fragellum), que, já naquele momento, estava listado como erro. E também é registrado em diferentes fases históricas do português. Isso denota que pode se tratar de um caso de manutenção e não de inovação do português brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis dois exemplos de autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em versões de Os Lusíadas (1572), de Luís de Camões (1524-1580), que mantêm a ortografia das primeiras edições, encontramos "frautas" no lugar de "flautas", no verso 6, estrofe 64 do canto 9°. E, da mesma forma, no Auto da Barca do Inferno (1517/19), de Gil Vicente (1465?-1537), está escrito "berzebuu" (que se indentifica com "revórver") em vez de "belzebu" no verso 12. Quer dizer, a ideia de que foram os índios e negros, que provocaram a vibração de l no nosso jeito caipira de falar, não passa de lenda e de muito labéu étnico e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil contestar que algumas características encontradas em nosso diversificado modo "brasileiro" de falar - reconhecido e evidentemente distinto do modo "português europeu", "africano" e "asiático" de falar - não podem ser tratadas como fenômenos surgidos exclusivamente em terras brasileiras por conta da nossa história social: contexto em que indígenas e africanos falavam o português, introduzindo nele realizações sonoras, lexicais e sintáticas nunca ditas e ouvidas ou escritas e lidas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia equivocada de inovação advinda da propagada miscigenação brasílica (índio, branco e negro) é frutífera não só em se tratando de fenômenos linguísticos, estritamente. Certo é que, por meio de manuscritos e impressos de tipologia e datação variadas, podemos trazer, para o presente, elementos da nossa vida social do passado e rememorar nosso itinerário cultural e linguístico. Memórias capazes de desvendar o que, numa leitura célere, asinha, pode parecer inteligível para muitos de nós. E possibilitam a (re)interpretação de conceitos e preceitos ditados às vezes como verdades absolutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa constatação ganha cores e porosidade se concentrarmos a reflexão no nível vocabular da língua. Porque a investigação nesse patamar semântico-lexical nos leva mais longe: ao nível cultural, trazendo à tona provas ou suspeitas de que muitos aspectos da nossa cultura - com seu "jeitinho" de ser ou de resolver as coisas - não devem tributo à mistura branco, índio e negro, como muita gente insiste em nos imprimir a ferro em brasa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel Mourivaldo Santiago-Almeida é professor pesquisador livre-docente na área de filologia e língua portuguesa da USP, cnpq&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://www.revistalingua.com.br/textos.asp?codigo=12376&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1084282545317272389?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1084282545317272389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1084282545317272389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1084282545317272389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1084282545317272389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/11/escarnio-e-ignorancia.html' title='Escárnio e ignorância'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NK9EGcuiddQ/TsE2khq-MTI/AAAAAAAAAck/2ON8m-tdBwM/s72-c/luis-de-camoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-9145508044063735673</id><published>2011-10-26T13:15:00.004-02:00</published><updated>2011-10-27T13:27:24.525-02:00</updated><title type='text'>Gadgets: sendo e consumindo objetos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-TLXgoaoJ3r0/Tql3xlqBxkI/AAAAAAAAAbo/dLHZBU77Aog/s1600/lacan2divulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TLXgoaoJ3r0/Tql3xlqBxkI/AAAAAAAAAbo/dLHZBU77Aog/s400/lacan2divulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668193299828164162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Achei na Wikipédia um texto sobre os &lt;i&gt;gadgets&lt;/i&gt; – termo que se refere a equipamentos eletrônicos e softwares que surgem no mercado e agregam-se a outros como novidades. Não sabia, mas há uma ligação do termo com a psicanálise desenvolvida por Jaques Lacan (na foto acima). Ele se referia aos &lt;i&gt;gadgets&lt;/i&gt; como   &lt;p class="MsoNormal"&gt;“objetos de consumo produzidos e ofertados como se fossem 'desejos' pela lógica capitalista - na qual estão agregados o saber científico e as tecnologias em geral. Dentre estes gadgets, diz Lacan, encontram-se os 'sujeitos-mercadorias', aqueles que incorporam de forma um tanto psicótica uma atitude de objetos de consumo breve e que, por isso, investem suas energias em provar-se 'consumíveis' ou 'desejáveis' aos olhos de eventuais parceiros ou do mercado, o grande senhor contemporâneo. Pela perspectiva lacaniana estes sujeitos-mercadoria não são de fato sujeitos, já que consomem 'objetos' e ofertam-se ao consumo por 'objetos', não ao estabelecimento de laços sociais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando li essa definição, fiz uma associação direta ao folder que me enviaram esses dias sobre um “Curso de Sensualidade” para mulheres, que ocorreu dias atrás aqui na cidade. Na foto, uma “jovem-senhora” mostra “sensualmente” suas pernas, sentada em cima de uma mesas de acrílico, com trejeitos no olhar e outras jogadas corporais “insinuantes”. O curso se propõe a isso: dar uma melhor apresentação as e desenvoltura a mulheres, desinibindo-a e ensinado-lhes “truques” – tudo a fim de atrair sexualmente seus parceiros também padronizados, ávidos por uma suculência sexual, como as apresentadas nas clássicas "revistas masculinas"...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sobre os parceiros fazerem algum curso semelhante... nem se cogita. Cabe a mulher ser “desejada” e “co(nsu)mida”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A cultura da sujeição, da submissão, da “objetização” da mulher. Como diz Lacan (morreu em Paris em 1981), postam-se como objetos de consumo, não mais que &lt;i&gt;gadgets&lt;/i&gt;. Triste papelzinho, reforçado todos os dias por milhões de mensagens louvando a adesão a padrões comportamentais acríticos, falsamente libertários, mediocrizantes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Abaixo, o termo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gadget&lt;/span&gt; como estava na Wikipédia quando a acessei. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Gadget (em inglês: geringonça, dispositivo) é um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma "geringonça" eletrônica.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se widget, mas vezes também chama-se de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Windows Vista (e também o Windows 7), o Mac OS X, o KDE e o Gnome são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop do sistema.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, em sua maioria, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-9145508044063735673?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/9145508044063735673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=9145508044063735673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/9145508044063735673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/9145508044063735673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/10/gadgets-sendo-e-consumindo-objetos.html' title='Gadgets: sendo e consumindo objetos'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TLXgoaoJ3r0/Tql3xlqBxkI/AAAAAAAAAbo/dLHZBU77Aog/s72-c/lacan2divulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6955752524475800103</id><published>2011-09-28T13:13:00.005-03:00</published><updated>2011-10-07T13:46:10.961-03:00</updated><title type='text'>Partido Pirata</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-FzceK0hRjIk/ToNJVVvKmOI/AAAAAAAAAa0/irOBy78vDD0/s1600/partido_pirata-300x300.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 210px; height: 210px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-FzceK0hRjIk/ToNJVVvKmOI/AAAAAAAAAa0/irOBy78vDD0/s400/partido_pirata-300x300.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657446187868526818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito interessado em uma notícia que saiu na  semana passada: o Partido Pirata da Alemanha  conquistou, no parlamento  regional de Berlin, 15 cadeira na eleição ocorrida no dia 18 de  setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E destaco o seguinte do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim como os Piratas foram a surpresa positiva na eleições alemãs,  os tradicionais partidos A Esquerda e Verde amargaram uma queda de  cinco pontos percentuais no número de votos recebidos, em relação ao  pleito anterior.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem ter uma análise maior da situação, me parece que o  esgotamento dos discursos de políticos ecologistas e esquerdistas de  várias facções, junto com a nova sociabilidade trazida pelas tecnologias  de comuicação via internet, estão produzindo uma nova conformação da  juventude européia – e que se “espraia” pelo mundo afora, tendo, assim,  surgido um novo canal de expressão e ação ideológica “partidária”,  canalizando e catalisando a rebeldia outrora contida nas agremiações  ligadas à retórica socialista, social-democrata e "verde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenhamos aí uma  nova postura da juventude politizada; formou-se um caldo cultural a  partir do uso cada vez mais intenso das TIs, ao mesmo tempo que os  discursos de “esquerda” e de “direita” se esfarelam na velha  mesquinharia, hipocrisia e paranoia própria do jogo do poder  político-partidário e governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando livre curso ao pensamento, acho que aqui no Brasil, o PT  parece estar “envelhecido” e tem se tornado cada vez mais um partido  governista, que se usa de práticas antes condenadas veementemente –   embora possamos localizar avanços em seus governos. Os demais partidos  de esquerda estão ideologicamente fossilizados. Os sem-ideologia, que  são apenas siglas vazias, continuam suas trajetórias fisiológicas, sem dizer  mais nada para às gerações contemporâneas, especialmente para as camadas  de jovens com algum nível de criticidade e para além dos cooptados em  aparelhos partidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue mais abaixo a notícia referida e também um link para um  entrevista já “antiga”, de 2009, onde Jorge Machado, sociólogo e  professor universitário, e Guilherme Bellia, estudante de comunicação,  falam sobre a proposta do Partido Pirata no Brasil. Selecionei o  seguinte trecho da entrevista deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A diferença do Partido Pirata está muito mais no método. É livre,  aberto e colaborativo. Com este método você pode trabalhar com qualquer  pauta. Por exemplo, habitação. Para discuti-la, primeiro, vamos expor  quais são os recursos disponíveis, as demandas, os movimentos sociais,  as secretarias, interesses envolvidos e, enfim, fazer tudo de maneira  transparente. Como eu disse, estamos hackeando a política. Estamos  focados em questões que estão nas raízes da política: transparência,  construção colaborativa, direitos civis e humanos. Só de respeitar tudo  isso, já fortalece a democracia. Para termos maior abrangência em outros  assuntos e desenvolvermos pautas específicas, claro, nós precisamos  crescer em contingente. Precisamos de mais pessoas tratando de educação,  por exemplo. Podemos fazer uma proposta de modelo de escola livre, que  forme pessoas que pensem, critiquem e questionem as coisas, não uma  escola que discipline as pessoas para que tenham um comportamento  padrão. Com plataformas abertas, podemos permitir que este tipo de  proposta surja.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://info.abril.com.br/noticias/internet/os-piratas-do-brasil-estao-chegando-05102009-37.shl#ir" target="_blank"&gt;http://info.abril.com.br/&lt;wbr&gt;noticias/internet/os-piratas-&lt;wbr&gt;do-brasil-estao-chegando-&lt;wbr&gt;05102009-37.shl#ir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Aliás, tem uma outra coisa rolando por agora nos EUA (notícias na imprensa de 03/10/11), nas mesmas bases do Partido Pirata, mas sem estruturação partidária, que é o movimento "Occupy Wall Street", coalizão de movimentos menores, majoritariamente formada por jovens se organizando via internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última ação "não-virtual" em Manhattan, quando vários foram presos por bloquearem a ponte do Brooklin, os caras estavam dizendo coisas como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este não é um protesto contra a polícia de Nova York. É um protesto de 99% da população contra o poder desproporcional de 1% que controla 50% da riqueza do país."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é justo que nosso governo ajude as grandes corporações e não as pessoas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é algo novo. Mas é nova a forma da mobilização, com lideranças bem mais rarefeitas e sem bandeiras de partidos, se usando intensamente das redes sociais etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Aliás "2", aqui mesmo na Santinha, a partir de uma postagem no Facebook, o cara desencadeou um protesto contra a lotação dos ônibus que fazem linhas intermunicipais na região, obrigando a empresa a "se explicar" e respaldar-se em "autorizações" absurdas do DAER, que permite o cara viajar de pé, sem comodidade e segurança alguma, em estradas movimentadas - enquanto eu preciso (e faço questão de) ter uma cadeira de mais 500 reais para levar a minha filha na escolinha, e, se for flagrado sem, serei multado e não sei mais quantos pontos na carteira e incomodações variadas... Redes sociais pautando a imprensa e colocando empresas e órgão de governo em saias justas... Baita irresponsabilidade e mesquinharia de empresas de transporte de passageiros com a conivência (parceria?) do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí o link da notícia se alguém não viu e quer dar um bizu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.gaz.com.br/noticia/303860-superlotacao_de_onibus_tortura_passageiros.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Outro comentário: Saiu na imprensa em 28 de setembro o seguinte: o Congresso Nacional ouviu a Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), instituições que reúnem renomados cientistas do país. Porém, mesmo com toda a base do mundo para fazer as indicações, o relator do projeto do Código Florestal na Comissão de Meio Ambiente, senador Jorge Vianna, disse que “algumas das sugestões” desses estudiosos devem ser incorporadas ao texto. Algumas, cara pálida? Como assim? É como se um corpo de médicos recomendasse ao paciente moribundo um série de restrições para garantir-lhe a sobrevivência e cura, e o cara simplesmente dissesse que talvez acate alguma recomendação... No caso do meio ambiente, a questão é muito mais séria, porque implica na vida da coletividade humana e dos demais seres da Terra. E o senador diz uma coisa dessas, que “algumas devem ser incorporadas”... Não se tratam de “opiniões”, mas, se deve supor, são indicações a partir de avaliações com o máximo de correção, porque feita por cientistas de alto nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os interesses mais imediatistas conduzindo a política. No jogo do poder, vale manter medidas que ameaçam as gerações no longo prazo, mas que garantem apoio a partidos e candidaturas, afora outras possíveis vantagens pessoais para alguns. Sei que deve haver “negociações” para garantir ao menos algum avanço, mas não deixa de ser algo extremamente decepcionante abrir mão do “conhecimento científico” pelo “interesse político”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cientistas apresentam relatório com críticas ao novo Código Florestal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em: setembro 28, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ruralbr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audiência conjunta no Senado reuniu pesquisadores e as três comissões que analisam a matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião de cientistas sobre mudanças no Código Florestal foi ouvida no Congresso Nacional durante audiência com as comissões de Meio Ambiente (CMA), de Ciência e Tecnologia (CCT) e Agricultura (CRA) do Senado. Representantes da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira do Progresso para a Ciência apresentaram suas considerações para sete senadores que participaram da audiência pública. As críticas da ciência foram organizadas em um relatório único e a tendência é que algumas sugestões sejam aceitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas da SBPC apresentaram, pela primeira vez, um documento com críticas a 10 pontos do texto atual, em debate no Senado. As mudanças, segundo eles, podem trazer consequências negativas para o meio ambiente. Segundo o membro da SBPC, Ricardo Rodrigues, um dos aspectos fundamentais está relacionado com as áreas de preservação permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Existe um grande número de estudos, mostrando que a reestruturação dessas áreas é fundamental para que ela volte a cumprir os serviços do ecossistema da mata ciliar – apontou Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas acreditam que as contribuições da ciência estão mais próximas de serem levadas em consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O Senado está muito mais atento às questões ambientais e eu não tenho dúvida que várias dessas sugestões vão ser atentadas nessa votação – afirmou o membro da SBPC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o representante da Associação Brasileira de Ciências, Elíbio Rech, é fundamental que exista um pacto de desenvolvimento para o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esse pacto vai envolver um consenso entre o uso racional e sustentável da biodiversidade e a produção – disse Rech.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente, senador Jorge Vianna, afirmou que algumas das sugestões devem ser incorporadas ao texto. Vianna manteve ainda a promessa da realização de um relatório conjunto sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu e o senador Luiz Henrique estamos trabalhando em conjunto e acredito que seja possível encontrarmos soluções aos desafios que a matéria do Código Florestal nos traz – afirmou Vianna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa é que o projeto seja votado na Comissão de Ciência e Tecnologia até o dia 20 de outubro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6955752524475800103?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6955752524475800103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6955752524475800103' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6955752524475800103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6955752524475800103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/09/partido-pirata.html' title='Partido Pirata'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FzceK0hRjIk/ToNJVVvKmOI/AAAAAAAAAa0/irOBy78vDD0/s72-c/partido_pirata-300x300.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3262175106176164509</id><published>2011-08-30T13:23:00.001-03:00</published><updated>2011-08-30T13:23:55.280-03:00</updated><title type='text'>Estação Espacial Internacional, supermercados e o fim da ilusão do liberalismo capitalista</title><content type='html'>Uma pequena notícia no jornal de dias atrás (25/08) me fez pensar que, assim como o “comunismo clássico” representado pela URSS faliu, também o “capitalismo clássico”, representado em especial pelos EUA, foi à breca. Nem foi alguma notícia das crises econômicas norte-americanas recentes, quando se chegou ao ponto do governo (e não a mão invisível do mercado) ter que emprestar grana para a outrora toda-poderosa GM não emborcar. O dirigismo estatal e a livre iniciativa em seus extremos já provaram quanta desgraça podem produzir. Sua ausência completa, também parece ser um erro e somente ideólogos à esquerda e a direita conseguem manter seus radicalismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a notícia fala de um problema no sistema de propulsão, que fez cair um foguete russo, que estava levando mantimentos para Estação Espacial Internacional (“a nave não-tripulada Progress M-12M transportava cerca de três toneladas de provisões para a tripulação da ISS”, 25/08/11). O drama é que os EUA não teria como refazer o transporte, já que seu programa de ônibus espaciais foi desativado, e novo programa norte-americano vai demorar mais não sei quantos anos para voltar às viagens para fora da Terra. Ou seja, tudo depende dos russos para manter-se o abastecimento do projeto que envolve principalmente os dois países (EUA e Rússia), entre mais alguns. Ou seja, a Rússia, por sua herança soviética, consegue manter o programa espacial pela agência Roscosmos; os EUA, obrigou-se a cortar verbas da Nasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, também na semana passada, li uma nota na coluna de economia (informe Econômico, de ZH, p.20, 24/08/11) sobre um pronunciamento do presidente da Agas (supermercadistas) na Expoagas (fornecedores de supers). É sobre o “avanço desmedido” de grandes multinacionais do setor, o Sr,. Antônio Longo disse “em alto e bom som”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É preciso ficar atento à autorização da construção de grandes empreendimentos, sem qualquer análise. Qualquer país protege suas empresas, regulando o crescimento da economia de forma salutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah! Baita declaração do intervencionismo estatal, poderíamos dizer. Liberais empedernidos, do IEL, que pedem a toda hora o fim do Estado, deveriam fazer uma passeata na Expoagas, pedindo as tripas do empresário e dirigente da corporação supermercadista dos RS...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3262175106176164509?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3262175106176164509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3262175106176164509' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3262175106176164509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3262175106176164509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/08/estacao-espacial-internacional.html' title='Estação Espacial Internacional, supermercados e o fim da ilusão do liberalismo capitalista'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1451015338696741791</id><published>2011-08-10T13:11:00.003-03:00</published><updated>2011-08-18T13:36:50.837-03:00</updated><title type='text'>Vereadores: 11 é pouco, mas Câmara precisa melhorar muito</title><content type='html'>Semanas atrás isntalou-se uma polêmica - que ainda correr - por conta da alteração de número de vereadores na Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul. Emendei alguns de meus comentários curtos (!) sobre o assunto por aí e posto-os abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não avultando os custos, sou favorável a ampliação do número de vereadores em Santa Cruz. Quem quer democracia, quer ampliar a representação da população na câmara, entrado mulheres, por exemplo, que não existe uma sequer, entre outros segmentos e até partidos sem representação no legislativo local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câmaras de vereadores, assembléias legislativas e outros mecanismos são essenciais na democracia, e sua qualidade depende muito do voto do/a cidadão/ã. "Jogar a culpa" da política podre e medíocre nos vereadores é esquecer quem os elege. São retratos do povo, ou seja, meus, teus, nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter maior participação no processo político – e não simplesmente manter ou diminuir vereadores – me parece o melhor caminho. Discutir não só na hora de querer cortar gastos com supostos inúteis. Radicalizando, poderíamos dispensar todos os parlamentares e demais cargos políticos eleitos e deixar que um "Hitler" nos governe... No começo, poderia sair mais barato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da "baixa produtividade", acho que a pequena representação numérica na Câmara também colabora para a aprovação de projetos absurdos, já que a possibilidade de haver contestação é menor com um número diminuído de vereadores. Santa Cruz, democraticamente, está perdendo muito com essa baixa proporção entre eleitores e vereadores. Vale Verde tem 2.850 eleitores e 9 (nove) vereadores. Santa Cruz, 90.670 eleitores e 11 (onze) vereadores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mobilização que está acontecendo tem vários lados positivos. O empenho das pessoas preocupadas com os gastos públicos é um dessas facetas. Mas falta abordar e aprofundar o tema do poder, da democracia e da participação popular, ou seja, da cidadania em amplo sentido. Não são assuntos muito simples. Para os vereadores, fica o alerta: parece que suas atuações estão deixando muito a desejar, pelo investimento que a população faz para mantê-los e manter toda a estrutura da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1451015338696741791?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1451015338696741791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1451015338696741791' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1451015338696741791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1451015338696741791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/08/vereadores-11-e-pouco-mas-camara.html' title='Vereadores: 11 é pouco, mas Câmara precisa melhorar muito'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1303169499286566824</id><published>2011-08-05T13:28:00.003-03:00</published><updated>2011-08-29T14:50:57.230-03:00</updated><title type='text'>Hendrix e a influência da tecnologia musical portuguesa na vida do guitarrista</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NrCEQfF9gkk/TlvRd5FOvyI/AAAAAAAAAac/V_MFw6xi8eo/s1600/Martin_SO_Ukulele_Divulgacao.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NrCEQfF9gkk/TlvRd5FOvyI/AAAAAAAAAac/V_MFw6xi8eo/s400/Martin_SO_Ukulele_Divulgacao.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646336869308219170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao falar da Amy, falei do Jimi, dois talentosos artistas mortos por conta das decorrências do abuso de álcool e outras drogas ao longo de suas breves, intensas e conturbadas vidas. Considerado o maior guitarrista da história, de descendência afro e indígena, nascido nos EUA dos anos de 1940, teve como seu primeiro instrumento de cordas uma espécie de pequeno violão ou cavaquinho de quatro cordas de origem portuguesa, o ukelele, originalmente (e com outro nome) trazido por portugueses da Ilha da Madeira direto para o Havaí provavelmente no final dos anos de 1700, quando a ilha iniciou o cultivo e beneficiamento da cana de açúcar, outra tecnologia dominada pelos lusos com maestria (e que também tem apropriação de anteriores conhecimentos árabes, hindus e chineses).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa peculiaridade de Hendrix, que, ainda na infância, ganha de seu pai um instrumento musical da tradição lusitana, vemos, mais uma vez, a multiplicidade das influências étnico-culturais – consubstanciadas também em tecnologias para a produção de sons musicais por percussão de cordas – compondo uma personalidade e suas habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas centenas ou milhares de pessoas se cruzaram direta ou indiretamente no afloramento e manifestação da musicalidade de Jimi Hendrix? Se considerarmos só um outro elemento básico do seu instrumento, como o captador elétrico da sua primeira guitarra, comprado por 5 dólares em Seattle, quantos e quantos conhecimentos desenvolvidos por inúmeras pessoas em diferentes épocas acabam entrando neste "bland"? Poderíamos começar com o circunspecto inglês James Maxwell, que desenvolveu as equações físico-matemáticas que possibilitaram a “visão” e manipulação do eletromagnetismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita água rolou até o estrelato de Jimi em Londres, do outro lado do mundo, culminando em sua lamentável e precoce morte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1303169499286566824?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1303169499286566824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1303169499286566824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1303169499286566824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1303169499286566824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/08/hendrix-e-influencia-da-tecnologia.html' title='Hendrix e a influência da tecnologia musical portuguesa na vida do guitarrista'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NrCEQfF9gkk/TlvRd5FOvyI/AAAAAAAAAac/V_MFw6xi8eo/s72-c/Martin_SO_Ukulele_Divulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3356751401392701158</id><published>2011-07-20T09:58:00.007-03:00</published><updated>2011-07-20T11:17:52.359-03:00</updated><title type='text'>Bjork e Wilson</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-imKW_tyg19I/Tibf1jMXlwI/AAAAAAAAAZQ/PLyOUWElqhI/s1600/EdwardWilson2007Divulgacao.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 185px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-imKW_tyg19I/Tibf1jMXlwI/AAAAAAAAAZQ/PLyOUWElqhI/s400/EdwardWilson2007Divulgacao.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631434495146563330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois a cantora islandesa Bjork (que também ficou famosa estrelando o filme &lt;i&gt;Dançando no Escuro&lt;/i&gt;) está lançando um projeto musical que promete ser revolucionário no mundo da música. Li isso no &lt;i&gt;Segundo Caderno&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;ZH&lt;/i&gt; da semana passada. O projeto dela se chama &lt;i&gt;Biophilia&lt;/i&gt;. E é aí que está: a palavra “biofilia”, num sentido geral, significa “amor pelas coisas vivas”. Segundo a reportagem, “a hipótese da biofilia sugere que os seres humanos têm uma afinidade inata com o mundo natural – as plantas, os animais e até mesmo o clima”. Academicamente, remete a um autor, Edward Osborne Wilson (fotinho ao lado), 82 anos, biólogo norte-americano, doutor em Biologia pela Harvard, famoso por desenvolver trabalhos sobre o comportamento animal (ele é especialista em formigas e sua comunicação por feromônios...), o que inclui os humanos nesse rol, afinal, somos um dos tantos mamíferos do planeta, devendo a uma cadeia evolutiva megagigatesca e hipercomplexa a nossa existência e sobrevivência com relativo sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao pesquisador (entomologista, mais especificamente) é creditada a popularização do termo “biodiversidade” e ao desenvolvimento de uma disciplina científica, a Sociobiologia – abordagem polêmica, que considera determinações biológicas na constituição das sociedades humanas e seus comportamentos sociais. Para a Sociobiologia, há fatores genéticos bastante determinantes da sociabilidade de diversos grupos de animais, frutos do longuíssimo processo evolutivo dos seres vivos na Terra, introduzido vários questionamentos dentro das Ciências Sociais e da Psicologia "tradicionais".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O assunto tem voltado a me intrigar bastante, tanto que me meti na leitura de &lt;i&gt;Da natureza humana&lt;/i&gt;, do próprio Wilson, obra publicada originalmente no final dos anos de 1970 - e que funciona como uma ampla introdução à Sociobiologia, após outros livros do autor já terem apresentado a proposta sociobiológica para a análise das sociedades humanas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso tem sido bem estimulante! Agradeço a Bjork a referência que me levou ao Wilson!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre o projeto da cantora, segue a versão online da reportagem mencionada:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/rs/segundocaderno/19,1033,3383118,Cantora-Bjork-aposta-em-tecnologia-e-natureza-em-novo-projeto.html&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E. O. Wilson mantém uma fundação com objetivos bem práticos/pragamáticos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;http://www.eowilson.org&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3356751401392701158?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3356751401392701158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3356751401392701158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3356751401392701158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3356751401392701158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/07/bjork-e-wilson.html' title='Bjork e Wilson'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-imKW_tyg19I/Tibf1jMXlwI/AAAAAAAAAZQ/PLyOUWElqhI/s72-c/EdwardWilson2007Divulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6319214309260002900</id><published>2011-07-06T16:07:00.003-03:00</published><updated>2011-07-27T18:35:32.718-03:00</updated><title type='text'>Aviões agrícolas em Linha Santa Cruz: nem anjos e nem demônios</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BsJXGknyM9s/Thb7IAkY8WI/AAAAAAAAAZI/CmKPdACeIeY/s1600/imagemipanemadivulgacao.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BsJXGknyM9s/Thb7IAkY8WI/AAAAAAAAAZI/CmKPdACeIeY/s400/imagemipanemadivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626960899456168290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mais uma vez, muito bacana a mobilização comunitária em torno da instalação de uma empresa de aviação agrícola no Bairro Linha Santa Cruz. Principalmente pelo seu aspecto geral, de contrariedade a intoxicações por químicos agrícolas, chamando a atenção de todos para os cuidados com o meio ambiente. Mas...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Confesso que já fui bem mais ferrenho “anti-agrotóxico”. Continuo com minhas restrições e preferindo sempre produtos orgânicos e uma agricultura ecologicamente correta. Sou até entusiasta de técnicas como a biodinâmicas, que têm uma outra abordagem sobre o solo, a vida vegetal e animal e suas correlações com o ser humano, o planeta e o sistema cósmico. Mas também observo que a indústria agro-química – até por pressão, e não por alguma consciência ambientalista súbita – já está tendo cuidados ambientais e cada vez mais direciona-se para a fabricação de produtos menos contaminantes do solo e das pessoas (de composição biodegradáveis, com menor toxidade e permanência no ecossistema etc.) – assim como deve e está acontecendo com todos os produtos fabricados e atividades humanas no planeta (e até fora dele!).&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Em tese, a empresa de aviação agrícola que quer se instalar no aeroporto precisa ter todas as prevenções legais e licenciamentos dos órgãos competentes (e receber as devidas fiscalizações), além da responsabilidade social inerente a uma atividade do tipo, com tantos riscos. A mesma coisa deve ocorrer, por exemplo, com transportadoras de combustíveis. Caminhões-tanques contendo milhares de litros passam semanalmente por nosso bairro. Pressupomos que são empresas idôneas, licenciadas devidamente, sendo os veículos seguros e obedecendo todas as normas legais para evitar um acidente e consequente contaminação do solo pelo vazamentos de gasolina, álcool combustível, óleo diesel etc. – produtos altamente tóxicos e de uso poluente em nossos veículos (pelo escapamento do motor e vazamentos). Mas ninguém está pedimos o fechamento do Posto Wenzel (ou daquele que se localiza próximo a Linha Nova, além dos de Monte Alverne) por conta de um possível acidente com os depósitos e transporte dos líquidos inflamáveis; nem somos contrários aos veículos, oficinas, fábricas e revendas – mas somos favoráveis ao uso de bicicletas, por exemplo, e a criação de carros cada vez menos poluentes e de todos os cuidados para evitar acidentes e contaminações no transporte rodoviário, armazenamento em tanques e abastecimento nos postos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Tenho receio de um certo obscurantismo ou “ideologização” do que é uma questão importante e causa justíssima. Por conta de um sectarismo do tipo “agroquímicos são do mal e então seremos sempre contras”, enxotamos empresas e abominamos técnicas de cultivo perfeitamente aceitáveis de um ponto de vista científico e ambiental. Químicos, engenheiros químicos, engenheiros agrícolas, agrônomos e mais variada e vasta gama de técnicos se dedicam à pesquisa de produtos para a “agricultura industrial”, tornando-a mais eficiente e menos letal. Confio num desenvolvimento ético, respeitando o meio ambiente e responsabilidade social com as gerações –  “mesmo” nesta “ceara” da produção com herbicidas, fungicidas, adubos químicos etc. No atual modelo socioeconômicos, que – prevejo –  perdurará por muitos anos, a agricultura em grandes extensões existirá e não prescindirá de técnicas agrícolas baseadas na ampla mecanização – como os aviões agrícolas – e insumos químicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O próprio secretário do meio ambiente de Santa Cruz, em entrevista ao Riovale Jornal de 28/06/11, diz que “entende a preocupação dos moradores, mas a empresa possui todos os requisitos necessários para operar”. “Pedimos todos as licenças necessárias e todas atendem as exigências”, incluindo as da Fepam (Fundação de Proteção Ambiental do RS), “um dos órgãos mais exigentes que existe em nosso estado”, completa o secretário. Ou seja, a preocupação e mobilização do grupo é muito válida, mas as autorizações e precauções estão oficialmente atendidas para o funcionamento correto da empresa – assim como deve acontecer com o transporte, abastecimento e armazenamento em Postos de Combustível do bairro e seu entorno, estabelecimentos que trabalham diariamente com produtos tóxicos de alta periculosidade (inflamáveis e poluentes, inclusive).&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;**O fluxo de aeronaves já é em si algo que se faz com risco – assim como o é o transporte pelas ruas e estradas. Vazamentos de produtos poluentes dos tanques – ou no processo de abastecimento de combustível – e acidentes graves são hipóteses sempre presentes. Então, a instalação de uma linha aérea entre Santa Cruz e Porto Alegre deveria ensejar também uma mobilização... Na verdade, os pequenos e grandes aeroportos que conheço estão em áreas de uma densidade populacional cada vez maior (o Aeroporto Salgado Filho é um exemplo disso, outrora construído em área afastada da aglomeração urbana). Idealmente, deveriam ser construídos e mantidos em áreas com grande limitação de moradia e de outras instalações urbanas.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;***Me disseram que a aviação agrícola é uma dos meios mais eficientes em termos econômicos e ambientais para pulverizações em grandes áreas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6319214309260002900?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6319214309260002900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6319214309260002900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6319214309260002900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6319214309260002900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/07/avioes-agricolas-em-linha-santa-cruz.html' title='Aviões agrícolas em Linha Santa Cruz: nem anjos e nem demônios'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BsJXGknyM9s/Thb7IAkY8WI/AAAAAAAAAZI/CmKPdACeIeY/s72-c/imagemipanemadivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-8632566537924444050</id><published>2011-06-22T18:33:00.002-03:00</published><updated>2011-06-27T09:17:19.912-03:00</updated><title type='text'>A história não contada da “rua mais antiga de Santa Cruz”</title><content type='html'>Um trabalho de levantamento histórico muito interessante é o realizado por Armindo L. Müller, pesquisador diletante e pastor luterano. Em seu Dicionário Histórico e geográfico da região de Santa Cruz do Sul (Edunisc, 1999), traz muitas informações que, por sua vez, poderiam ser desdobradas em muitos outros trabalhos de historiografia e análise social local e regional. É deste pequeno livro, publicado pela Editora da Unisc em 1999, que retirei alguns dados para tecer o seguinte comentário:&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A chamada via mais antiga de Santa Cruz do Sul, hoje Rua José Germano Frantz, foi obra empreendida por Delfino dos Santos Moraes, capataz do fazendeiro e tenente-coronel Abel Corrêa da Câmara – nome de onde se deriva a designação original “Picada do Abel”, mais tarde Picada Velha e, finalmente, Linha Santa Cruz. Nos trabalhos de abertura e demarcação, agregados, contratados e escravos sob comando de Delfino devem ter sido mobilizados, sendo todo trabalho às expensas dos cofres públicos da então Província do Rio Grande de São Pedro (e dizem que foi uma bolada grande). A empreitada começou a ser definida em 1847, mas só terminada no final de 1849, quando os primeiros colonos estavam sendo assentados nos lotes, incluindo ali o homenageado, Sr. Frantz. Mais anteriormente ainda, a via foi uma trilha indígena, ligando a região serrana do Vale do Rio Pardo e banda acima (Soledade, Cruz Alta etc.), passando pelo Faxinal do João Faria (onde surgiu a cidade de Santa Cruz), até Rio Pardo (Rio Jacuí), por onde circulavam indígenas da região, incluindo ervateiros guaranis assentados – já no século 18 – na Aldeia São Nicolau, nos arredores da cidade de Rio Pardo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Já os lotes, foram demarcados pelo engenheiro Frederico Augusto de Vasconcelos Pereira Cabral, nome que não deixa dúvida da sua origem lusitana. Subcontratou os serviços de Guilherme Werlang e Francisco Dilemburg, teuto-desecndentes residindo no Brasil. Mais uma vez, os recursos para os trabalhos são governamentais e, muito provavelmente, usando-se mão de obra escrava para os “serviços mais pesados” (ao brancos, só cabia o mando).&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Temos aí, numa via municipal, uma multiplicidade de relações sociais e históricas, envolvendo protagonistas de várias etnias e origens nacionais –  comumente, muitos deles, invisibilizados injusta e erradamente, porque empobrecem a história santa-cruzense diversa e complexa.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*A rigor, aliás, a “via mais antiga de Santa Cruz” não é aquela cujo trecho se chama hoje Rua Germano Frantz. Vias que ligavam internamente as instalações (sobrado do dono, casas dos agregados, senzala, estrebarias, pastos, lavouras, olaria, armazéns etc.) do povoado do Faxinal do João Faria e, deste, a Rio Pardo, então sede da região, e a outras localidades próximas – arraiales, fazendas, rancharias avulsas e armazéns existentes em caminhos –, já instaladas antes da introdução de colonos germânicos em 1849; são vias mais antigas e usadas muito antes de qualquer início de assentamentos de colonos da Prússia, Silésia, Boêmia e outras localidades europeias do norte (lembrando que a Alemanha, propriamente, ainda não existia como estado-nação antes de 1871).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;**O trecho ainda não calçado da Germano Frantz – apenas um ou dois quilômetros paralelos a Av. Orlando Oscar Baumhardt, mantendo a ligação da esquina do “Mercado Recanto” (ou a entrada ao Seminário São João Batista) até próximo ao “Mercado da Lili” (ou a velha fábrica de sapatos coloniais) –, mesmo com os loteamentos que dela se bifurcam, guarda uma espécie de encanto colonial em sua sinuosidade, aclives e declives, pedregulhos, passagens por arroios, charcos, matos, vistas de casas antigas, nesgas de lavouras e campos onde pastam bois e cavalos. Seria muito interessante que a pavimentação e o uso do entorno preservasse essas características autenticamente coloniais. Ao invés de asfalto, quem sabe um calçamento com pedras ou bloquetes na cor do solo avermelhado? Uma lei poderia regulamentar as construções e terraplenagens neste trecho, além de se tombarem casas e outras instalações, num programa de incentivo (subsídios concretos) aos proprietários, ou desapropriações. Neste trecho, há áreas onde se poderia instalar-se um parque público para o lazer da população local e preservação ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***A denominação Linha Santa Cruz – e do próprio município de Santa Cruz – alude à Fazenda ou Estância de Santa Cruz, localizada na região serrana do Vale do Rio Pardo (ou Centro-Serra), hoje parte do município de Lagoão (conforme Müller). A chamada Picada do Abel, finda sua abertura em 1849, com o incremento do movimento entre a serra, as comunidade de imigrantes, o Faxinal do João Faria e a sede regional, a cidade de Rio Pardo, passa, mais tarde, a ser conhecida como Linha Santa Cruz, por ser via de acesso à Fazenda de Santa Cruz – numa época em que as fazendas eram os núcleo populacionais mais densos e economicamente mais importantes, por conta da liderança social e política de seus donos (o proprietário da Fazenda da Santa Cruz era parente do presidente da Província...) e local de troca, compra e venda de mercadorias. Especula-se que, por suas vez, o nome “Fazenda de Santa Cruz” viria de uma antiga e grande cruz (“curuzu”), posta por indígenas missioneiros no alto de um pinheiro, a fim de indicarem a sua fé e servir de guia em suas andanças em tempos do domínio jesuítico na região do Vale do Rio Pardo – em torno de 1630, ou seja, cerca de 220 anos antes da introdução de imigrantes germânicos na região e 120 anos antes da instalação de súditos portugueses e trabalhadores negros escravizados no Vale do Rio Pardo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-8632566537924444050?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/8632566537924444050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=8632566537924444050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8632566537924444050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8632566537924444050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/06/um-trabalho-de-levantamento-historico.html' title='A história não contada da “rua mais antiga de Santa Cruz”'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1525982689278068649</id><published>2011-06-09T14:17:00.002-03:00</published><updated>2011-06-22T18:02:15.112-03:00</updated><title type='text'>Um fantasma racista assombra concursos de beleza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-DhnzzO6s1tA/TgJYTss4OcI/AAAAAAAAAZA/1anUftwkDb8/s1600/BanheiroApartheid.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DhnzzO6s1tA/TgJYTss4OcI/AAAAAAAAAZA/1anUftwkDb8/s400/BanheiroApartheid.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621152380351953346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na minha opinião, concursos de beleza focados em um perfil étnico-racial são extremamente problemáticos. Retirando-se outras questões, como a da “mulher objeto” e a ditadura do padrão estético (magra, alta,  jovem etc.), há o componente da discriminação fenotípica – um caminho ao racismo. Se o concurso é “Beleza Negra”, não entram brancas; se é “A Mais Bela ítalo-descendente”, retira-se as demais moças de outras nacionalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do “Miss Germany no Brasil”, pelo que li na imprensa local, o pré-requisito básico é que as concorrentes sejam descendentes alemãs até a terceira geração. Todas muito jovens (de 15 a 25 anos), com os cabelos loiros e pele claríssima, encarnam o estereótipo da “legítima moça alemã” – desconsiderando, aliás, que, na própria Alemanha, o perfil populacional tem um fenótipo muito mais diversificado, com a incorporação de inúmeras origens étnicas, configurando múltiplas cores de pele, tipos de cabelo, cor de olhos, formas de narizes, bocas etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me preocupa – até porque isso ignorado, nem passa pela cabeça dos promotores de tais concursos – é a ideia de “pureza racial” que está na base desses eventos; exige-se a exclusividade (só brancas, só negras, só “germânicas”, só “italianas”), ou seja, a “não-mistura racial”, quando vivemos num mundo cada vez mais a miscigenado e aberto a diversidade. Pode acontecer que, os pais que mantém características associadas a descendências (“alemães”, “italianos”, “africanos”...) e querem que suas filhas um dia concorram em tais certames, terão de buscar seus pares sexuais-reprodutivos entre símiles étnico-raciais. Caso contrário, caso a criança absorva certas cargas genéticas, ficará “imprestável” para concursos etnicamente fechados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que se deve entender ou relativizar certos casos, como, por exemplo, a escolha da “Mais Bela Negra” de Santa Cruz. O evento foi criado como alternativa a concursos onde as moças negras sequer cogitam em se inscrever, caso da “eleição das soberanas” da Oktoberfest local – a festa onde a “beleza máxima” santa-cruzense é representada por moças brancas. Há, assim, no “Mais Bela Negra”, uma compensação, buscando valorizar também a beleza de mulheres negras, ordinariamente, como já disse,  impedidas – implícita ou explicitamente – de participar do certame (estético feminino) por seu explícito “corte étnico”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1525982689278068649?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1525982689278068649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1525982689278068649' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1525982689278068649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1525982689278068649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/06/um-fantasma-racista-assombra-concursos.html' title='Um fantasma racista assombra concursos de beleza'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DhnzzO6s1tA/TgJYTss4OcI/AAAAAAAAAZA/1anUftwkDb8/s72-c/BanheiroApartheid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1743093298927849218</id><published>2011-05-23T13:21:00.008-03:00</published><updated>2011-07-01T13:29:37.559-03:00</updated><title type='text'>Casamento gay e castidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Vl7gSpa9hUc/TdqKJjuiRrI/AAAAAAAAAY0/kQi7pJB3dms/s1600/Engels.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 284px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vl7gSpa9hUc/TdqKJjuiRrI/AAAAAAAAAY0/kQi7pJB3dms/s400/Engels.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609948182657255090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), saída em 13 de maio último, repudiando a aprovação do Supremo Tribunal Federal (STF) à união estável entre homossexuais, é dito que “A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural”.  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Também pode ser dito que o celibato não é natural, posto que o exercício da sexualidade é um impulso inerente ao ser humano, constituindo-o; está em sua origem, não revogável e cuja repressão pode acarretar comportamentos socialmente execráveis, aberrantes, patológicos, caso da pedofilia. Ou, o que é bem menos grave, há um outro possível subproduto dessa “economia sexual artificial”: o afloramento de relações sexuais – homo ou heterossexuais – clandestinas, marginais, contando com a complacência de vigilâncias institucionais, incapazes de frear de todo “o que Deus deu aos humanos”: o corpo e a energia que os levam a busca satisfação sexual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O celibato é uma opção cultural (“não natural”) tanto quanto o é a união homoafetiva – assim como qualquer tipo de casamento é algo culturalmente instituído, e não "da natureza". Invocar a autoridade das palavras bíblicas também é um ato puramente cultural – começando por exigir a compreensão de uma língua e a manipulação de formas de registros puramente humanos (pergaminhos ou livros, por exemplo). De modo amplo, se poderia dizer que “Deus é cultura”. Nós o inventamos e o inventamos de inúmeras formas ao longo da história da humanidade (nem por isso acaba-se o mistério profundo da existência e as possibilidades que transcendem o "racional").&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A monogamia, ou melhor, o casamento monogâmico, também seria uma estrutura “natural”, “um princípio fundamental do Direito Natural”, conforme a nota da CNBB (para mim, eivada de posições fundamentalistas, abrandadas, agora, por uma “tolerância” à homossexuais; um “respeito” aos homossexuais). Mesmo que a própria Bíblia tenha inúmeras referências à poligamia, caso a dos patriarcas bíblicos, sem contar os múltiplos estudos antropológicos e de história, demonstrando a diversidade de configurações familiares para além do “modelo” monogâmico “papai, mamãe e filhinhos” – um arranjo relativamente recente, aliás, ligado à constituição do Estado, da propriedade privada, do capitalismo contemporâneo, conforme nos apresentou Engels (ilustração acima - Frederich era o primeiro nome do barbudo) no antológico “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, publicado em 1884. Mesmo com isso tudo – ao arrepio de todas indicações e limites da família monogâmica no passado e na contemporaneidade (onde coexistem diversos arranjos familiares em que as crianças se desenvolvem) –, insiste-se que tal instituição socialmente construída corresponderia “a eternos desígnios de Deus”...&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*No “Prefácio à quarta edição” de “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, datada de 1891, Engels fala dessa conceituação fundantalista (fundada em escritos religiosos, ou seja, na Bíblia, coletânea literária tida como inquestionável) sobre família, como se fosse um entidade "natural" e “ahistórica”:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;“Até o início da década de sessenta [1860], não se poderia sequer pensar numa história da família. As ciências históricas ainda se encontravam, nesse domínio, sob a influência dos Cinco Livros de Moisés. A forma patriarcal da família, pintada nesses cinco livros com maior riqueza de minúcias do que em qualquer outro lugar, não somente era admitida, sem reservas, como a mais antiga, como também se identificava – exceptuado-se a poligamia – com a família burguesa de hoje [1891], de modo que era como se a família não tivesse evolução alguma através da história.”&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;**Friederich Engels (1820-1895), intelectual alemão da mais alta importância mundial, escreveu um volume muito importante de obras – individualmente e em dupla com seu grande companheiro de pensamento e luta, Karl Marx (chegando a eclipsar-se no esforço de projetar a obra do amigo e correligionário), além de ser seu editor até a posteridade. Mesmo que consideremos limites e contextos próprios da época, seus escritos possuem reflexões, argumentações e informações preciosas para se desenvolver uma visão ampliada da sociedade, da economia, do pensamento e da história humanas. Engels é uma daqueles pensadores-ativistas que fez muita diferença no mundo em que vivia – e ainda o faz – com uma criticidade que revolucionou o modo de compreender muitas coisas. Os insucessos e tragédias do "comunismo real" também não desabonam os esforços de escritor, polemista e militante socialista. Sim, devemos considerar uma multiplicidade de compreensões cosntruídas por pensadores que sucederam Engels na tentativa de "decifrar o mundo". Mas dentro da busca de conhecimento sobre a vida social humana, ninguém deveria deixar de "beber" - ao menos alguns goles - da biografia e bibliogradia do genial e corajoso Friederich.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1743093298927849218?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1743093298927849218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1743093298927849218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1743093298927849218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1743093298927849218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/05/casamento-gay-e-castidade.html' title='Casamento gay e castidade'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Vl7gSpa9hUc/TdqKJjuiRrI/AAAAAAAAAY0/kQi7pJB3dms/s72-c/Engels.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2763652340663271940</id><published>2011-05-16T13:21:00.001-03:00</published><updated>2011-05-16T13:28:56.738-03:00</updated><title type='text'>Choperias e drogarias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-J0c02PvQTS8/TdFQvOnHdgI/AAAAAAAAAYs/t1DPjge3G7U/s1600/laboratoriodivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 310px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-J0c02PvQTS8/TdFQvOnHdgI/AAAAAAAAAYs/t1DPjge3G7U/s400/laboratoriodivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607351783359215106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Interessante que, na contramão de críticas ao álcool e campanhas contra o seu consumo, tenham surgido tantas choperias por este Brasil afora. Em Santa Cruz, faz poucos dias, mais uma choperia foi inaugurada (devemos ter umas cinco, fora outros locais que têm máquinas de chope). Ou seja, locais onde a principal atividade, por onde tudo gira, é o consumo de bebida alcoólica, no caso, o milenar fermentado amarguento com poderes enebriantes servido em copos e canecos. O que, por um lado, é condenado – nas restrições e avisos de cuidados à saúde –, por outro – na profusão de choperias apresentadas como locais aprazíveis –, recebe um e status de boa sociabilidade, muita diversão e &lt;i&gt;relax&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;; &lt;/span&gt;são locais requintados, charmosos, badalados, de grande afluxo de pessoas – pessoas descoladas, jovens ou de espírito jovem, a fim de uma conversa espirituosa e flertes diversos; são dessas típicas instituições públicas e privadas – como as praças, avenidas, igrejas, shoppings, salões de baile – onde se exercita o atávico hábito do encontro social, como já o foram, mais intensa e antigamente, as (num exemplo mais próximo) cafeterias e as casas de chás. Obs.: talvez o exemplo mais próximo ainda seja das antigas casas onde se consumia o ópio (segue um complemento abaixo sobre isso).&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ocorre que o chope, como bebida, não é comparável – assim como a cerveja – ao um pingado ou uma taça de chá preto. O efeito alterador dos sentidos e da consciência é bem diferente do estímulo da cafeína. Pode ser fatal. Se não no curto prazo – quando o cara perde a direção no automóvel e se espatifa num poste (quando não atropela pedestres) ou se envolve em uma discussão tão besta quanto sangrenta –, no longo prazo mata seguidamente, quando aparecem doenças decorrentes, entre elas, a cirrose hepática e a terrível dependência química. Entre o tomar um chopinho com os amigos e a decadência do alcoolismo tem um “pulo do gato” bem sutil, indefinível, sorrateiro...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;É sintomático que choperias e farmácias estejam em proliferação pelas cidade. Somos uma sociedade que precisa de drogas – incluindo especialmente (e massivamente) as chamadas legalizadas ou lícitas, como os calmantes e as pilsen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*Eu não deixo de frequentar drogarias e choperias. Há remédios indispensáveis e não é ruim o cara tomar um chope e bater um papo. Minha preocupação é com a banalização do remediar-se e do embebedar-se, fazendo-se isso costumeiramente, como se fosse “natural”, apoiando-se numa propaganda intensa e numa disponibilidade assediante.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;**Achei uma ótima síntese de informações para traçar um paralelo entre o consumo de álcool e do ópio, e das choperias e casas de ópio. Retirei do site do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC), órgão do governo do Estado de São Paulo. Vai aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Ópio&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Aspectos históricos e culturais&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O ópio ("suco", em grego) é obtido a partir de um líquido leitoso da cápsula verde da papoula (Papaver somniferum), planta que cresce naturalmente na Ásia. É também chamada de "dormideira", sendo originária do Mediterrâneo e Oriente Médio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando seco, o suco passa a se chamar pó de ópio. O ópio é apresentado em barras de cor marrom e gosto amargo que podem ser reduzidas a pó. Quando aquecido, produz um vapor amarelo que é inalado. Pode ser dissolvido na boca ou ingerido como chá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A papoula é legalmente cultivada, servindo de fonte de matéria-prima a laboratórios farmacêuticos. Contudo, em sua maioria, as plantações são ilegais e destinam sua produção ao comércio clandestino de ópio e heroína.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Entre os gregos antigos, o ópio era revestido de um significado divino como símbolo mitológico poderoso. Os seus efeitos eram considerados como uma dádiva dos deuses, destinada a acalmar os enfermos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na China, desde tempos imemoriais, a planta da papoula era símbolo nacional (tal como os ramos do café no Brasil). Parece que o ópio foi introduzido na China pelos árabes no século IX ou X.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As provas mais antigas do conhecimento do ópio remontam às plaquinhas de escrever dos sumerianos, que viveram na baixa Mesopotâmia (hoje o Iraque) há cerca de 7.000 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O conhecimento de suas propriedades medicinais chega depois à Pérsia e ao Egito, por intermédio dos babilônios. Os gregos e os árabes também empregavam o ópio para fins médicos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O primeiro caso conhecido de cultivo da papoula na Índia data do século XI. No tempo do império Mongol (século XVI), a produção e o consumo de ópio nesse país já eram fatos normais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O ópio era conhecido também na Europa na Idade Média, e o famoso Paracelso o ministrava a seus pacientes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando utilizado por prazer, era ingerido como chá. O hábito de fumar ópio conta umas poucas centenas de anos. Em muitas sociedades orientais tradicionais, recorre-se ao ópio contra dores nas enfermidades do corpo mas, também, como tranqüilizante. É também instrumento de relaxamento e de sociabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No século XIX, a "British East India Company" produzia ópio na Índia e o vendia para a China. A insistência do governo chinês em reprimir a venda e o uso da droga que se alastrava, levou a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a "Guerra do Ópio". Os ingleses obrigaram a China a liberar a importação da droga e como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina chinesa era descrita como dependente da droga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Amplamente aceita como droga recreativa no Oriente, e comprado livremente na Inglaterra e Estados Unidos, até fins do século XIX, o ópio provocou o surgimento de "casas de ópio" na maioria das cidades européias. Foi somente no início do século XX que o seu consumo começou a ser proibido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;FONTE: http://www.imesc.sp.gov.br&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2763652340663271940?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2763652340663271940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2763652340663271940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2763652340663271940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2763652340663271940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/05/choperias-e-drogarias.html' title='Choperias e drogarias'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J0c02PvQTS8/TdFQvOnHdgI/AAAAAAAAAYs/t1DPjge3G7U/s72-c/laboratoriodivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-8785677591789195023</id><published>2011-05-06T13:24:00.001-03:00</published><updated>2011-05-06T13:31:04.654-03:00</updated><title type='text'>Invisibilização</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-6faH91SimmY/TcQiQgUFhJI/AAAAAAAAAYk/6_5iBTmtvqs/s1600/invisibilidadeDivugacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-6faH91SimmY/TcQiQgUFhJI/AAAAAAAAAYk/6_5iBTmtvqs/s400/invisibilidadeDivugacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603641503303173266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="fauxcolumn-outer fauxcolumn-center-outer"&gt; &lt;div class="cap-top"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;div class="fauxborder-left"&gt;  &lt;div class="fauxcolumn-inner"&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="cap-bottom"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="fauxcolumn-outer fauxcolumn-left-outer"&gt; &lt;div class="cap-top"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;div class="fauxborder-left"&gt;  &lt;div class="fauxcolumn-inner"&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="cap-bottom"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="fauxcolumn-outer fauxcolumn-right-outer"&gt; &lt;div class="cap-top"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;div class="fauxborder-left"&gt;  &lt;div class="fauxcolumn-inner"&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="cap-bottom"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;No começo de abril, ao  ler uma crônica em ZH da escritora Letícia Wierzchowski – que se  notabilizou pela obra A Casa das Sete Mulheres, adaptada para a TV  (Globo) na forma de uma mini-série –, resolvi enviar um e-mail a ela  (uma pequena mensagem), que vai colado aqui mais abaixo.  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Poucos  dias depois, Letícia me respondeu, agradecendo as considerações e  reconhecente que cometeu um lapso, que em outro momento pretende  minimizar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela foi  muito gentil, mas estava um tanto chocada com a reação furiosa de outras  manifestações recebidas pelo mesmo trecho que me ative.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu  entendo a crítica indignada, que se manifesta com veemência, beirando a  agressão ou/e histerismo. Mas, na minha (parca) experiência, não é algo  que parece ter um efeito positivo frequente. Pelo contrário: pode  reforçar na “pessoa-alvo” certas convicções que queremos criticar. A  serenidade e o não-pedantismo quase sempre são os melhores caminhos para  expor nosso ponto de vista, argumentar, questionar e, com isso, causar  uma reflexão e, “quiça”, uma mudança de postura do nosso interlocutor.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;******************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Em 04/04/2011, 16:32, Iuri João Azeredo escreveu:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Prezada Letícia,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Leio  esporadicamente tuas crônicas em ZH. Gosto muito. E aproveito para te  dar os meus parabéns por tua carreira e trabalhos tão prestigiados.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Algo  que me chamou a atenção – um “detalhe” – na crônica “Dirigindo em Porto  Alegre”, publicada em 31/03/2011. Foi a tua frase “Nós, descendente  daqueles alemães, judeus, italianos, poloneses e portugueses que aqui,  às margens deste estuário que gostamos de chamar carinhosamente de rio,  fincaram pé e ergueram uma metrópole”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Todos  brancos... E os afro-descendentes? Mesmo presentes desde os primórdios  da região, como trabalhadores escravizados e aquilombados, não ajudaram a  construir nossa capital do Estado? Por que não mencioná-los?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não  só na tua crônica, mas, no geral, existe um processo de  “invisibilização” da população negra no Brasil e, especialmente, no RS.  Situação às vezes rompida “a ferro e fogo” pelo ativismo afro e  dedicação de estudiosos, que se propõe a não conceber os  afro-descendentes apenas como coadjuvantes, subalternos, marginais no  processo de constituição do Rio Grande do Sul, da sua população.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mencionas,  por exemplo, com justiça, os judeus –  mesmo que tal grupo tenha  chegado a PoA bem após os negros, que ocupavam a área do hoje Bairro Bom  Fim desde meados do século XIX.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não  quero soar “moralizante”, mas apenas observar que, em minha opinião,  colaboramos para a marginalização de um povo, de uma etnia, pelo simples  fato de “esquecê-la” ou ignorá-la, mesmo que de forma não intencional.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Claro  que há outros povos não mencionados na tua “lista” na crônica – os  povos indígenas, para falar nos nativos; os belgas, para voltar a falar  de europeus, etc. De qualquer modo, fica aqui o meu registro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Agradeço a tua atenção e desejo tudo de bom.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Iuri Azeredo – Santa Cruz do Sul&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-8785677591789195023?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/8785677591789195023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=8785677591789195023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8785677591789195023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8785677591789195023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/05/invisibilizacao.html' title='Invisibilização'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6faH91SimmY/TcQiQgUFhJI/AAAAAAAAAYk/6_5iBTmtvqs/s72-c/invisibilidadeDivugacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-5544697298153847989</id><published>2011-04-12T13:37:00.004-03:00</published><updated>2011-04-13T13:18:14.309-03:00</updated><title type='text'>Onde nenhum outro ser humano jamais havia chegado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-0Fzoot7otV0/TaXKnuAsrNI/AAAAAAAAAYQ/x-4vLWO8czk/s1600/Yuri%252C%2Besposa%2Be%2Bfilha%2Bem%2B1960.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 247px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0Fzoot7otV0/TaXKnuAsrNI/AAAAAAAAAYQ/x-4vLWO8czk/s400/Yuri%252C%2Besposa%2Be%2Bfilha%2Bem%2B1960.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595100895792377042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje se completam 50 anos do primeiro humano no espaço. O cosmonauta russo Yuri Gagarin chegou onde nenhum outro ser humano jamais havia chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reportagem de ZH de hoje, 12/04/2011, é dito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 12 de abril de 1961, a redonda e apertada cápsula Vostok subiu a 320 quilômetros de altitude com o cosmonauta em seu interior. Depois de 108 minutos, ele estava de volta à Terra. Foi pouco tempo, mas o suficiente para mudar a história da Humanidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a importância da viagem, fala a médica espacial da PUC-RS, Thais Russomano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gagarin venceu a última fronteira. Essa missão nos legou a certeza de que poderíamos chegar a outros mundos, habitá-los e colonizá-los, e disparou o que seria a maior competição entre potências mundiais, a corrida espacial, que redesenhou as telecomunicações, a ciência aeroespacial e a tecnologia de ponta em várias áreas do conhecimento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal preparou uma reportagem animada muito bacana. Para quem quiser dar uma olhada, vai o link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.clicrbs.com.br/zerohora/swf/especial_50anos_espaco/index.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Na foto, Yuri, a esposa e a filha em 1960, antes da fama - ainda um filho de camponês de pequena estatura, algo decisivo na escolha do piloto da Vostock, pelas dimensões diminutas da cápsula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-5544697298153847989?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/5544697298153847989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=5544697298153847989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5544697298153847989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5544697298153847989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/04/onde-nenhum-outro-ser-humano-jamais.html' title='Onde nenhum outro ser humano jamais havia chegado'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0Fzoot7otV0/TaXKnuAsrNI/AAAAAAAAAYQ/x-4vLWO8czk/s72-c/Yuri%252C%2Besposa%2Be%2Bfilha%2Bem%2B1960.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7942970064369432223</id><published>2011-04-12T13:35:00.001-03:00</published><updated>2011-04-13T13:19:59.029-03:00</updated><title type='text'>Ford recebe medalha de Hitler (a utopia capitalista de Henry no meio da Amazônia)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-xjmetykdBGU/TaXM6feiu2I/AAAAAAAAAYY/oPmmyZBMtQc/s1600/seringueiradivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xjmetykdBGU/TaXM6feiu2I/AAAAAAAAAYY/oPmmyZBMtQc/s400/seringueiradivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595103417331792738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade muito significativa. Eu não sabia – e acho que a corporação faz todos os esforços para que isso não seja muito divulgado – que Henry Ford, criador do Império Ford – e que implementou a produção capitalista por excelência no século XX, donde derivou o termo técnico “fordismo” – era admirador entusiasmado do nazismo e ferrenho antissemita, embora empregasse judeus em suas fábricas (assim como o regime de Hitler o fazia – até a exaustão física das pessoas).  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na matéria "A pastoral americana", da revista Pesquisa Fapesp (de abril de 2009) é dito que&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“o industrial americano Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a aplicar a montagem em série para produzir automóveis em massa,  viajou à Alemanha para receber, tal qual um herói, uma alta condecoração por seu apoio ao nazismo e à luta antissemita (Hitler tinha uma foto dele em seu gabinete)”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A matéria é toda interessante. Vai aí em baixo o link para quem quiser conferir. Fala sobre uma tentativa de Ford, de forma muito pessoalizada, estabelecer cidades-modelos (uma utopia capitalista) no interior da Amazônia brasileira, para a produção do látex, matéria fundamental para os “pneumáticos” de então (o “boom” da borracha de látex ocorreu primeiro com a massificação da bicicleta). Fordlândia e Belterra chegaram a existir. O projeto, que teve apoio entusiasmado de governantes,  consumiu na época 20 milhões de dólares da empresa. Hoje restam prédios abandonados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Imposições como aveia no café da manhã (para caboclos criados com outros hábitos alimentares) e proibições moralistas contra, por exemplo, a prostituição – dentro de uma idealização do “jeito americano de viver” –, ajudaram a minar o utopismo conservador do mega-empresário norte-americano.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3822&amp;amp;bd=1&amp;amp;pg=1&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7942970064369432223?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7942970064369432223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7942970064369432223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7942970064369432223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7942970064369432223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/04/ford-recebe-medalha-de-hitler-utopia.html' title='Ford recebe medalha de Hitler (a utopia capitalista de Henry no meio da Amazônia)'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xjmetykdBGU/TaXM6feiu2I/AAAAAAAAAYY/oPmmyZBMtQc/s72-c/seringueiradivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-418461355493640517</id><published>2011-04-12T13:34:00.000-03:00</published><updated>2011-04-12T13:35:09.560-03:00</updated><title type='text'>Moratória para os loteamentos em Linha Santa Cruz</title><content type='html'>Quero dar os parabéns às lideranças comunitárias pela mobilização em torno do desafogamento e segurança no trânsito pela RSC-287 em Linha Santa Cruz. Realmente, a situação é caótica e flagrantemente fere direitos básicos do cidadão.  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas acredito que além do DAER, além das autoridades estaduais, caso de secretários e deputados, precisamos também trazer à responsabilidade às autoridades municipais – afinal, trata-se do trânsito e da segurança pública em nosso município e envolve direta e indiretamente vias públicas sob responsabilidade da administração santa-cruzense.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Uma medida concreta da prefeitura, para que a situação não se agrave e continue a vitimar pessoas, trazer prejuízos materiais e morais aos munícipes (o estresse diário com os engarrafamentos, por exemplo), é NÃO mais autorizar a abertura de loteamentos (ou a expansão dos já instalados) em Linha Santa Cruz enquanto não se se tenha a infra-estrutura de locomoção plenamente garantidas no bairro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Outro ponto: os donos de terras e loteadores – entre outros – ganham um bom dinheiro com a expansão imobiliária. Tais negociantes também precisam ter responsabilidades. Para além de oferecerem um terreno ou casa, é preciso oferecer condições de ir e vir às residências com tranquilidade. “Atulhar” de loteamentos, vender “a varrer” terrenos e casas implica em aumentar o número de pessoas no bairro, que deve ter condições de atender todas as necessidades derivadas desse aumento populacional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Aliás, a falta completa de áreas de lazer, praças e parques é algo também lamentável para um bairro de 4 mil pessoas. Penso que, de novo, os loteadores e prefeitura já deviam ter estabelecido algum tipo de acordo para garantir áreas descentes para as crianças, jovens e adultos terem um lazer social saudável todos os dias, em especial nos fins de semana.&lt;/p&gt;    &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez a associação de moradores pudesse pressionar, levantando essa proposta de “moratória” nos loteamentos do nosso bairro. Entrementes, acho que todo cidadão pode, por seus meios, “fazer alguma coisa”.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;***A prefeitura mobiliza-se para que seja instalada uma linha de avião entre Santa Cruz e Porto Alegre pelo Aeroporto Luiz Beck da Silva. Muito bom. Mas com a atual atrofia no trânsito no Bairro Linha Santa Cruz, os horários de voo não poderão ocorrer em torno das horas de “rush”, quando a fila de carros parados ultrapassa a entrada do nosso aeroporto. Caso isso não se resolva, passageiros e tripulação terão vários dessabores, com atrasos, constrangimento e, quem sabe, inviabilidade de manutenção da linha aérea. Além disso, o fluxo no aeroporto será mais um atravancamento para os próprios moradores do bairro, aumentando o pesadelo de quem precisa trabalhar, estudar, fazer compras etc. fora de Linha Santa Cruz...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-418461355493640517?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/418461355493640517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=418461355493640517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/418461355493640517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/418461355493640517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/04/moratoria-para-os-loteamentos-em-linha.html' title='Moratória para os loteamentos em Linha Santa Cruz'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1148361173633409847</id><published>2011-03-29T17:47:00.004-03:00</published><updated>2011-06-29T12:02:41.163-03:00</updated><title type='text'>Chá com leite</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-vQZuIhjpfjs/TZORuMU6_sI/AAAAAAAAAYI/uznS7hmigE4/s1600/Gandhi_and_Mountbatten_drink_tea_divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 257px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vQZuIhjpfjs/TZORuMU6_sI/AAAAAAAAAYI/uznS7hmigE4/s400/Gandhi_and_Mountbatten_drink_tea_divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589971785265905346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sabe quando tu descobres um sabor delicioso em alguma bebida ou comida jamais provada? Minha grata surpresa foi maior porque é algo muito simples e sempre esteve ali, à espera de “testar”.  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Por muito tempo tomei chá preto – puro e sem açúcar. Ótimo para matar a sede, mesmo que bem quente. Ouvia falar que os ingleses tomavam o “legítimo chá” sem ou com muito pouco açúcar, mas com um dedinho de leite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mesmo que eu goste de café com leite (sempre bem mais café do que leite – e sem açúcar), me parecia – mesmo com tanta similaridade entre as beberragens – indigesto e intragável a mistura de chá preto e leite. (Há também o famoso mate com leite, que muitos adoram, despejando no “chimarrão” o leite quente no lugar da água.)&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas eis que, umas três semanas atrás, por uma súbita curiosidade e “coragem”, fiz a mistura. Após aprontar o meu “clássico” chá – derramando água quase fervente em cima das folhas picada do chá (pego o sachê da caixinha e corto-o, liberando o conteúdo no fundo da xícara) –, “inventei” de colocar um pouco de leite frio direto na xícara, completando a quantidade até a bordo (1/10 de leite, mais ou menos). Aguardei uns instantes e... sorvi... hummm... Que delícia, tchê! Aveludado... Aquele amargo residual em cada gole da infusão pura, que parece sentir-se no céu da boca, desaparece, e o sabor do chá ganha uma espécie de fofura – a gordura e açúcares do leite parece que quebram, amolecem ou diluem o agudo do amargor do chá e produzem uma doçura e consistência especiais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Até mesmo a cor fica bonita: literalmente leitosa, com pedacinhos de folha flutuando no alto (basta assoprar e elas não atrapalham, sendo que a grande parte do picado vai se depositando no fundo da xícara).&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estou testando “metodologias”: diferentes proporções de leite e chá; tempo da cocção das folhas na água quente; colocar leite antes da água, leite depois da água etc. Também estou pesquisando a “tradição do chá inglês” - e que na verdade começa lá na China, Japão e, depois, vem por Portugal (com colônias no oriente no começo do século XVI) para então passar para o restante da Europa, incluindo a Inglaterra, onde uma rainha teria definido o "five o'clock tea".&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Assim é que me tornei um fã do chá “tipicamente inglês”. Imagino que deva ficar ainda melhor com marcas e tipos de chá preto mais sofisticadas (tomo as mais baratas, que existem em qualquer super). Também quero experimentar com o creme (seria o mesmo que “nata” ou creme de leite?).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Na foto, o revolucionário pacifista Gandhi toma chá com um tal Lorde Mountbatten.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Há o chá bebido pelos monges budistas do Tibet – e de outros lugares também. Aliás, parece que naquela região do oriente, trata-se de uma bebida básica na dieta da população. Ao invés do leite, colocam manteiga na infusão, produzindo um líquido mais gorduroso, que além de aquecer, alimenta, valendo como uma refeição. Dizem que, pela cafeína presente no chá, é revigorante e ajuda os monges a se manterem coim a mente alerta... Eis aí a isnpiração para uma nova experiência: chá preto com um cubinho de manteiga...&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;***Há, ainda, o "chai" (diz-se "tchai), o "chá indiano com especiarias", onde entra o leite. As receitas que vi, são com leite em pó - e leva açúcar, canela, gengibre, cardamomo e "até" chá preto... Essa bebida ficou famosa no Brasil por conta da novela da Globo Caminho das Índias. Ainda não provei.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;****Outro dia lembrei de uma mistura que faço há bem mais tempo e que muitos viram a cara... Suco de laranja ou bergamota com leite frio. Eu acho sensacional. Espreme-se uma ou duas laranjas no copo e deita-se o leite frio diretamente, até a borda. Imediatamente, a laranja “quebra” o leite (“azeda”, diria a minha avó) e a mistura torna-se uma espécie de iogurte. A textura e a coloração são muito bacanas e dá uma sensação de frescor acridoce, além de uma salubridade nutritiva – bem maior que tomar o leite puro ou com chocolate. “Aprendi” isso inspirado num grande festival de gastronomia promovido por “hare-krishnas” de PoA. Algo muito simples e rápido de fazer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1148361173633409847?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1148361173633409847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1148361173633409847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1148361173633409847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1148361173633409847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/03/um-pouco-de-branco-no-preto-o-sabor-do.html' title='Chá com leite'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vQZuIhjpfjs/TZORuMU6_sI/AAAAAAAAAYI/uznS7hmigE4/s72-c/Gandhi_and_Mountbatten_drink_tea_divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-4886488720859957711</id><published>2011-03-22T13:09:00.002-03:00</published><updated>2011-03-29T17:46:39.500-03:00</updated><title type='text'>Nossa animalidade (sobre o sacrifício de animais em rituais religiosos)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-E460mPC1rPI/TYofxoOu7gI/AAAAAAAAAYA/FZFE6211Y5k/s1600/boisdivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-E460mPC1rPI/TYofxoOu7gI/AAAAAAAAAYA/FZFE6211Y5k/s400/boisdivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587313225179786754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que cerca de 50 mil pessoas eram sacrificadas (poderia-se dizer, também, assassinadas barbaramente) pelos Astecas no México até o domínio espanhol arrasar com esse império indígena na América Central no início do século XVI. Incluía-se na contabilidade macabra, jovens donzelas e crianças pequenas – justificando-se suas mortes por conta das lágrimas e dores, que seriam mais puras e, assim, de maior agrado a certas divindades...&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Toda esta matança ritual, onde se arrancava o coração da pessoa ainda viva – sustentada por guerras com povos vizinhos e outras querelas, abastecendo o insaciável patíbulo – é perfeitamente compreensível dentro da organização social e religiosa asteca, mas, obviamente, visto com ojeriza por quem não compartilhava daquelas crenças. Até os europeus – embora toda a carnificina implicadas no domínio das terras e riquezas arrancadas das Américas – se escandalizavam com a sangueira. (Obs.: Sangueira essa superada nos rituais cristão pelo canibalismo e vampirismo metafóricos, contidos no ato de comer o corpo e beber o sangue de Jesus na forma da hóstia e do vinho consagrados; Cristo teria sido o último humano a ser sacrificado pela salvação do mundo, poupando outras vidas humanas.)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Vindo para os nossos dias, podemos dizer que algo semelhante aos “sacrifícios” astecas acontece com os animais não-humanos em diversos cultos religiosos ainda praticados pelo mundo. Assim como um grupo humano – caso dos mexicanos pré-colombianos – se arrogava o direito de tirar a vida de uma pessoa de outro grupo ou de outra classe social, assim também se submete à morte os animais não-humanos em nome de crenças supremacistas dentro do reino animal. Nós,  mamíferos bípedes com o polegar opositor, nos achamos “o ó do borogodó” do planeta; damos a nós mesmo, em nosso incontido egocentrismo cósmico,  o direito de dispor da vida de outros mamíferos, e também de aves, répteis, peixes, para obtermos a boa disposição de divindades. Ou seja, obrigamos outros seres a compartilhar “na marra” – e ao preço de sua dor, desespero, fraqueza e, por fim, extinção –, ideias religiosas particulares ao bicho homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, sou favorável a abolição de sacrifícios (alguns chamam eufemisticamente de “sacralização” ao invés de “morte”) de animais por qualquer tipo de ritual. Já acho horripilante a matança para fins de alimentação (por isso procuro seguir uma dieta vegetariana), que dirá para satisfazer crenças pessoais ou de grupos. Podemos transcender isso e encontrar formas de contentar deuses, divindades, potências – ou o que seja – de uma forma menos covarde, menos dolorosa a seres inocentes e alheios às nossas teologias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-4886488720859957711?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/4886488720859957711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=4886488720859957711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4886488720859957711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4886488720859957711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/03/nossa-animalidade-sobre-o-sacrificio-de.html' title='Nossa animalidade (sobre o sacrifício de animais em rituais religiosos)'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E460mPC1rPI/TYofxoOu7gI/AAAAAAAAAYA/FZFE6211Y5k/s72-c/boisdivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6583360977831757156</id><published>2011-03-22T13:07:00.002-03:00</published><updated>2011-03-23T13:11:58.877-03:00</updated><title type='text'>Loteamentos em Linha Santa Cruz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-LU600q3LkIo/TYobxpLSsAI/AAAAAAAAAXo/QoQRO3dCgOs/s1600/terraplenagemdivulga%25C3%25A7ao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LU600q3LkIo/TYobxpLSsAI/AAAAAAAAAXo/QoQRO3dCgOs/s400/terraplenagemdivulga%25C3%25A7ao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587308827387277314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Empreiteiras, agentes imobiliários, proprietários de terras, lojas de materiais de construção, entre outros, estão ganhando um bom dinheiro com os loteamentos em Linha Santa Cruz. A cada mês, surge um novo ou uma nova expansão de terrenos.  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas me pergunto: e a infra-estrutura urbana e cuidados ambientais para tudo isso? Onde ficam? Não vejo muita coisa – eu que sou morador do bairro...&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Só para citar algo evidente: a atrofia na via principal de acesso ao bairro. Filas de carros esperam para atravessar na ida e na vinda no “Trevo do Fritz e da Frida” em horários de pico. Como ficará daqui um ano, com a vinda de mais centenas de famílias e seus veículos? Intransitável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E coisas que nem aparecem muito? Será que um eficiente sistema de esgoto e seu tratamento está sendo providenciado? Vamos poluir o solo e mananciais de água da região, mesmo sabendo de todas as implicações na saúde pública, bem estar e manutenção do equilíbrio ecossistêmico?&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Áreas públicas de lazer? Existem? Não, não há área alguma para isso! Nem um mísera pracinha... Tudo isso em uma região rica em possibilidades, onde parques de uso comunitário e preservação da flora e fauna poderia ser exemplo de sociabilidade e convivência mais harmônica entre humanos e seu entorno natural.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Onde estão as responsabilidades, os “ônus” para tantos “bônus”? Não se pode pensar só em ganhar o dinheiro; oferecer terrenos e casas sem prever as consequências de uma migração populacional substancial para uma área sem uma infra-estrutura adequada tem somente um nome, já que alegar ignorância não passa de cretinice: irresponsabilidade. Os órgãos competentes precisam exigir e fiscalizar, para que depois a coisa não estoure e, mais uma vez, os contribuintes tenham que arcar com a prevaricação, imprevidência e ganância de uns – além de prejuízos futuros irremediáveis.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;***Enquanto escrevo isso, ouço as máquinas abrindo ruas e definindo lotes numa antiga área rural, onde ainda restam nesgas de mata nativa e se adivinham onde estavam o potreiro e as lavouras.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6583360977831757156?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6583360977831757156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6583360977831757156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6583360977831757156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6583360977831757156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/03/loteamentos-em-linha-santa-cruz.html' title='Loteamentos em Linha Santa Cruz'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LU600q3LkIo/TYobxpLSsAI/AAAAAAAAAXo/QoQRO3dCgOs/s72-c/terraplenagemdivulga%25C3%25A7ao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1338993094282935913</id><published>2011-03-01T18:18:00.001-03:00</published><updated>2011-03-01T18:19:27.450-03:00</updated><title type='text'>Foi-se o Moacir</title><content type='html'>Confesso que Scliar nunca foi um dos meus escritores prediletos. Li poucos romances completos dele e estou me propondo a ler obras deixadas pra trás (O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O exército de um homem só&lt;/span&gt;, por exemplo). Mas o lia bastante pelas crônicas, principalmente as publicadas em todos os cantos de Zero Hora. Mesmo as crônicas de jornal, preferia a de outros caras, embora admirando suas informações e raciocínios. Às vezes o achava por demais "em cima do muro", zeloso em "não ferir suscetibilidades". Não tenho dúvida que é uma perda de um baita intelectual brasileiro e gente boa, como pude comprovar "ao vivo" nas vezes que o assisti palestrando em eventos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1338993094282935913?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1338993094282935913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1338993094282935913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1338993094282935913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1338993094282935913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/03/foi-se-o-moacir.html' title='Foi-se o Moacir'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-8153088368911193443</id><published>2011-03-01T17:55:00.001-03:00</published><updated>2011-03-23T13:13:01.351-03:00</updated><title type='text'>Aquela desconfiança do “forasteiro”...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-8uairxJQKLI/TYocA-fd22I/AAAAAAAAAXw/T2BCOOyp2-k/s1600/donotdisturbdivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 132px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8uairxJQKLI/TYocA-fd22I/AAAAAAAAAXw/T2BCOOyp2-k/s400/donotdisturbdivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587309090807077730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente “forasteira” deixa de notar o ar desconfiado e especulativo de boa parte das pessoas que tradicionalmente, desde gerações, residem em comunidades de majoritária descendência germânica. Mesmo eu, que reputo isso a um comportamento “atávico”  ou típico de pequenas comunidades de qualquer lugar ou grupo étnico, e não a alguma “antipatia própria do alemão”, estou me sentindo obrigado a reformular (em parte, ao menos) minhas ponderações e compreender com – a desconfiança, o pé atrás, a má vontade, a cara de poucos amigos – algo gerado por deliberações explícitas contra “o de fora”, construído historicamente, num processo desencadeado por organizações religiosas, no caso, a   Igreja Católica e, em específico, a congregação jesuítica de extração alemã estabelecida no sul do Brasil no início do século XX.&lt;p class="western"&gt;Estou falando isso a partir da leitura do artigo – mas não só esse – “O Projeto de Restauração Católica no sul do Brasil: poder, identidade e imprensa”, da historiadora e professora Neli Schäfer Tesch da Silva, publicado numa obra muito interessante sobre o “Pe. Balduino Rambo - pluralidade na unidade: memória, religião, ciência e cultura” (Editora Unisionos, 2007).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;No artigo, que constitui um capítulo da publicação supracitada, a autora, a partir dos estudos da sua tese de doutorado, constata que havia um grande esforço por parte desses jesuítas à época em manter a “pureza germânico-católica” das comunidades de descendentes de imigrantes. Em uma das revistas usadas como meio de formação e propaganda, a &lt;i&gt;Sankt  Paulus&lt;/i&gt;, no ano de 1926, é dito (p.92) que,  nas “regras de colonização de Salto Pirapó”, estava “que os colonizadores devem comprometer-se a ‘vender a terra somente para pessoas católicas que falem a língua alemã’”. Em 1928, o sacerdote jesuíta J. E. Rick escreveu: “O material humano dos colonos é de uma só casta ou espécie: compõe-se ele de católicos alemães do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Prova notoriamente a experiência, que apenas tais colônias dão certo, e isto para longos tempos”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Imagine-se: se os casamentos “mistos” entre católicos e protestantes teuto-descendentes já eram detestados (p. 91, primeira citação) e se determinava aos sacerdotes exortarem veementemente contra tal “perversão”, o que se pensaria da união de “alemães” com pessoas de etnias não-brancas (afrodescendentes, por exemplo) e religiões não-cristãs (judeus, por exemplos)!?&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;Assim, a deterioração da comunidade, do seu progresso e bem estar, aconteceria por conta da “mistura” de elementos étnicos e religiosos no seio da pureza germânica e católica, que deve ser preservada com todos os esforços. Disseminava-se uma ideologia, através de revistas, livros, folhetos, palestras, congressos, sermões e visitas do padre. Isso foi feito com tal efetividade, aproveitando-se da “máquina” da Igreja, que impregnou o pensamento das populações de comunidades de teuto-descendentes, mantendo-se ativa a “ojeriza”, tendo passado décadas e gerações; mesmo quando não mais se admitem ideias de pureza racial e religiosa, que tantas desgraças já produziu, está lá ainda germes da “não-mestiçagem”, que bebia de teóricos da estirpe de Lombroso e alimentou posturas e regimes intolerantes e genocidas, caso do governo alemão nos anos de 1930/40, com amplo apoio popular e adeptos e propagandistas até mesmo aqui em nossos pagos – e isso faz cerca de 65 anos apenas...&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;A partir dos anos pós-guerra, a deliberada propaganda pelo fechamento étnico e religioso – no caso, “alemão” e católico – se arrefeceu por diversas razões, entre elas a própria derrota amarga e vexatória num segundo confronto mundial entre países, desta vez produzindo-se, entre outras desgraças – “graças” ao arianismo, ao antissemitismo e outras visões supremacistas –, a escravização, tortura e assassinato massivo e industrial de “sub-raças” e outros “indesejáveis” da humanidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-8153088368911193443?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/8153088368911193443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=8153088368911193443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8153088368911193443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8153088368911193443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/03/aquela-desconfianca-do-forasteiro.html' title='Aquela desconfiança do “forasteiro”...'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8uairxJQKLI/TYocA-fd22I/AAAAAAAAAXw/T2BCOOyp2-k/s72-c/donotdisturbdivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3770952789640274895</id><published>2011-03-01T13:24:00.004-03:00</published><updated>2011-03-23T13:14:31.843-03:00</updated><title type='text'>Alemanha faminta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-oQ3FjJBBgio/TYocXTFc-fI/AAAAAAAAAX4/K0qvm-rsiG8/s1600/segundaguerradivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 374px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-oQ3FjJBBgio/TYocXTFc-fI/AAAAAAAAAX4/K0qvm-rsiG8/s400/segundaguerradivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587309474292234738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Há uma novela do Stephen King publicado no seu livro &lt;i&gt;Quatro Estações&lt;/i&gt; onde um menino prototípico norte-americano, loiro, saudável, inteligente, ativo, curioso, classe média envolve-se com um ex-comandante nazista que está tentando passar despercebido, vivendo pacatamente numa cidade também tipicamente americana. A relação vai deteriorando a vida do jovem; na medida em que ele vai crescendo, seus piores impulsos vão lhe sugando inclusive a sanidade mental, acabando tudo numa grande tragédia. Mas o que interessa no momento é que na história de King, o personagem nazi,  já um velho senhor naquela altura (anos de 1970), usava nos campos de concentração (e extermínio) técnicas para “persuasão” de judeus, jogando com a fome imensa que debilitava, deprimia e punha os presos num permanente estado de desespero por comida; a promessa de uma refeição levava as pessoas a se submeterem de uma maneira aviltante, delatando companheiros de primeira hora; uma canalhice de primeira grandeza, nojenta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Já para o término da Segunda Guerra, a população alemã – entre outros países envolvidos direta ou indiretamente na guerra (foi o caso da Índia) – estava a passar fome pelo desabastecimento, provocado pelos óbvios estragos na produção, beneficiamento e distribuição agrícolas, entre outras carência que atingiram milhões de pessoas como sub-produtos violentos de uma guerra já por demais violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com toda a ojeriza à nação alemã, associada – mais uma vez – a arrogância e barbarismos cometidos em nome de seu “direito” de dominar a humanidade por sua auto-suposta superioridade moral e racial, mobilizações pelo mundo todo foram feitas para salvar a Alemanha de uma desgraça ainda maior. No Rio Grande do Sul, nasceu uma organização, o Comitê de Socorro à Europa Faminta (SEF), que, apesar do termo mais geral, estava concentrada em alcançar alimentos e outros subsídios de sobrevivência à Alemanha exclusivamente. A iniciativa e liderança partiu de notórios germanófilos/germanistas, caso do gaúcho Pe. Balduíno Rambo, jesuíta, professor e pesquisador de geografia e botânica, além de liderança comunitária, escritor, enfim, um educador, cientista e intelectual engajado na sociedade gaúcha dos anos de 1930 até sua morte em 1961.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar-se que a derrocada do governo alemão, capitaneado por Hitler, após tantas afrontas e sandices, acaba por receber a solidariedade – mesmo que pelo empenho de teuto-descendentes – de um país de mestiços e negros, antes colocados como degenerados, sub-humanos, passíveis de banimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, parece que não ocorreu a SEF socorrer populações não-alemãs atingidas igualmente de maneira terrível. Em meio a celeumas internas entre católicos e protestantes, a massa de judeus famintos emigrados, mesmo que alemães de nascimentos, parece que não foram considerados. Assim é que, num esforço “solidário” pós-guerra, o antissemitismo e outros preconceitos continuaram vigorando, demonstrando que o Ovo da Serpente continuava em seu ninho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SURDINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a mobilização da SEF era feita à surdina. Sabiam que estavam lidando com rejeições. Rejeição a ajuda à população de um país por hora detestado, culpabilizado por uma guerra horrível e ainda perdedores humilhados do conflito. Rejeição, sobretudo, porque o Brasil, o Rio Grande do Sul vivia uma crise de carestia e desabastecimento de alimentos, levando a revoltas, incluindo Novo Hamburgo, “terra de alemão”, onde o tumulto popular envolvia a falta de farinha de trigo, implicando a demissão de autoridades municipais. Como se poderia ajudar os famintos da Alemanha quando, além de tudo, aqui mesmo na pátria brasileira tudo estava um caos – por conta, também, da guerra recém finda, onde milhares de brasileiros foram mortos pela forças armadas alemãs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padres, pastores e outras personalidades germanistas se empenhavam em minorar sofrimentos no além-mar, esforçando-se para reerguer um país há pouco inimigo e ameaçador a soberania de outras nações e francamente hostis a etnias “não-arianas” (além de buscar facilitar a deportação de cidadãos brasileiros retidos na Alemanha – possivelmente, entre eles, colaboracionistas ao regime nazista). Não era uma tarefa fácil, tranquila. E esses homens sabiam disso e tiveram perspicácia suficientes para agir com descrição e “jogo de cintura” (católicos e luteranos juntos, presença de lideranças luso-brasileiras, politicagens etc.), começando com a própria denominação apelativa e se referindo a toda a Europa, de Portugal a Áustria, mas, na prática e intencionalmente, dedicada exclusivamente à população alemã, como informa o artigo. Até o final dos anos 1940, conseguiram embarcar muita coisa, milhares de toneladas em alimentos e outros artigos como roupas e calçados, o que demonstra que obtiveram sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje temos gente “bem posicionada” criticando o governo brasileiro por ajuda e perdão de dívidas a países subdesenvolvidos na África. Sem considerar a solidariedade entre povos (uma recíproca), ligações históricas com o continente africano (quase 400 anos de uso do trabalho escravo) e outros tipos de retornos ao Brasil, com o fortalecimento de vínculos políticos e econômicos com as nações “auxiliadas”; sem considerar tudo isso, tenho certeza que a mesma gente que faz tal crítica ao “paternalismo” e “incoerência” brasileira (quando temos tantos problemas sociais por aqui) apoiariam com entusiasmo a iniciativa de ajuda aos alemães em petição de miséria no pós-guerra – e assim o Brasil mais uma vez se tornando a tábua de salvação de milhares de famílias germânicas, como aconteceu com as assentadas em projetos de colonização estatais e particulares, como houve as centenas aqui no Vale do Rio Pardo. Óbvio que isso teve “retorno” ao Brasil também. Assim como há direta e indiretamente com o ajuda externa a países hoje em grandes dificuldades – mesmo que o Brasil tenha problemas, como outrora tinha e mesmo assim, mostrou-se solidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRATIDÃO... &lt;p class="western"&gt;Pe. Rambo e os intelectuais orgânicos da germanidade e outros difusores desta ideologia argumentavam que – ainda mais numa situação de penúria da Alemanha pós-guerra (1945) – havia uma “dívida de gratidão” dos teuto-descendentes no Brasil a ser resgatada. Forçava um elo com a designada “pátria-mãe”. Mas quando refletimos que, na realidade, a esmagadora maioria dos imigrantes foi praticamente defenestrada, expurgada, expulsa economicamente de suas regiões por conta da concentração de renda, de terras, de bens de produção na mão de nobres e grandes proprietários rurais e burgueses, seria mais adequado se dizer que a Alemanha agia não como uma boa mãe, e sim como um padastro violento, egoísta, que não considerava autênticos filhos aqueles pobres coitados; para a sua segurança, era melhor vê-los pelas costas, pois nada mais detestável que reclamações, revoltas e outras ameaças as suas benesses de patrão... Passados anos, depois dos dialetos e hábitos profundamente transformados pelo convívio em outra nação, com outros povos locais e estrangeiros (outros imigrantes), então vem germanófilos, quase sempre privilegiados economicamente (e até viajados para a Alemanha) pedir reverência ao padastro! Por favor...&lt;/p&gt;   &lt;p class="western"&gt;Em nome de uma germanidade postiça, patrocinada por ideólogos vivendo longe do cotidiano do trabalhador urbano ou rural teuto-descendente remediado ou empobrecido (veja-se o número de pessoas com sobrenomes tipicamente germânicos entre os sem-terras e assentados da reforma agrária, por exemplo), se busca produzir uma identidade ligada com uma Alemanha de hoje ou de um passado utópico de onde teriam partido os “intrépidos”. Enquanto isso, a riqueza etno-cultural da teuto-brasilidade perverte-se em oktoberfestes e aprendizado do alemão padrão – jamais falado por antepassados do século XIX (se fosse um estudo dos dialetos, sua evolução na interação com outros dialetos germânicos e o Português, seria excelente, mas aprender o alemão contemporâneo, qual é o objetivo? Rememorar e homenagear quem jamais falou tal língua?). Por favor...&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;SIMPATIAS&lt;/p&gt;   &lt;p class="western"&gt;Pe. Rambo parece que além de um erudito, pesquisidor de botânica e fisionomia geográfica do Rio Grande do Sul, foi um infatigável germanófilo e germanista, crente na superioridade dos povos germânicos e numa espécie de missão divina a ser desempenhada pela Alemanha no mundo e que ele acreditava presenciar antes do final da sua vida. Rambo, se não aderiu diretamente ao nazismo, parece ter nutrido uma simpatia ao regime de Hitler; tinha uma expectativa positiva pelo regime liderado por Hitler e manifestou um pesar pela derrocada do nazismo, mas anunciando uma esperança profética de, no futuro, a Alemanha mostrar à humanidade a que veio...&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;FLORESTA&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;Ao mesmo tempo, Rambo amava as florestas. Visitou parques nos EUA e foi por sua iniciativa que o Aparados da Cerra se tornou uma realidade no RS. Em seu romantismo, olhava as árvores como seres sagrados, presentes na história do mundo, merecendo reverência. A atmosfera em meio às matas formava um templo propício a se sentir a "presença de Deus".&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3770952789640274895?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3770952789640274895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3770952789640274895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3770952789640274895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3770952789640274895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/03/alemanha-faminta.html' title='Alemanha faminta'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oQ3FjJBBgio/TYocXTFc-fI/AAAAAAAAAX4/K0qvm-rsiG8/s72-c/segundaguerradivulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7007878018127843046</id><published>2011-02-28T13:24:00.000-03:00</published><updated>2011-02-28T13:25:28.512-03:00</updated><title type='text'>De agora em diante, isso é meu!</title><content type='html'>A mentalidade de apossamento ainda vigora. Mas podemos nos aproximar de seus “pontos altos” – risíveis pelo absurdo – lendo narrativas históricas. No livro &lt;i&gt;As Viagens dos Grandes Exploradores&lt;/i&gt; (Publicações Alfa, 1998) diz-se (p. 41):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 1513 Vasco Nuñez de Balboa, acompanhado de centenas de de guias e carregadores espanhóis e índios, percorreu 48 km de selva e pântanos no Panamá e avistou o brilhante [Oceano] Pacífico, &lt;b&gt;que imediatamente reivindicou para Espanha&lt;/b&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, na arrogância que tal “reivindicação” era perfeitamente plausível, o explorador Balboa, comissionado pelo império espanhol, “adona-se” em nome do seu rei de um oceano inteiro! Não importa que vivam pessoas pela área há milênios. Como “civilizados” e “cristãos”, portanto, superiores aos “índios” (julgavam estar na Ásia), se davam o “direito” de tomar posse de algo que nem o tamanho e localização exata se sabia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o apossamento “normalmente” se dá pelo dinheiro (os meios de consegui-lo em grande monta, porém, quase invariavelmente está ligado a iniquidades, quando não crimes explícitos ou escamoteados). Tendo-o, compra-se, obedecendo-se alguns trâmites, áreas imensas, até com florestas, lagos e rios – quando não ilhas paradisíacas. Depois disso, pode-se até cercar e proibir a entrada de pessoas “indesejadas”. Continua-se a privatização de bens que na origem jamais tiveram “donos”; talvez, no máximo, em tempos mais recentes (4 mil anos, por aí), usufruto de territórios para moradia e subsistência – bem diferente de um uso particular e permanente nos moldes de hoje ou mesmo do tempo de Colombo (a historia da humanidade vai muito depois do “descobridor” da América, e dos seres vivos, então, perde-se em bilhões de anos...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, os humanos elaboraram abstrações que lhes auto-permite tornar-se “senhor” de tudo que existe na Terra, inclusive de outros seres humanos. Isso vem de longe, de muitos povos, e parece que estamos, da mesma forma, distantes de superar tal mentalidade – embora tantas admoestações de personagens religiosos, de Buda a Jesus, do quanto o apego, a posse, enfim, a chamada “riqueza” de bens materiais é não somente ilusória, mas funesta para a uma felicidade verdadeira, aqui mesmo ou no “além”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7007878018127843046?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7007878018127843046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7007878018127843046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7007878018127843046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7007878018127843046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/02/de-agora-em-diante-isso-e-meu.html' title='De agora em diante, isso é meu!'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-5979076663683706363</id><published>2011-02-28T13:17:00.003-03:00</published><updated>2011-03-23T13:10:38.692-03:00</updated><title type='text'>Drake: saqueador tornado cavaleiro inglês e homem de negócios – o mundo continua o mesmo nesta seara...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-3zsKfusMu5Y/TYobbXDvwLI/AAAAAAAAAXg/9cqLhIdjWeo/s1600/pirataartedivulga%25C3%25A7ao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 319px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3zsKfusMu5Y/TYobbXDvwLI/AAAAAAAAAXg/9cqLhIdjWeo/s400/pirataartedivulga%25C3%25A7ao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587308444566667442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos navegadores que ficou famoso pelo seu enriquecimento e retorno dado aos investidores no seu “negócio” foi o inglês Francis Drake. A bordo da sua nau de 100 toneladas, a Golden Hind, “Queimava e pilhava tudo o que encontrava no caminho ao longo de toda a costa sul-americana do Pacífico, atacando navios, assaltando colônias e levando saques em 25 milhões de libras (cerca de 42,5 milhões de dólares americanos [a publicação é de 1998])”, informa a obra As Viagens dos Grandes Exploradores, editado pelas Publicações Alfa, de Portugal. Drake, assim, estava “rico para o resto da vida”. E além de reivindicar a costa da atual Califórnia, EUA, para a soberana da Inglaterra, é dito que “os apoiantes do &lt;b&gt;empreendimento&lt;/b&gt; recuperaram quase 5.000% do seu &lt;b&gt;investimento&lt;/b&gt; e Drake foi sagrado cavaleiro pela sua &lt;b&gt;reconhecida&lt;/b&gt; rainha [grifos meus].”&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Drake – “El Draco, 'O Dragão'” para os espanhóis saqueados pelo ilustre &lt;i&gt;filho-da-puta&lt;/i&gt; – estava autorizado pelo governo inglês, contando com recursos da coroa e de investidores particulares, como diz o texto (p. 85). Ou seja, era um ladrão, um pirata, um assaltante financiado e encarado como um agente estatal e empreendedor, usando-se da prática descarada da rapinagem mais vil, mas vista como atos de domínio justo, bravura máscula e ousadia comercial, tanto que recebeu um título honorífico dos mais importantes da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De outras maneiras, pode-se dizer que há ainda muitos “bucaneiros” – outro termo para designar sauqueadores do mar – travestidos de “homens de negócio”, fazendo fortunas dentro das “regras do jogo” (como Drake), mas produzindo injustiças e prejuízos a alheios (muitas vezes a bilhões de pessoas, direta e indiretamente) , recebendo (como Drake) admiração e título nobiliárquicos.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Reforçando, na página 91 é dito que “os piratas e os corsários tinham apoio de cidadãos ricos e corporações de cidades, o que lhes proporcionava pretensões de respeitabilidade.” O mundo continua com seus assaltantes e assassinos que dificilmente vão parar na prisão, porque, na verdade, ao invés do pequeno roubo, praticam uma ladroagem grossa, com comparsas poderosos e acobertados pela injustiça feitas dentro da lei...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-5979076663683706363?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/5979076663683706363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=5979076663683706363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5979076663683706363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5979076663683706363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/02/drake-saqueador-tornado-cavaleiro.html' title='Drake: saqueador tornado cavaleiro inglês e homem de negócios – o mundo continua o mesmo nesta seara...'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3zsKfusMu5Y/TYobbXDvwLI/AAAAAAAAAXg/9cqLhIdjWeo/s72-c/pirataartedivulga%25C3%25A7ao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6808439187786538069</id><published>2011-01-07T17:39:00.005-02:00</published><updated>2011-02-11T19:35:08.603-02:00</updated><title type='text'>Iemanjá, perdoai-nos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TSdw_MLGv0I/AAAAAAAAAXM/jWfgpC6DEnI/s1600/iemanjadivugacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559536495914041154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TSdw_MLGv0I/AAAAAAAAAXM/jWfgpC6DEnI/s400/iemanjadivugacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cedo da manhã do 1º de janeiro de 2011 tive o privilégio de passear na orla da praia de Rainha do Mar, no litoral gaúcho. Mas o privilégio, ao final, me deixou um amargor: na areia, o mar havia “vomitado” centenas de objetos das oferendas a Iemanjá. Afora as flores, havia frascos de perfume, sabonetes (embalados, inclusive), pentes de plástico, adereços de isopor, entre outros materiais altamente poluentes, nem um pouco biodegradáveis. Não bastasse a agressão ambiental que perpetramos no dia a dia aos oceanos, destruindo tantos seres vivos maravilhosos que vivem nessas águas, justamente na homenagem a Senhora das Águas, Soberana do Mar, Rainha do Mar pratica-se uma barbaridade ambiental. &lt;p class="western" lang="pt-BR" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Se num pequeno trecho de praia havia centenas de objetos, imagine-se o quanto haverá espalhado por tantas outras e, muito mais terrível ainda, quanto está por lá vagando e depositado no fundo das águas?!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Claro que há a boa fé respeitável nessas oferendas. Mas já adentrando na segunda década do século 21, com tantos conhecimentos sobre a situação do planeta, porque manter-se um ritual com "homenagens" que conspurcam um ecossistema tão miraculoso. Há aí uma contradição: a "Homenageada" assiste seu devotos poluindo a sua “casa”, o seu “mundo”, o seu “meio”, o seu "elemento"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que as entidades espirituais não aprovam tal ritual poluente/poluidor e devem receber com tristeza essas deferências. Será que tais "seres" retribuem com algo bom? Será que, pelo contrário, aí sim fecham caminhos a devotos tão inconscientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que os babalorixás e outros líderes religiosos ligados ao cultos de Iemanjá – e também por ocasiões de homenagens a Rainha dos Navegantes – apurem os rituais e sigam a evolução sobre a compreensão do que está acontecendo ao planeta, onde tanta agressão ao meio ambiente natural está pondo em xeque a própria sobrevivência da humanidade, e estabeleçam outras formas de se fazer oferendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as manifestações não poluam. Quem sabe, ao contrário, sejam momentos de contribuição à educação ambiental e limpeza dos mananciais e seu entorno. Assim, cultuar Iemanjá ou Nossa Senhora dos Navegante será de fato sacralizar o mar, os rios e toda a Sagrada Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim (embora não seja imune) o preconceito contra as religiões de matriz afro e outros cultos de devoção envolvendo as águas. Tenho respeito e simpatia a muitos rituais afro-brasileiros e apóio com entusiamo a valorização da cultura e da comunidade negra em nosso país e mundo. Mas isso não significa abrir mão à crítica de atitudes que julgo equivocadas, feitas em nome da fé – qualquer que seja o credo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6808439187786538069?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6808439187786538069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6808439187786538069' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6808439187786538069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6808439187786538069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2011/01/iemanja-perdoai-nos.html' title='Iemanjá, perdoai-nos'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TSdw_MLGv0I/AAAAAAAAAXM/jWfgpC6DEnI/s72-c/iemanjadivugacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7073005786319248925</id><published>2010-12-23T10:42:00.002-02:00</published><updated>2011-01-07T18:37:04.155-02:00</updated><title type='text'>E se “eles” viessem através de um cogumelo, e não em discos voadores?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TSd5C3BcQxI/AAAAAAAAAXU/61wqDDe82NY/s1600/cogumelodivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 272px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TSd5C3BcQxI/AAAAAAAAAXU/61wqDDe82NY/s400/cogumelodivulgacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559545355048862482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;A mensagem &lt;/i&gt;&lt;i&gt;extraterrestre pela chave enteógena&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Entrevista com um alienígena&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, o escritor Alexandre Raposo nos apresenta uma hipótese das mais interessantes. Começa por uma citação do pesquisador norte-americano Terence McKenna:&lt;/span&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“&lt;span lang="pt-BR"&gt;Apsilocina, substância em que a psilcibina se transforma assim que entra em nosso metabolismo, é 4-hidroxidimetiltriptamina. Trata-se do único indol com quatro substituições em toda a natureza orgânica. Pensem um pouco nisso. É o único indol que se conhece na Terra com quatro substituições. Acontece que a psilocibina é a substância alucinógena que ocorre em cerca de oitenta espécies de cogumelos, a maioria das quais é nativa do Novo Mundo. A psilocibina tem uma característica única que nos diz: ‘sou artificial; vim do espaço.’ Sugeri que se tratava de um gene – um gene artificial – transmitido talvez por um vírus espacial ou algo que foi trazido artificialmente para este planeta, e que esse vírus insinuou-se na constituição genética desses cogumelos.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;m camponês latino-americano de origem indígena – ou uma sua imagem e semelhança – está conversando com o protagonista, um arqueólogo acampado em meio a alguma escavação de estudo. Esse “ser” tenta explicar quem ele é, de onde veio, como veio, como está ali; o que ele vai dizendo contraria toda a visão “clássica” sobre ETs, discos-voadores e quejandos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;A “projeção” &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;do camponês diz ao arqueólogo: “Não sou um ser vivo. Não sou um indivíduo. Mas também não sou um deus, nem uma máquina e nem um daqueles extraterrestres invasores de corpos que povoam a imaginação dos seres humanos de hoje em dia.”&lt;/span&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Na verdade, o&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; processo começa com um vírus vindo – melhor dizendo, enviado – do longínquo espaço sideral, que chega a Terra – como uma sonda do tipo Viking, mas não com instrumentais eletromecânicos, e sim “biocatalizadores” – com a missão e capacidade de “alterar uma forma de vida primária de base carbono, de modo a fazê-la produzir certas substâncias as quais, assimiladas pelo cérebro de uma criatura superior [um humano, por exemplo], a tornaria capaz de decodificar a informação que queríamos transmitir”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;O “&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;camponês” continua: “Era a única maneira de preservar a imensa experiência cultural da civilização que represento”, desencadeando uma “reencarnação das memórias e, principalmente, das idéias de bilhões e bilhões de indivíduos geniais”. “No momento em que estou ativo em seu cérebro, é como se todos aqueles a quem represento voltassem à vida, para compartilhar conhecimentos, idéias, memórias e sensações muito antigas.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Assim, &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;a mensagem de civilizações extraterrestres é revelada por uma “chave psicoquímica”, presente em enteógenos – agentes de mutação da consciência ordinária por seu efeito nas funções cerebrais –, como certos cogumelos, entre outras espécies de fungos e vegetais terráqueos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Ocorre que, c&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ostumeiramente, somos induzidos a conceber supostos seres e objetos extraterrestres de uma maneira bastante padronizada, “materializada”. Tanto as publicações especializadas em ufologia, como as ficções literária e cinematográfica – que parecem se retroalimentar (às vezes viciosamente) – constroem um “senso comum” limitado sobre ETs e suas formas de tecnologia de deslocamento e contato com os seres humanos, obliterando outras alternativas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;De outro lado, outra série de preconceitos afugenta-nos de considerar positivamente determinados meios investigativos – mesmo que milenares, presentes em tradições de inúmeros povos e de uso por outros animais além do mamífero humano (há relatos de javalis, que ingerem raízes de forte efeito psicoativo, se refestelando em seu “transe”). Esse “temor” é bem o caso das experimentações proporcionadas pelo tradicional xamanismo ou sua vertente mais contemporânea – e menos ligada a religiosidades instituídas –, a Psiconáutica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;Podemos ir além de vigílias e visões fortuitas de sinais anômalos no céu. O contato também pode estar numa dimensão onde é preciso abrir “as portas da percepção” (Huxley, parafraseando Blake) e adentrar em um espaço inusitado, insuspeito e, quiça, cheio de possibilidades de aprendizados. Mas, como em toda a vivência com sérios propósitos científicos, não se deve esquecer do devido cuidado e preparação, para não “escorregar” em ilusões e usos negativos e deletérios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;O conto &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Entrevista com um alienígena&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; está na antologia &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Éden 4 e outras Histórias Fantásticas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, publica em 2001 pela editora Record. Raposo possui outras obras, caso da ficção histórica interessantíssima &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Inca&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;; ele também é tradutor das edições recentes da quadrilogia best-seller &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Asteca&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7073005786319248925?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7073005786319248925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7073005786319248925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7073005786319248925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7073005786319248925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/12/e-se-eles-viessem-atraves-de-um.html' title='E se “eles” viessem através de um cogumelo, e não em discos voadores?'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TSd5C3BcQxI/AAAAAAAAAXU/61wqDDe82NY/s72-c/cogumelodivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-4753077536283098555</id><published>2010-12-10T13:44:00.004-02:00</published><updated>2010-12-10T17:57:17.240-02:00</updated><title type='text'>Mais “alemães” que a Alemanha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKFMS2hABI/AAAAAAAAAWw/gBUVhXYzTNc/s1600/cacau-comemora-seu-gol-o-quarto-da-alemanha-sobre-a-australiaDIVULGACAO.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 305px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKFMS2hABI/AAAAAAAAAWw/gBUVhXYzTNc/s400/cacau-comemora-seu-gol-o-quarto-da-alemanha-sobre-a-australiaDIVULGACAO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549144137139290130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A polêmica na escolha da Rainha da Oktoberfest (2010) de Santa Cruz do Sul é das mais interessantes. Em minha opinião, revelam-se aí os limites da tolerância étnico-racial no município e abre-se a farta mala de diversos preconceitos que nutrimos – vários maquiados por “justificativas culturais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos ser mais alemães que a Alemanha, escolhendo como soberana da principal festa municipal uma estereotipagem de jovem germânica, ou seja, uma loira de olhos azuis – como se isso fosse algo geral no conjunto de povos de onde chegaram os primeiros imigrantes ditos alemães ou, ainda menos, do que é o norte da Europa atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria, como já foi aludido, pensarmos na seleção de futebol alemã das últimas copas. Há, entre os jogadores, representando o que há de melhor no país de Beckenbauer, uma pluralidade étnico-racial exuberante, incluindo afro-descendentes – sendo, inclusive, um deles, brasileiro naturalizado alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui, mesmo com todas as evidências de um já avançado – e, na verdade, desde o princípio da formação do município – processo de intercâmbio étnico, se quer exclusivismos raciais, o que configura, sem meias palavras, racismo, ou seja, a ideologia supremacista, que hierarquiza e diz, em suma, quem manda e quem obedece (ou quem deve viver e quem deve ser morto, lembrando os campos de concentração do governo alemão de algumas décadas atrás).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a teuto-brasilidade deveria preponderar, vê-se a patética tentativa de afirmar elos com uma Alemanha contemporânea – pouco a ver com os lugares de onde partiram no século XIX as massas de pobres que foram assentadas em terras brasileiras –; uma “Deutschland” onde chega-se ao absurdo de “tradicionalizar” um esporte jamais praticado nas comunidades teuto-brasileiras – o Eisstocksport; até as cores alusivas à germanidade são da bandeira de um país que sequer existia nas primeiras e mais expressivas décadas da colonização germânica no Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há bons sinais. Até mesmo autoridades locais têm criticado o ”paradigma” (sic) racistóide escondido atrás de argumentos que, ao fim e ao cabo, exigem a “pureza da raça” para ser “a” representante simbólica feminina da beleza, inteligência e simpatia santa-cruzenses. Nisso, a comissão julgadora prestou um bom serviço. Quiçá tenhamos em breve – como disse a secretária de turismo neste ano (2010) – uma moça negra soberana, para tornar de vez a Oktober uma festa que não discrimina, mas representa a variedade étnica que compôs e compõe Santa Cruz do Sul, desde quando o povoado primevo se chamava Faxinal do João Faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Na foto (divulgação), Cacau, brasileiro de Santo André, SP - naturalizado alemão -, no ataque da Seleção da Alemanha, em plena Copa do Mundo 2010, comemora o gol sobre a seleção australiana (foto divulgação).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-4753077536283098555?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/4753077536283098555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=4753077536283098555' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4753077536283098555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4753077536283098555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/12/mais-alemaes-que-alemanha.html' title='Mais “alemães” que a Alemanha'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKFMS2hABI/AAAAAAAAAWw/gBUVhXYzTNc/s72-c/cacau-comemora-seu-gol-o-quarto-da-alemanha-sobre-a-australiaDIVULGACAO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-345680403878964396</id><published>2010-12-10T13:38:00.003-02:00</published><updated>2010-12-10T18:03:45.325-02:00</updated><title type='text'>Teuto-brasilidade x Alemães no Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKGeHfZkUI/AAAAAAAAAW4/xQPMUsAAYaU/s1600/WEING%25C3%2584RTNER%252C%2BPedro%2B-%2BFOTO%2BMARGS%2Bb.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 309px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKGeHfZkUI/AAAAAAAAAW4/xQPMUsAAYaU/s400/WEING%25C3%2584RTNER%252C%2BPedro%2B-%2BFOTO%2BMARGS%2Bb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549145542838817090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Triste observar que festividades como a Oktoberfest em Santa Cruz do Sul acabem por configurar-se como uma deturpação histórica, instituindo uma “cultura” que se reporta a elementos estereotipados da Alemanha contemporânea – até mesmo no que se refere ao folclore que lá persistiu –, em menosprezo ao autêntico e rico caldo cultural surgido na interação ocorrida nas comunidades onde imigrantes (de diversas regiões) e descendentes teutos (entre outros) se assentaram e conviveram no sul do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando pinturas do artista porto-alegrense e teuto-descendente Pedro Weingärtner, falecido em 1929 – viajado e formado também na Europa, incluindo Berlim, Paris e Roma – de vasta produção. Entre vários temas, há retratos da talvez mais autêntica festividade teuto-brasileira no Rio Grande do Sul, o kerb. Mas ao contrário da imagem maquiada de “alemães” vestidos a la Fritz e Frida – duas caricaturas importadas e fixadas artificialmente como “alemães típicos” –, vemos as pessoas com suas roupas domingueiras – incluindo, lenços, ponchos bombachas, bota e vestidos tipicamente gaúchos e brasileiros da época. Nada a ver com chapeuzinhos e macacões “bávaros”, que fazem da Oktober literalmente uma festa a fantasia, uma espécie de carnaval de inverno (ou melhor, de outubro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais elementos no retrato a demonstrar o entrecruzamento de hábitos trazidos das regiões que mais tarde formaram o país Alemanha e arredores, com os já arraigados na colônia da região do rio Sinos, na província de São Pedro, Império do Brasil. O próprio prédio, com todos os traços das típicas edificações luso-brasileiras, incluindo as “telhas portuguesas”, é enfeitado com as guirlandas tão associadas à germanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também temos esboçado na pintura de Weingärtner a diversidade fenotípica e separatividades sócio-”raciais”. Da janela, a mulher negra, com seu lenço na cabeça, observa – por de trás de meninos no peitoril do lado de fora – a festa onde provavelmente a sua “dona” se diverte. Ou seja, a comunidade teuto-brasileira convive e está inserida plenamente na sociedade onde a escravidão da população afro-descendente é “normal”. Aliás, não eram raros, como apontam estudos e relatos (embora em pequena medida), os casos de teuto-descendentes proprietários  de escravos – ou “padrinhos” de negros e negras, situação que não formalizava a propriedade da pessoa, mas se estabelecia uma situação de exploração da mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Na ilustração (divulgação), o pintor Weingärtner.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-345680403878964396?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/345680403878964396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=345680403878964396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/345680403878964396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/345680403878964396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/12/teuto-brasilidade-x-alemaes-no-brasil.html' title='Teuto-brasilidade x Alemães no Brasil'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKGeHfZkUI/AAAAAAAAAW4/xQPMUsAAYaU/s72-c/WEING%25C3%2584RTNER%252C%2BPedro%2B-%2BFOTO%2BMARGS%2Bb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-4009988302076641448</id><published>2010-12-10T13:29:00.001-02:00</published><updated>2010-12-10T18:02:05.589-02:00</updated><title type='text'>Demolindo memórias: uma Santa Cruz que vai desaparecendo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKG5wfq57I/AAAAAAAAAXA/NszyxKEnGJE/s1600/DemolicaoDivugacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKG5wfq57I/AAAAAAAAAXA/NszyxKEnGJE/s400/DemolicaoDivugacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549146017702274994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lamentável o que continua acontecendo com a cidade de Santa Cruz do Sul. Suas antigas edificações, casas e prédios comerciais e industriais estão dando lugar a edifícios – muitas vezes de uma beleza e complexidade de uma caixa de sapato, ou seja, uma mediocridade com o fim único de abrigar o maior número de possível de comércios, serviços e habitações, cada vez mais semelhantes a locais de confinamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante observar que a cidade, que se diz orgulhosa de seu passado, destrói, literalmente, suas memórias concretas. Nada resiste a tentação do faturamento. Discursos sobre “nossas tradições” não resistem um minuto à cupidez do bolo de dinheiro fácil. Abre-se mão de convicções bem rapidamente. Ou, na verdade, nunca se teve: tudo sempre foi um discurso vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que define uma cidade na prática se não sua urbanização: edificações, ruas, áreas verdes, passeios, praças etc? Assim, estamos descaracterizando Santa Cruz de forma aguda. Aproximamo-nos velozmente (no centro, em especial) de um mercadão visualmente indigesto, desconfortável: poluído, feio, sem caráter – ou com aquele caráter-padrão, igual a tantas outras cidades que estão neste processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste também o pouco empenho da comunidade e da sua administração. Como não temos uma política efetiva e eficiente para a preservação e promoção do patrimônio arquitetônico? Será que todos se dobraram à lógica do ganho imediato ou estão alienados para tais questões urbanísticas de alto impacto no futuro da cidade? Afinal, que cidade queremos viver e ver nossos filhos e netos crescerem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma palestra do José Lutzenberger na Câmara de Vereadores aqui de Santa Cruz; o agrônomo e ambientalista premiado, conhecedor do mundo, teuto-descendente “da gema” (filho do afamado arquiteto e artista alemão Lutzenberguer, radicado em Porto Alegre) perguntava ao público do evento o que estava acontecendo com Santa Cruz?  A cidade perdia notoriamente suas edificações antigas. Por que não se fazia como na Alemanha, onde prédios históricos eram zelosamente preservados, convivendo com a arquitetura contemporânea, dando um ar ao mesmo tempo aconchegante, tradicional e moderno? E isso foi dito lá por 1995!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que queremos ser uma Alemanha só de Oktober – carnavalesca, caricatural, de papelão pintado. Copiamos – mal e indevidamente (deixando de lado a rica cultura verdadeiramente teuto-brasileira –; um folclorismo importado, mas dizendo que se trata de “nossas raízes” (desde quando houve na região de Santa Cruz alguma Oktoberfest ao longo do século XIX até meados de 1980?). E o que de fato há de admirável na Europa, damos de ombros e agimos com aquela mesquinharia cretina, cada vez mais se estampando em suas nossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste fim de uma cidade outrora singular, simpática...  (Além das edificações antigas, áreas como o Cinturão Verde – outra marca da cidade – também estão cedendo à especulação imobiliária.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-4009988302076641448?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/4009988302076641448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=4009988302076641448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4009988302076641448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4009988302076641448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/12/demolindo-memorias-uma-santa-cruz-que.html' title='Demolindo memórias: uma Santa Cruz que vai desaparecendo'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TQKG5wfq57I/AAAAAAAAAXA/NszyxKEnGJE/s72-c/DemolicaoDivugacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-8011982771760811713</id><published>2010-12-10T13:17:00.001-02:00</published><updated>2011-06-21T13:25:38.747-03:00</updated><title type='text'>Uma casa num dos primeiros lotes da colonização germânica</title><content type='html'>Estamos morando na Rua Rodolfo Silveira, Bairro Linha Santa Cruz. Ao que tudo indica, exatamente no que foi parcela de um dos primeiros lotes de assentamento da primeira leva de colonos trazidos em 1849 da Silésia e da Prússia para terras governamentais ao norte do Faxinal do João Faria – o povoado que veio a se tornar o núcleo urbano do município de Santa Cruz do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamavam de Picada do Abel – referência ao fazendeiro Abel Corrêa Câmara e ligado a abertura da estrada (e só aí já está uma história cheia de detalhes e implicações), depois Picada Velha e, por último, Linha Santa Cruz, denominação que sobrevive como designação do atual bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão do núcleo urbano absorveu o que era uma comunidade relativamente longe e autônoma da sede da colônia (por sua vez, subordinada a Rio Pardo até 1878). Justamente a autonomia foi decisiva para a transformação da comunidade rural em bairro, com o parcelamento dos então (meados do século XIX) loteamentos agrícolas em loteamentos urbanos, já no estertor do século XX, início do XXI. Estradas em cada vez melhores condições de tráfego, popularização do automóvel, expansão do transporte urbano, telefonia e comércio imobiliário (quase ia dizendo “especulação”...) são também elementos que fizeram da Linha Santa Cruz um bairro, ou seja, uma região citadina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mantém-se, ainda, uma zona de transição e intersecção urbano-rural. Ruas asfaltadas, centenas de casas, comércios variados etc. convivem com caminhos de carroça e estradas de chão, lavouras de milho, mandioca e potreiros onde pacatos bois e vacas pastam em sua pachorra atávica. A igreja, o salão comunitário, os cemitérios, a velha escola, o sotaque “carregado” e a “típica” desconfiança ao “de fora” também anunciam a manutenção da "germanidade” local – dada por antigos moradores e outros migrantes de outras comunidades interioranas, todos agora se urbanizando necessariamente (fenômeno geral, tal a massividade dos meios de comunicação: a tecnologia e a indústria cultural de mãos dadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, estamos num lugar histórico. Não só para a região, mas para todo o Rio Grande do Sul. É aqui que começa o segundo grande projeto de assentamento estatal, agora a cargo do governo provincial, em 1849, após a consolidação do projeto imperial na Linha Cânhamo, mais tarde município de São Leopoldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros assentados recebiam cerca de 72 hectares. Possivelmente, no processo de partilha entre filhos e sucessão das heranças (netos, bisnetos, genros, noras etc.), acabamos por morar, após algumas gerações (quatro ou cinco, suponho), no que foi, primeiro, território de circulação e assentamentos nômades de diversos povos indígenas; depois, apossamentos (das terras devolutas) pelos estados – respectivamente – espanhol, português e brasileiro, repassados gratuitamente aos primeiros imigrantes, configurando comunidades agrícolas de colonos (não necessriamente agricultores) da norte da Europa (além de avulsos e pequenos grupos de outras regiões, não esquecendo os pequenos quilombos de fugidos da escravidão da então gigantesca área do município de Rio Pardo, afastando-se cada vez mais para os ermos, na medida que as “linhas” são definidas e ocupadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação da Linha Santa Cruz em um bairro de classe média e operária também sinaliza o quanto e como o município de Santa Cruz desenvolveu-se, tornando-se cada vez mais diversificado populacionalmente. Aqui estão famílias com várias referências culturais, sociais e geográficas, miscigenadas em amplo sentido – embora negros e negras ainda continuem uma raridade, ou seja, o “apartheid” ainda está por ser superado e afro-descendentes estão fixados em zonas social e economicamente “desvalorizadas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-8011982771760811713?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/8011982771760811713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=8011982771760811713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8011982771760811713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8011982771760811713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/12/uma-casa-num-dos-primeiros-lotes-da.html' title='Uma casa num dos primeiros lotes da colonização germânica'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1101089655453499520</id><published>2010-12-03T19:04:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T17:33:04.516-02:00</updated><title type='text'>Uma pequena história de amor, uma grande lição de História local</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TPlbrBbj_WI/AAAAAAAAAWY/ORpRdBMoeZQ/s1600/CapaLivroEduniscPequenaHistoriadeAmor.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 154px; height: 233px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TPlbrBbj_WI/AAAAAAAAAWY/ORpRdBMoeZQ/s400/CapaLivroEduniscPequenaHistoriadeAmor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546565210760019298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fiquei bastante impressionado com a beleza, riqueza e, também, bom humor e muita sensibilidade expressa no romance Pequena História de Amor, de Wilson Müller, santa-cruzense nascido e criado até juventude numa comunidade típica, ou seja, alguém que vivenciou – e por seu evidente interesse – e inteirou-se do passado local em seu detalhes, consubstanciando na forma literária uma narração, que além de divertir e comover, nos traz muitas informações sobre o cotidiano das povoações de teuto-descendentes de meados do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor não se filia a apologistas de um passado mitificado, cultuando abstrações tão edificantes quanto falsas. Ele traz à tona “a vida como ela é” das pessoas de uma comunidade típica formada por teuto-descendentes no interior de Santa Cruz do Sul. Müller revela a sociedade e cultura teuto-brasileira em sua crueza – e não um arremedo de “culto” que alguns tentam impor em livros e artigos, deturpando a complexidade da realidade em nome de um tradicionalismo inventado, tão semelhante ao que se faz com o “gaúcho fabricado” em livros autorizados por CTGs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do drama a se desenrolar, envolvendo as vidas dos personagens, saltam ali os hábitos sociais e elementos culturais daquela situação histórica e geográfica ímpar – e por isso tão interessante. Os alimentos, os rituais, as diversões, as convenções, os relacionamentos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nas primeiras “cenas”, nas primeiras páginas da obra, os donos da casa do casal protagonista oferecem a crianças, alimentos. Quais são esses alimentos? Pinhão e bata-doce assados na chapa do fogão a lenha, e chimarrão... O agricultor Bruno degusta o seu “aromático” palheiro, feito de fumo em rolo produzido por ele mesmo. Só nesta “cena” já fica patente como os alimentos e hábitos de uma brasilidade autêntica se incorporaram na vida daquelas pessoas cujos antepassados vieram de longínquos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;Complementos:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;*Situações e acontecimentos que a nostalgia e a mitificação peneiram (ou recalcam) na apologia de um passado só de virtudes, aparecem na narração do Pequena história de amor. Só como exemplo: a exploração no comércio dos bodegueiros; o alcoolismo e viciosidades das rodas de cachaça; conflitos comunitários de sérias consequências por conta de diferenças de filiação religiosa e por motivações fúteis, escondendo antipatias agudas entre pessoas do mesmo lugar, fofocalhadas internas e mesquinharias; interferências no meio ambiente e paisagem natural, etc. Entretanto, a vida ali vivida tem suas riquezas, belezas e bondades – naturalmente entremeadas a misérias, feiuras e vilanias... &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;**O chimarrão está sempre presente nas casas, no hábito familiar e nas rodas de conversa dos adultos – nas reuniões de domingo das senhoras e até mesmo nos velórios. Muito interessante notar esta incorporação de um hábito tão gaúcho, tão mestiço sul-brasileiro, nas comunidades de teuto-descendentes. Assim, mais que chope (praticamente inexistente) ou cerveja, é o chimarrão e a brasileiríssima cachaça as bebidas do cotidiano da população.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;***Outra referência “muito” luso-brasileira (que me dei conta lendo o Açúcar, do Gilberto Freyre) recorrente e por demais significativa no romance, aparecendo de formas direta e indireta, é o da economia da cana-de-açúcar – cultivo, beneficiamento, consumo e hábitos ligados a isso, arraigados na comunidade teuto local e, ao mesmo tempo, tão centrais na história e vida do Brasil. Com certeza, os colonos assentados, na medida que se instalavam, iam aprendendo as técnicas agrícolas e de beneficiamento, fazendo da cana um dos seus meios de subsistência. E assim como o já mencionado chimarrão, o chá ancestral dos índios do Cone Sul-americano – também incorporado e ataviado pelos ibéricos e seus descendentes –, os “alemães” logo “pegaram” os hábitos do consumo da cana, seja in natura (até para o consumo animal) e seus derivados, como o melado, açúcar mascavo, rapadura e outros alimentos onde são componentes indispensáveis (até na “sopa de leite” que o Bruno janta todos os dias), além da “mardita” cachaça! São elementos arraigados, que se incorporaram a identidade do teuto-brasileira na região santa-cruzense, compondo até mesmo a paisagem, onde ainda se vê (cada vez mais raramente, infelizmente) as pequenas e rústicas moendas de cana, numa espécie de “pequeno nordeste” (engenhos) colado em nossas paragens “germânicas”...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1101089655453499520?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1101089655453499520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1101089655453499520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1101089655453499520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1101089655453499520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/12/uma-pequena-historia-de-amor-uma-grande.html' title='Uma pequena história de amor, uma grande lição de História local'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TPlbrBbj_WI/AAAAAAAAAWY/ORpRdBMoeZQ/s72-c/CapaLivroEduniscPequenaHistoriadeAmor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-8111216508495281906</id><published>2010-05-09T14:00:00.005-03:00</published><updated>2010-12-03T19:13:17.955-02:00</updated><title type='text'>E o governo salvou a poderosa GM com 50 bilhões de dólares  - mas não pode ter Bolsa Família para os lascados!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TPldZJhwNZI/AAAAAAAAAWo/kPtu0nZA_lM/s1600/GMdivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 348px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TPldZJhwNZI/AAAAAAAAAWo/kPtu0nZA_lM/s400/GMdivulgacao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546567102719079826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para os radicais do liberalismo, trata-se de uma afronta à ideologia da não interferência do estado na economia. Embora o discurso tenha muito de contraditório. Em algumas circunstâncias, esse pessoal abre exceções – normalmente quando beneficia – ou, no caso, salva da bancarrota – estruturas fundantes do capitalismo, da plutocracia, como está dizendo a população grega, revoltada com as medidas de arroxo radical que sofrerá na carne, exigindo que essa elite dirigente e super-beneficiária – os plutocratas – pague a conta com seus acúmulos e apostas irresponsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo da contradição é em relação ao programa Bolsa Família e similares. Para os lascados, nada de “dar grana”, mesmo que isso se prove um mecanismo assistencial que promove a superação da miserabilidade, com amplos benefícios para todo o país. Comparando, é um recurso ínfimo o que recebem essas famílias em relação ao que vai para os cofres de muitas empresas e empresários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes que venham com aquilo de “nós pagamos impostos astronômicos”, não dá pra esquecer que TODOS são taxados e, além de comprovadamente os pobres pagarem mais impostos, TODOS, de alguma forma, trabalham na geração das riquezas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha o trecho do Daniel Dias na coluna Autoestrada do caderno Sobre Rodas, em Zero Hora de 06 de maio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma recuperação importante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maior montadora do mundo, a General Motors norte-americana quase faliu quando a crise econômica por pouco não engoliu a indústria automobilística nos Estados Unidos em 2008. Precisou a intervenção de Barack Obama, com US$ 50 bilhões, para salvar a gigante. Ao lado do controle do governo, veio a nova GM, enxugada nos gastos e tendo como principal foco o consumidor interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a montadora comemora a subida de 6,4% nas vendas do mês passado na comparação anual. A notícia não é só boa para a GM, é boa para todo mundo [que lucra com a fabricação de automóveis]. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-8111216508495281906?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/8111216508495281906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=8111216508495281906' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8111216508495281906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/8111216508495281906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/05/e-o-governo-salvou-gm-mas-nao-pode-dar.html' title='E o governo salvou a poderosa GM com 50 bilhões de dólares  - mas não pode ter Bolsa Família para os lascados!'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/TPldZJhwNZI/AAAAAAAAAWo/kPtu0nZA_lM/s72-c/GMdivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2392888175304589471</id><published>2010-05-04T21:25:00.006-03:00</published><updated>2010-05-07T22:01:45.707-03:00</updated><title type='text'>Sem pinos, com os pés no chão, sem interferir</title><content type='html'>Li uma reportagem no jornal Zero Hora (04/05/2010) que fala de um &lt;em&gt;trilheiro&lt;/em&gt;, Cláudio Martins, de 61 anos, que percorreu, entre outros vários lugares, o vertiginoso Itaimbezinho, no Parque Aparados da Serra (RS, pra quem não sabe, município de Cambará) - e por 25 vezes, a primeira aos 14 anos, em 1963!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu mais gostei, porque é assim que eu prefiro percorrer qualquer trilha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[Martins] Não fica dependurado em paredões, não usa pinos, não interfere em nada. Segue trilhas com um bastão: - Faço montanhismo de pé no chão." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas trilhas, além do meu despojamento de equipamentos - à beira da quase (eu disse "quase") irresponsabilidade - não são muito planejadas, não. Apareceu a oportunidade, arranjo um bastão pelo caminho e "vamos lá!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço trilhas até aqui perto de casa, em pequenas sobras de mato e campo dos arredores. Também gosto de caminhar pela cidade, curtindo os vários recantos que, mesmo passando muitas vezes na correria do dia a dia, a bordo do carro ou do buzun, não se percebe em suas várias sutilezas, detalhes, "peculiaridades poéticas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao trilheiro sexagenário: ele está preocupado: "- Estão retirando pedras das margens do Rio do Boi para aterrar uma estrada. Até o curso natural do rio [elmento fundamental do cânion] foi alterado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste ver isso... Com tantas evidências das conseqüências das alterações no ambiente natural, nos ecossistemas, continua-se a apostar (roleta russa?) num "desenvolvimento" imediatista, ditado pelo mesquinho e o medíocre. Em nome de quê, mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2392888175304589471?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2392888175304589471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2392888175304589471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2392888175304589471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2392888175304589471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/05/sem-pinos-com-os-pes-no-chao-sem.html' title='Sem pinos, com os pés no chão, sem interferir'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1364061134584044526</id><published>2010-04-28T22:19:00.004-03:00</published><updated>2010-05-02T19:56:23.373-03:00</updated><title type='text'>Não é só os políticos que mentem - descaradamente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S94DCyUrKDI/AAAAAAAAAWI/iQnlgtLNaro/s1600/toyotarecall.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S94DCyUrKDI/AAAAAAAAAWI/iQnlgtLNaro/s400/toyotarecall.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466810344077469746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A fábrica transcional de automóveis Toyota só depois de muita pressão abriu o jogo sujo e se sujeitou a responsabilidades por ocultar um defeito perigoso em seus veículos. A empresa, seus executivos mostram mais uma vez a verdadeira "ética" que seguidamente "permeia" grandes corporações: mesmo pondo em risco a vida de milhares ou incontáveis pessoas, retardaram, dissimularam, mentiram como puderam, até ficarem sem saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou eu quem estou dizendo isso. Na nota que saiu em Zero Hora da semana passada, o secretário americano dos transportes diz que a empresa ignorou a legislação, tentando evitar prejuízos econômicos e arranhões na imagem - não importando que pessoas venham a morrer ou machucarem-se seriamente pela merda que fizeram. O tiro saiu pela culatra dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cretinos de marca maior (olha aí o duplo sentido!). Não é só na política, infelizmente, que temos grandes filhos-da-puta. O bom da história é que está havendo alguma providência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mencionada nota do jornal segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zero Hora, 20 de abril de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INFORME ECONÔMICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por MARIA ISABEL HAMMES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Multa recorde nos EUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Toyota aceitou pagar nos Estados Unidos uma multa de US$ 16,3 milhões, a maior imposta a um fabricante de automóveis, por ocultar durante meses um defeito no pedal do acelerador de alguns de seus modelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário de Transporte dos Estados Unidos, Ray LaHood, disse que “a Toyota aceitou sua responsabilidade por ter ignorado obrigações legais de informar pontualmente sobre qualquer defeito”. E foi além ao afirmar que o governo continuará investigando se a indústria cumpriu suas obrigações de revelar problemas com os veículos. Aliás, os investigadores do Departamento de Transporte e da Administração Nacional de Segurança na Estrada estão revisando mais de 120 mil documentos entregues pela montadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do mês, as autoridades americanas acusaram a Toyota de saber desde setembro que seus veículos tinham um defeito no acelerador, mas não comunicou a Washington até quatro meses depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1364061134584044526?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1364061134584044526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1364061134584044526' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1364061134584044526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1364061134584044526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/04/nao-so-os-politicos-mentem.html' title='Não é só os políticos que mentem - descaradamente'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S94DCyUrKDI/AAAAAAAAAWI/iQnlgtLNaro/s72-c/toyotarecall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6938901169111949696</id><published>2010-04-27T21:42:00.003-03:00</published><updated>2010-04-27T21:58:11.965-03:00</updated><title type='text'>délibáb ou discos voadores?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S9eIGmDfCtI/AAAAAAAAAWA/brynnCb3HHY/s1600/d%C3%A9lib%C3%A1b02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 340px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S9eIGmDfCtI/AAAAAAAAAWA/brynnCb3HHY/s400/d%C3%A9lib%C3%A1b02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464986319713143506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vocês devem ter visto o último CD lançado pelo compositor Vítor Ramil. Se chama délibáb - escrito assim mesmo, tudo em letras minúculas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A palavra é estranha - húngara - e designa um fenômeno dos mais interessantes - até mesmo (ou especialmente) para os ufólogos e ufologistas. Ramil explica em um trecho do seu livro (ele também é escritor, além de músico), o romance Satolep:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“‘Chamam a este fenômeno de délibáb’, expliquei. ‘Esta locomotiva e este vagão que vocês veem, tão nítidos, a correr neste horizonte desértico, não estão aqui onde parecem estar, mas a pelo menos uns cem quilômetros de distância. Acontece em dias de muito calor. Essa imagem atravessou regiões de atmosferas de densidades diferentes e projetou-se assim, clara, plana e não invertida, diante dos meus olhos. Nenhum som a acompanhava. Só depois de muito procurar é que me convenci de que realmente não havia trilhos no lugar.’” &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ramil diz que encontrou esta palavra de sonoridade e escrita exóticas (para nós que não somos húngaros!) no terceiro volume da coleção Nosso Universo Maravailhoso, de Ernesto Sábato, escritor argentino (deve ser uma coleção supimpa!).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Afora todo o sentido poético, de miragem, de projeção, do estranho e do deslumbrante, vejam o que a atmosfera, em determinadas circunstâncias, pode nos "aprontar". Quantas "visões" podem paracer algo "de outro mundo", mas, em verdade, são daqui mesmo, desse nosso planeta - e de nossos pobres, limitados sentidos!!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os avistamentos dito ufológicos, ou seja, de objetos voadores não-identificados (ovnis), às vezes podem ser "falsificações" naturais, fruto de condições atmosférias - pressão, temperatura, umidade, composição de gazes, luminosidade, entre outras interferências/circunstâncias naturais, produzindo fenômenos visuais (imagens) extraordinários.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então, mais um alerta, amigos/as: mais cético que o São Tomé, nem em nossos olhos podemos confiar plenamente!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;***Link pra uma canção do CD, onde aparce a capa do délibáb:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tbaIlqOvtSU&amp;feature=player_embedded&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6938901169111949696?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6938901169111949696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6938901169111949696' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6938901169111949696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6938901169111949696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/04/delibab-ou-discos-voadores.html' title='délibáb ou discos voadores?'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S9eIGmDfCtI/AAAAAAAAAWA/brynnCb3HHY/s72-c/d%C3%A9lib%C3%A1b02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6178534561696185004</id><published>2010-04-13T20:58:00.007-03:00</published><updated>2010-04-13T21:21:58.469-03:00</updated><title type='text'>Dick, o contatado por inteligência ETs e que inventou Blade Runner</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S8UHBc5Z1ZI/AAAAAAAAAV4/VvmIHT17SuY/s1600/PhilipKDickDivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S8UHBc5Z1ZI/AAAAAAAAAV4/VvmIHT17SuY/s400/PhilipKDickDivulgacao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459777844774819218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Philip K. Dick se tornou mais conhecido através do filme Blade Runner, adaptado do seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep (no Brasil ficou O Caçador de Andróides, aproveitando o subtítulo da película cult). O livro é de 1968 e o filme de 1982. Morreu dias antes da estréia, tendo colaborado diretamente com o diretor Ridley Scott (o mesmo de Alien - O Oitavo Passageiro, lançado no já longíncuo 1979).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo morrendo relativamente cedo, sua produção é vasta - entre contos, novelas e romances - e houve outras adapatações de seus escritos para o cinema, além de arregimentar uma legião de fãs por tudo quanto é canto do mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas aqui eu quero destacar algo que está na Wikipédia: &lt;strong&gt;Dick "alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena"&lt;/strong&gt;. Um autor genial e que faz uma afirmação polêmica dessas...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Menos fantástico que o "contato", mas igualmente interessante: "Inspirado em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, &lt;strong&gt;o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver&lt;/strong&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma lista de seus livros publicados no Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Caçador de Andróides&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Homem Duplo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Pagamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minority Report: a Nova Lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Homem do Castelo Alto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vozes da Rua&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Outros dados da Wikipédia:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Philip Kindred Dick (16 de Dezembro de 1928, Chicago – 2 de Março de 1982, Santa Ana, Califórnia), também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este género literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do género. Precursor do género cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os filmes Minority Report / BR: Minority Report: A Nova Lei (com Tom Cruise), Total Recall / O Vingador do Futuro (com Arnold Schwarzenegger), Screamers / BR: Assassinos Cibernéticos com Peter Weller, O Pagamento / Pago para Esquecer (com Ben Affleck) e A Scanner Darkly, (com Keanu Reeves) também são baseados em novelas ou contos de Dick.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site oficial do autor (com uma sessão especial só sobre Blade Runner): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.philipkdick.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6178534561696185004?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6178534561696185004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6178534561696185004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6178534561696185004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6178534561696185004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/04/dick-o-contatado-que-inventou-blade.html' title='Dick, o contatado por inteligência ETs e que inventou Blade Runner'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S8UHBc5Z1ZI/AAAAAAAAAV4/VvmIHT17SuY/s72-c/PhilipKDickDivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6927494070504819664</id><published>2010-04-08T22:31:00.004-03:00</published><updated>2010-04-08T22:42:47.626-03:00</updated><title type='text'>Zelins</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S76F0UYrpbI/AAAAAAAAAVw/9I_Lu_g6jrM/s1600/JoseLinsdoRegoDivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S76F0UYrpbI/AAAAAAAAAVw/9I_Lu_g6jrM/s400/JoseLinsdoRegoDivulgacao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457946932291544498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não vi o filme do Lula, mas li uns pedacinhos do livro sobre o companheiro. Como eu já disse, gostemos ou não, acho que o Lula é uma personalidade que será vista na história brasileira à altura da relevância (para o "bem" ou para o "mal") de um Getúlio Vargas, no mínimo, começando por sua trajetória social inusitada, de um nordestino de família paupérrima e que chega ao cargo político máximo do país, quebrando uma tradição de 500 anos do mando por representante da "nobreza" socioeconômica do país (imperadores, militares e bacharéis, basicamente).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas mais interessante que a biografia do Luis Inácio, está sendo a leitura da "trilogia" do José Lins do Rego: (1) &lt;em&gt;Menino de Engenho&lt;/em&gt; (o menino a partir dos 4 anos), (2) &lt;em&gt;Doidinho&lt;/em&gt; (o adolescente aos 14 anos) e (3) &lt;em&gt;Bangüê&lt;/em&gt; (o rapaz nos seus 24 anos). A sociedade - já em decadência - moldada pelos/nos engenhos de cana de açúcar do interior nordestino, no caso, Paraíba, sendo substituídos pelas já industriais usinas de refino. Todos esse contexto cultural e econômico entrando na formação da personalidade de um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Lins é considerado, dentro da literatura, o "inventor" do novo romance brasileiro. Está naquele "rol" de autores que, na escola, a gente vê na "obriga" e pega nojo da coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6927494070504819664?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6927494070504819664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6927494070504819664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6927494070504819664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6927494070504819664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/04/eu-nao-vi-o-filme-do-lula-mas-li-uns.html' title='Zelins'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S76F0UYrpbI/AAAAAAAAAVw/9I_Lu_g6jrM/s72-c/JoseLinsdoRegoDivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-5539765894886625458</id><published>2010-03-28T21:45:00.008-03:00</published><updated>2010-03-29T20:51:26.761-03:00</updated><title type='text'>Língua galega: chave cultural à disposição</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S6_7TMiRqGI/AAAAAAAAAVo/nrljjVdID60/s1600/bandeiraGalega.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 260px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453853980970035298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S6_7TMiRqGI/AAAAAAAAAVo/nrljjVdID60/s400/bandeiraGalega.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Dominar um idioma é ampliar o universo de possibilidades humanas, é fazer crescer a quantidade e, também, qualidade de meios de conhecimento, contatos sociais e entretenimento. Faço destaque aqui para a ampliação da massa de leituras – livros, revistas, jornais, blogs etc. que se pode acessar diretamente, sem intermédio de traduções. Enfim, uma riqueza nos é possibilitada com o ler – e também escrever, ouvir e falar – outro idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E existem idiomas que possuem uma tal identidade – de origens ou raízes, de histórias comuns –, tantas semelhanças, que chega a ser um “desperdício” não se apropriar e aproveitar tal chave de comunicação/conhecimento – expressão e contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, muitíssimos de nós desconhece um idioma falado por milhões de pessoas pelo mundo e que é a língua oficial de uma comunidade – algo importante pelas conseqüências na produção textual, que cresce e se atualiza todos os dias. Trata-se da língua galega, o galego ou galez, nascido e mantido na Galícia, região autônoma da Espanha, fazendo fronteira com o norte de Portugal, no oeste do Velho Continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine-se, para ficar em apenas um item de produção artístico-intelectual, o número de obras literárias que podemos acessar usando o galego! E para um razoável falante e leitor de português, isso é enormemente facilidade, como eu disse, pelas semelhanças das línguas – bem mais que o espanhol, diga-se de passagem! Tenho certeza que, em pouco tempo, com alguns exercícios de leitura e escuta de galego, “se pega” o idioma tranquilamnte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para fomentar essa possibilidade de enriquecimento intelectual e humanístico através do contato, uso e desenvolvimento do uso do galego no Vale do Rio Pardo – e, quiçá, no Rio Grande do Sul e todo o Brasil – estamos criando esta comunidade – http://chavecultural.blogspot.com – e outros meios que poderão se seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-5539765894886625458?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/5539765894886625458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=5539765894886625458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5539765894886625458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5539765894886625458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/03/lingua-galega-para-brasileiros-chave.html' title='Língua galega: chave cultural à disposição'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S6_7TMiRqGI/AAAAAAAAAVo/nrljjVdID60/s72-c/bandeiraGalega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2155419878826075147</id><published>2010-03-06T11:44:00.002-03:00</published><updated>2010-03-13T20:48:14.703-03:00</updated><title type='text'>Sem retorno...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5wkNnsJaTI/AAAAAAAAAVQ/etNQt_CdvW0/s1600-h/old_booksDivulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448269465622505778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5wkNnsJaTI/AAAAAAAAAVQ/etNQt_CdvW0/s400/old_booksDivulgacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Oi, diretora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, conversando com a Nenê, me voltou uma questão, já que estamos no período, novamente, de compras de materiai$$$ escolares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria mais interessante que a escola (e falo no geral, dos colégios com estudantes majoritariamente de famílias de classe média e alta) começasse a oferecer uma opção de – ao invés de dezenas ou até centenas de itens de materiais escolares (cadernos, canetas, compassos, livros etc.), que chegam, com certeza, somando-se dois ou três anos, na casa do milhar de real; pois não seria mais em conta e bem mais interessante – já no final da primeira década do século 21, quando a gurizada cada vez mais vive on-line via computadores, celulares, smartphones etc., usando-os direto para inúmeras tarefas, sendo esta ferramenta a mais destacada no mundo do trabalho, da comunicação e até da sociabilidade –; não seria mais vantajoso se propor a compra de netbooks ou leptops ao invés da “parafernália” clássica (incrivelmente semelhante a usada por mim e por minha avó Amélia nos nossos tempos escolares – ou seja, os educandários são, mesmo, estruturas muito conservadoras, até para avanços tecnológicos oferecidos pelo mercado capitalista)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que, numa possível compra coletiva da escola (com a opção de 3 a 5 modelos de computadores, quem sabe), os preços seriam ainda mais baratos em relação às compras totais de materiais escolares – ainda mais, como falei, se somando mais anos escolares e se considerando que o estudante poderia usá-lo para outras tarefas em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site da escola, e também blogs dos professores, poderiam ser ainda melhor utilizados para postagens de materiais de apoio às aulas presenciais, além de múltiplas atividades possíveis de ser realizadas de forma virtual (como tu sabes, o EAD no mundo todo é algo sem volta e em constante aperfeiçoamento e ampliação de usuários – e as escolas de ensino básico não terão como ficar fora disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra hora podemos conversar melhor! Digitei isso agora na corrida, só pra não me esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso (ou não!), me deparei ontem (22/02/2010) com uma reportagem em ZH que vai ao encontro do que te comentei sobre uso de netbooks, custos com material escolar, estudantes on-line etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente tu já tenhas lido. Mas, caso não, segue o texto abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zero Hora, 22 de fevereiro de 2010 - N° 16254&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alunos digitais, escolas analógicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das escolas privadas do Rio Grande do Sul dá a largada hoje para mais um ano letivo. O Sindicato das Escolas Particulares do Estado (Sinepe) calcula que mais de 400 mil estudantes retornem às salas de aula. Neste início de ano, especialistas em educação fazem um alerta: a escola precisa mudar para acompanhar o ritmo da chamada geração Y.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira como professores, pais e alunos podem encarar juntos este desafio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um estudante do século 19 voltasse às aulas hoje, como boa parte dos alunos gaúchos, provavelmente se espantaria com o comportamento dos colegas e com a parafernália eletrônica que carregam nas mochilas, mas reconheceria de longe a sala de aula: o quadro negro, as fileiras de classes e a figura do professor à frente da turma lhe pareceriam muito familiares. Enquanto a geração do século 21 nasce plugada e desafia os modelos tradicionais de educação com inéditas formas de pensar e de aprender, a escola que se propõe a ensiná-los pouco se modernizou nesses dois séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do choque inevitável entre alunos digitais e um modelo de ensino analógico, especialistas alertam para um momento de ruptura: se quiserem continuar cumprindo seu papel, as instituições de ensino precisam se reformular. E para isso não adianta apenas investir em laboratórios de informática. É necessário repensar desde a maneira de se relacionar com os alunos até a geografia da sala de aula. Em vez de taxar os alunos de inquietos ou desinteressados, é preciso investigar o porquê dessa aparente apatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso que a gente chama de indisciplina, desinteresse, apatia deve ser um motivo para mexer na qualidade da aula. Essa geração fuça, mexe, pluga, implode a escola que tem o modelo de aula dos séculos 18, 19 – adverte o professor e pesquisador Adriano Nogueira, que trabalhou com Paulo Freire e assina com ele diversos livros sobre educação, entre eles Que Fazer? – Teoria e Prática em Educação Popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamados de geração Y por sociólogos, os nascidos depois de 1980 são identificados por uma inquietação permanente, alimentada pela crescente velocidade das redes a que estão conectados. As mudanças são tão aceleradas que já há quem identifique uma geração Z. Segundo o pedagogo e conferencista Hamílton Werneck, autor de livros como Se Você Finge que Ensina, Eu Finjo que Aprendo, ela seria formada pelos nascidos depois de 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A Z é uma espécie de geração Y mais turbinada, está muito mais conectada no cyberespaço, e a escola está ficando para trás. O problema é que esses alunos também sofrem os efeitos da dispersão. Eles começam pesquisando sobre o Delta do Rio Parnaíba na internet, entram num link sobre o delta do Nilo, daqui a pouco já estão lendo sobre a última pesquisa do DNA de Tucancamon e não fizeram a pesquisa original. A escola tem um papel importante nessa mediação, ajudando a discernir informação – diz Werneck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paulo Al-Assal, diretor-geral da Voltage, agência de pesquisa especializada em tendências, com sede em São Paulo, um dos problemas da escola atual é que ela mata a criatividade, ao padronizar alunos em seu modelo fabril. E a criatividade é justamente a principal exigência do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Minha filha de oito anos assiste Discovery, Geographic Channel, acessa multiplataformas. Aí vem a professora no primeiro dia de aula e diz: “a pata nada”. Em seu formato atual, a escola mata a criatividade – critica Al-Assal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Reportagem de LETÍCIA DUARTE&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2155419878826075147?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2155419878826075147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2155419878826075147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2155419878826075147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2155419878826075147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/03/sem-retorno.html' title='Sem retorno...'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5wkNnsJaTI/AAAAAAAAAVQ/etNQt_CdvW0/s72-c/old_booksDivulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6645084619030461262</id><published>2010-03-06T11:30:00.003-03:00</published><updated>2010-03-13T20:46:10.419-03:00</updated><title type='text'>Dois caras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5wjuZlIuMI/AAAAAAAAAVI/9CgMmSIgeh0/s1600-h/Rye2Divulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448268929259059394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5wjuZlIuMI/AAAAAAAAAVI/9CgMmSIgeh0/s400/Rye2Divulgacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SALINGER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...aquela guriazinha que ainda não tinha aprendido a maldade do mundo, essa que o leitor e eu já aprendemos e que nos fez ficar desse jeito, de vez em quando cínico, muitas vezes frio e calculista, quase sempre triste.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase é de um artigo muito legal do Luís Fisher no caderno Cultura de ZH (30/01/2010). Ele se refere à personagem Phoebe, irmã de 10 anos do adolescente Holden Caufield no romance O Apanhador no Campo de Centeio, do recentemente falecido J.D. Salinger - escritor que desde os meados de 1960 se isolou em sua casa nos EUA; um cara que teve todo sucesso do mundo, com dinheiro suficiente para valer-se de todos os meios e símbolos desse sucesso representado pelos chamados “bens terrenos”, mas que, de algum modo, absteve-se deles e fez sua vida andar por outros caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance continua, 60 anos depois da sua primeira publicação, vendendo 250 mil exemplares por ano. E é um dos que eu tirei da minha lista de “clássicos a ler” já faz alguns anos (li no embalo, na época, outras coisas do autor, que não me pareceu tão empolgante quando O Apanhador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que era o Betão quem falava desse livro, junto com O Despertar dos Mágicos, que, coincidentemente, estou agora mesmo lendo aos pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. São dois “paradigmas”, que desencadearam revoluções ao apresentar e endossar publicamente interesses, enfoques e comportamentos divergentes. E até hoje são lidos pra caramba, mesmo datados (o começo dos anos 50, no caso de O Apanhador, e dos 70, de O Despertar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia: Salinger esteve na segunda Guerra e foi um dos primeiros soldados americanos a entrar em campos de concentração. Isso deve ter tido “algum” efeito, até porque ele que era meio judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VINÍCIUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os saudosos da ditadura militar brasileira de 64 devem detestar quando sabem coisas como: Vinicius de Moraes deverá ser promovido postumamente a embaixador brasileiro. Bá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “poeta e diplomata”, como se definia, perdeu a sua segunda condição com a expulsão do Itamaraty, com o famigerado AI-5. Não foi só ele. O ano era 1968 e as alegações para o degredo poderiam ser “simpatias esquerdistas, homossexualismo, boemia e alcoolismo”. As duas últimas condenaram um dos mais geniais pensadores, escritores e compositores (e tomadores de whisky) do Brasil a uma situação ultrajante, que agora poderá - ao menos simbolicamente - ter alguma reparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expulsões sumárias de funções públicas foram apenas uma das facetas da ditadura. Quando percebemos que atingiu um cara como Vinicius, é suficiente para indicar o nível do trogloditismo e mediocridade do pessoal envolvido no golpe e seus longos 20 anos de duração - nos quais muito de nós viveram suas infância e juventude.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6645084619030461262?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6645084619030461262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6645084619030461262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6645084619030461262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6645084619030461262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/03/dois-caras.html' title='Dois caras'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5wjuZlIuMI/AAAAAAAAAVI/9CgMmSIgeh0/s72-c/Rye2Divulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-2394572592410900689</id><published>2010-02-25T22:10:00.008-03:00</published><updated>2010-03-06T11:12:19.790-03:00</updated><title type='text'>Bebidas alcoólicas: responsabilidade dos supermercadistas e vantagens para toda a sociedade (por uma seção especial para produtos com venda restrita)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5Jiul2vgvI/AAAAAAAAAU4/FflvdXW1xQ0/s1600-h/DivisoriaDivulgacao03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5Jiul2vgvI/AAAAAAAAAU4/FflvdXW1xQ0/s400/DivisoriaDivulgacao03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445523452019573490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prezados(as) Senhores(as),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lhes enviando abaixo um pequeno texto que apresenta, de modo singelo, a proposta para que os estabelecimentos comerciais, em especial supermercados e similares, tenham uma sessão especial para as bebidas alcoólicas. É o esboço de um manifesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, confio numa boa acolhida da idéia, porque se trata de uma ação positiva para todos – comerciantes, consumidores e sociedade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos ainda um pequeno grupo a debater o assunto e a fazer contatos, mas aos poucos estamos estruturando uma mobilização saudável de reflexão e ação concreta na educação do consumo e responsabilização coletiva por mazelas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do alcoolismo e tantos outros problemas ligados ao consumo indevidos do álcool, mas que pode, com certeza, ser minimizado por ações relativamente simples, como esta que estamos apresentando – sem cairmos em “radicalismos” contrários ao desfrute de bebidas alcoólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu nome e dos parceiros desta modesta mobilização, agradeço a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri Azeredo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iuriaz@hotmail.com,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz do Sul – RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebidas alcoólicas: responsabilidade dos supermercadistas e vantagens para toda a sociedade (por uma seção especial para produtos com venda restrita) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A venda de bebidas alcoólicas em supermercados e outros estabelecimentos deveria seguir uma normatização ou, então, uma auto-normatização, além da proibição da venda a pessoas menores de 18 anos, conforme estabelece a legislação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proibição, por si só, é um indicativo de que estamos diante de um produto de uso restrito e potencialmente perigoso ao consumidor. Já é consenso que o álcool pode levar a dependência física e psicológica, e está associado a inúmeras doenças, agressões e acidentes, incluindo os de trânsito. Portanto, não deveria haver nenhuma indução ao consumo ou qualquer situação que indique se tratar de uma “mercadoria qualquer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando as bebidas alcoólicas fazem parte da continuidade de gôndolas onde há refrigerantes, águas mineral, sucos, bebidas isotônicas e mesmo alimentos, estamos a indicar – mesmo que sem a intenção deliberada – uma falsa “inofensividade”. Tratam-se de substâncias que contém quantidades de álcool suficientes para embriagar, ou seja, intoxicar uma pessoa de forma temerária, imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, não seria prudente e, mais que tudo, educativo, estabelecer-se uma separação maior das bebidas alcoólicas das demais mercadorias nos supermercados e congêneres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sessão em separado, mas dentro do estabelecimento, com porta específica de entrada, podendo manter uma clara visibilidade através de divisórias com "janelões" translúcidos ou totalmente transparentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sessão, internamente, além de todas as indicações normais das demais gôndolas, também poderiam estar dispostos objetos de merchandising das diversas marcas de cervejas, vinhos, água ardentes, whiskys, conhaques, licores etc. - junto com abridores de garrafa, baldes, pegadores de gelo, equipamentos complementares para o consumo, que poderiam estar ali também, sem necessidade de procurar-se em outras prateleiras. E, se se quisesse ampliar ainda mais os meios de prevenção, poderiam ser dispostos avisos de advertência e outros materiais informativos sobre o uso indevido e consequencias danosas à saúde e bem-estar do consumidor e da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo ue observamos, os cigarros e outros produtos assemelhados já têm espaços internos em separado dentro de alguns estabelecimentos – “tabacarias” internas. A separação e o cuidado se justificam como uma ação restritiva e educativa ao mesmo tempo, dentro de uma postura corporativa de comércio responsável e marketing engajado, socialmente correto, trazendo, ao final, vantagens diretas ao sistema mercadológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa-se a mensagem de cuidado e, ao mesmo tempo, oferece-se um espaço mais exclusivo e até confortável aos adultos que têm condições de arcar com a responsabilidade do consumo de bebidas alcoólicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-2394572592410900689?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/2394572592410900689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=2394572592410900689' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2394572592410900689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/2394572592410900689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/02/bebidas-alcoolicas-responsabilidade-dos.html' title='Bebidas alcoólicas: responsabilidade dos supermercadistas e vantagens para toda a sociedade (por uma seção especial para produtos com venda restrita)'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S5Jiul2vgvI/AAAAAAAAAU4/FflvdXW1xQ0/s72-c/DivisoriaDivulgacao03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1564566938146471767</id><published>2010-02-16T14:41:00.003-02:00</published><updated>2010-03-29T21:05:09.586-03:00</updated><title type='text'>Lobisomens e chupa-cabras...</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 242px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440368069436819922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S4AR71IoydI/AAAAAAAAAUQ/QzV2lDVKxxI/s400/lobisomemdivulgacao01.jpg" /&gt;*Não é porque está estreando o filme &lt;em&gt;O Lobisomem&lt;/em&gt;, com o ator Benicio Del Toro, que fiz este comentário. (Ou é? Não importa.) Mais porque li a última parte (antes da conclusão) do livro citado abaixo, ou seja, o capítulo VI: "As diabólicas criaturas da noite: vampiros, lobisomens e outros abantesmas". Como já falei, trata-se de um estudo histórico-acadêmico sobre a imaginação geradora de “monstros”, feita pela historiadora, professora da USP, Mary Del Priore. (E olha aí mais uma coincidência: “Del” Toro e “Del” Priory... O filme confirma que o lobisomem, como outras fabulações, permanecem vivas e rendendo histórias há séculos e séculos e séculos...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No romance &lt;em&gt;Fogo Morto&lt;/em&gt;, considerado a obra-prima do escritor José Lins do Rego, há um personagem, o mestre celeiro José Amaro, que ganha fama de ser lobisomem, porque, foi visto algumas vezes “suspeitamente” vagando nas proximidades de sua casa à noite – quando, na verdade, apenas buscava se refrescar e espairecer após um dia estafante. Mas a fama espalhou-se e o homem – agora tornado lobisomem – começou a por medo até em sua mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história ficcional de Lins do Rego, mas nutrida das suas vivências infantis e juvenis no nordeste brasileiro, interiores do estado da Paraíba das primeiras décadas do século 20, na zona de engenhos de cana-de-açúcar, com seus cangaceiros e devoções religiosas, registra, entre outros elementos socioculturais, a permanência viva de crendices de origem européias de séculos passados (500 anos, talvez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Del Priore, no seu já citado “Esquecidos por Deus: Monstros no mundo Europeu e Ibero-Americano”, diz que, no Concílio Ecumênico de 1414, os lobisomens ganharam o reconhecimento oficial até mesmo da Igreja Católica, em mais uma demonstração de que instituições tidas como fidedignas atestam como verdades o que não passa invento de lenda – gênero literário, de transmissão escrita ou oral (seja formal ou informal), que, acho eu, não devem ser desconsiderados em seus potenciais reveladores de conteúdos mais profundos da psique e das sociedades humanas, quando não de verdades por traz de cortinas de fumaça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “reconhecimento” de uma organização como a igreja cristã romana fez com que os casos de “licantropia” – transformação de um homem num híbrido com lobo – subissem vertiginosamente. “Entre 1520 e os meados do século XVII verificaram-se 30 mil casos no continente europeu.” [...] Segundo a concepção corrente, os lobisomens, após sua morte, tornavam-se “famintos mortos-vivos a sugar impiedosamente o sangue de suas vítimas”, anota a historiadora Del Priore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente me remeti aos relatos de contatos “ufológicos”... Não há aí, mais uma vez, paralelos e continuidades entre os lobisomens do século 13 e o do livro &lt;em&gt;Fogo Morto&lt;/em&gt; com os relatos “pavorosos” envolvendo chupa-cabras e outros “monstrengos” tidos como “extraterrestres”??? Sangue, aparições noturnas, marcas e... busca frustrada de provas. Mas, mesmo assim, as narrações continuam e se renovam, “enfeitiçando” a nós, sedentos do miraculoso e do terrificante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deve ser a toa que hoje o chupa-cabras coloca-se como mais um personagem do folclore popular brasileiro (e em vários outros países), junto com o curupira, o saci-pererê, a mula-sem-cabeça etc. E, de novo, há aí o “dedo” de muito “ufólogo” a contribuir para a expansão de um “folclorismo ufológico” em lugar do estudo metódico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1564566938146471767?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1564566938146471767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1564566938146471767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1564566938146471767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1564566938146471767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/02/lobisomens-e-chupa-cabras.html' title='Lobisomens e chupa-cabras...'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S4AR71IoydI/AAAAAAAAAUQ/QzV2lDVKxxI/s72-c/lobisomemdivulgacao01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6957172638617655766</id><published>2010-02-12T18:06:00.006-02:00</published><updated>2010-02-12T18:47:53.687-02:00</updated><title type='text'>Geoglifos e o Realismo Fantástico no "Fantástico"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3W8415gHII/AAAAAAAAAT0/sc2SZ-MZG7M/s1600-h/bergierdivulgacao2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 355px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3W8415gHII/AAAAAAAAAT0/sc2SZ-MZG7M/s400/bergierdivulgacao2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437459809846697090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sobre a reportagem no programa Fantástico (Rede Globo) de domingo passado, 07/02/2010, vai também meus comentários feitos em outra lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ampliar um pouquinho o mesmo comentário anterior, começando por tentar grafar a palavra “geoglifos” corretamente (escrevi “geóglifos”)...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De fato, muuuuuito interessante! Geoglifos que estavam "escondidos" em meio à mata amazônica brasileira (extremo-oeste, próximo ao Acre) datam de pelo menos o século XIII (e eu desconfio que são bem mais antigos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso aqui foi gente que fez. É trabalho de engenheiro”, diz o proprietário de terras, o Sr. Jacob Queiroz, do alto dos seus 93 anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas engenheiros que geraram este conhecimento de que forma? Ou, então, de onde eles vieram? Como detinham essa tecnologia? Onde foram parar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões em aberto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São valas enormes: retângulos, círculos, octógonos e outras formas muito bem delineadas. E até poucos anos, completamente tapadas pela densa floresta tropical, hoje, infelizmente, rareando em vários pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos permitiu a visualização dessas misteriosas obras. Dizem que foram feitas num período de seca intensa, quando a vegetação desapareceu... Deve ter durado muito tal seca. Ou o arvoredo foi desbastado pelos “engenheiros”? Ou os “desenhos” foram feitos num período ainda mais longínquo, quando a mata nem estava formada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Também me chamou a atenção a pressa dos jornalistas em descartar qualquer hipótese que remeta à ufologia – e de uma maneira grosseira, chamando os ufólogos, mesmo de forma indireta, de "delirantes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repórter diz o seguinte: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Também não faltam suposições delirantes. Exemplo: os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres. O mesmo já foi dito sobre as linhas de Nazca, no Peru – desenhos gigantescos no deserto, com formas de animais. Pura fantasia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que “fantasia”, delírio? Há alguma explicação cabal já dada e aceita pela comunidade científica “tradicional”? A própria reportagem menciona que estamos longe de alguma resposta com maior certeza ou consistência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tal “prevenção anti-ufológica” imediata me parece tão estúpida quanto o já se sair afirmando que “é sem dúvida coisa de ETs”. Assim, a matéria demonstra e espalha preconceitos em relação aos estudos de ufólogos e ao interesse genuíno de todos os ufologistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que há aí uma culpa “nossa”, dos auto-denominados ufólogos, quando dão guarida não a uma ciência aberta, mas a cultos, crendices e coisas assemelhadas...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para mim, dentro da ufologia, os geoglifos amazônicos são muito mais importantes – do que, por exemplo, crop circles – para lançarmos hipóteses de criações ligadas a outras inteligências, a outras civilizações, quem sabe, até, extraterrestres... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso um pouco influenciado pelas leituras esparsas dos últimos dias: “O Homem Eterno”, de Louis Pauwels e Jaques Bergier [na fotinho acima] (autores do bem mais famoso “O Despertar dos Mágicos”) e Manuscritos do Mar Morto, de Edmund Wilson (também do bem mais afamado “Rumo a Estação Finlândia”). Duas obras que demonstram grande erudição, passada em linguagem acessível e com ponderações “para além do comum”, mas não-sectária, sem proselitismos ou anunciações proféticas. (Caminhos para desvelamentos, e não mistificações que nos empurram a um atoleiro religioso sem saída.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Pauwels e Bergier, de “O Despertar dos Mágicos”, estão arrolados entre os cunhadores (se não são os primevos) da expressão "realismo fantástico". Parece que há uma confusão entre este termo - "realismo fantástico" -, que quer exprimir um &lt;em&gt;maravilhamento&lt;/em&gt; com informações que são indicadoras de surpreendentes e empolgantes hipóteses sobre o ser humano, a humanidade e o cosmos, e o termo "realismo mágico", para designar a literatura de caras (geniais também!) como o colombiano Gabriel García Márquez, que produzem contos e romances onde elementos "irreais" entram em histórias verossímeis, caso de "Cem Anos de Solidão".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6957172638617655766?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6957172638617655766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6957172638617655766' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6957172638617655766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6957172638617655766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/02/geoglifos-e-o-realismo-fantastico-no.html' title='Geoglifos e o Realismo Fantástico no &quot;Fantástico&quot;...'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3W8415gHII/AAAAAAAAAT0/sc2SZ-MZG7M/s72-c/bergierdivulgacao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1003736168318388293</id><published>2010-02-12T12:05:00.006-02:00</published><updated>2010-02-28T16:41:23.568-03:00</updated><title type='text'>Serão os ETs de hoje a versão dos monstros do século XVI?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3Vg--Vx5CI/AAAAAAAAATs/6T6ejDuWPpg/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437358760122246178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3Vg--Vx5CI/AAAAAAAAATs/6T6ejDuWPpg/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;*Mais comentários que elaborei para o debate com meus amigos ligados em ufologia e assuntos correlatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que isso não seja algo que inviabilize estudos sérios no campo da ufologia – e, pelo contrário, signifique uma interessante linha de investigação para ufólogos –, o meio ufologista está repleto de fabulações. Os relatos extraordinários abundam e, na verdade, acabam por ser uma das características fundamentais daquela que pretende ser a “ciência dos ufos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei subsídios muito úteis para pensar a questão na abordagem feita pela historiadora brasileira Mary Del Priore, professora na Universidade de São Paulo, em seu livro Esquecidos por Deus: monstros do mundo europeu e ibero-americano: uma história dos monstros de Velho e do Novo Mundo (séculos século XVI -XVIII), publicado pela Companhia das Letras em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela diz que, ao vasculhar a produção historiográfica de 200 anos sobre o tema, conseguiu “Resgatar do fundo cultural europeu do século XVI ao XVIII, algumas estruturas mentais por meio das quais se concebiam os monstros e sua diferença.” Del Priore assinala que “‘O possível não se distinguia do impossível’. Os cronistas e viajantes afirmavam, mão sobre o coração, ser verdade o que diziam. Em nome de sua experiência pessoal? Raramente. Com freqüência, em nome da experiência de outrem, de alguém digno de fé, de quem se ouvira falar uma história ‘de verdade’ sobre monstros e monstrengos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos relatos resultaram em um consenso geral e sólido, que só foi solapado pela afirmação e investigação “fundada na observação e na experiência”, o que configurou (e configura) a metodologia científica clássica, não mais “confiando” em narrações de “arrepiar o cabelo” – tão prazerosas, tão anunciadoras do empolgante “fora do comum”, mas carentes de sustentação além do “juro que vi” ou “me disseram que enxergaram com os próprios olhos” etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na introdução do seu livro, a historiadora anuncia, quase poeticamente: “Passeio por um universo insólito e ao mesmo tempo cotidiano, passeio pelas ‘marcas de nossos medos’, essa história dos monstros se esforça por penetrar e descobrir no espírito do passado o porquê do imaginário ser tão importante, tão digno de interesse e de poder quanto o visível.” E esta aí, também, um aspecto do respeito que devemos ter em relação aos relatos “ufológicos”, que todos os dias escutamos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMAGENS – No bestiário, livro com relações de monstros e afins, de Marcotelius, abade e filho de "Felipe, o Bom", príncipe francês nascido em 1396, havia a descrição, com ilustração, de um ser que tem conformações que se assemelham a de gravuras de extraterrestres contemporâneos. Trata-se do "cardeal do mar" (veja acima a reprodução da ilustração) que Del Priory descreve como "imenso peixe dotado de cabeça humana coroada por uma mitra que, segundo uma história relatada por Petrorius, teria aparecido em 1433 no litoral da Polônia. Depois de ter entretido bispos locais, com os quais se comunicara por gestos, abençoou a todos, desaparecendo a seguir num sonoro e elegante mergulho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufologistas poderiam dizer que "está aí mais uma confirmação da existência de seres extraterrestre desde séculos passados". Mas outra argumentação poderá argumentar que os ETs são uma continuidade do atávico motor humano a fabricar suas fabulações, imprimindo nelas seus temores, expectativas, referências culturais e a vontade de emocionar-se com o transcendental, o não-ordinário, o incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que me parece indicar o texto da professora da USP: Manter-se atento, não descartando, mas também não endossando imediatamente os relatos alheios – ou, mesmo, as nossas próprias visões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FINALIZANDO – No capítulo de conclusão, a autora lança uma síntese, que também pode servir para as “histórias de ETs”, nos remetendo ainda a mais estudos: “Há nessa trajetória uma quase universalidade de imaginação sobre os monstros em todas as sociedades, do passado e do presente. O que leva a pensar que eles [os monstros ou ETs] têm, aí, um papel importante; os homens, todos eles, obrigam-se a construir mentalmente algo que lhes dê medo. E o medo pode ter suas fontes na religião, na ciência ou na política.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri J. Azeredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas outras citações que anotei do livro da Del Priory:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O domínio do imaginário é constituído pelo conjunto de representações que transbordam do limite imposto pelas constatações da experiência e do encadeamento dedutivo que estas autorizam.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[Aquilo que é comum nos humanos:] a curiosidade de longínquos horizontes no espaço e no tempo, terras e mares nunca dantes vistos, angústia inspirada pelo desconhecimento do futuro, em seres extraordinários, atenção aos sonhos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O imaginário [...] servia como contrapeso à regularidade e à banalidade do cotidiano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***O texto postado na lista do MGU gerou comentário. Aproveitei para reafirmar o meu ponto de vista. Colo abaixo esta minha “réplica” – com mínimas modificações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviada: terça-feira, 2 de fevereiro de 2010&lt;br /&gt;Para: MGU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, colega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a tua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos, sim, no Conexão Ufo (programa na Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul) de duas semanas atrás (janeiro 2009), sobre o assunto. Não estava na "pauta", mas surgiu entre as clipagens que eu costumo trazer ao programa, que muitas vezes "rende" um bom debate ou bate-papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto que rascunhei e passei à lista, tento ligar uma perspectiva sobre "monstros" do século XVI-XVIII, construída pela historiadora Mary Del Priore, para analisarmos os relatos de ETs. Acredito que pode haver, em comum, uma série de componentes sócio-culturais e psicológicos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, sinceramente, que a "vontade de acreditar" (ou o "I Want to believe", subtítulo mui explicativo do último filme Arquivo X) impulsiona ou "contamina" muitos de nós, e aí, não raro, acabamos endossando narrações que não passam de fantasias ou crendices em novas roupagens (prateadas ou verdes... hehe!). Nem por isso, devem ser desrespeitadas, desconsideradas, mas, entretanto, vistas com cautela e também sob um olhar, digamos assim, sociológico ou psicossocial – e sem, muito menos, em princípio, desmerecer as pessoas que trazem tais histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, há sempre alguém que gosta de chamar a atenção e então "inventa" algum caso "fantástico". Olha o acontecido, fora da ufologia, com aquela mulher que disse ter vivido um drama durante o “11 de setembro”, perdendo o noivo e blablablá lá nas torres! Também comentamos esse “episódio” no programa, fazendo um "link" com narrações completamente ficcionais e, não raro – o que é pior ainda -, flagrantemente inverídicas, pra não dizer mentirosas, com fins mais ou menos escusos, levando gente respeitável a cair no ridículo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Ainda envolvendo o debate sobre “monstros &amp;amp; ETs”, segue-se outra mensagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 5 de fevereiro de 2010, Iuri Azeredo escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos colegas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esses avisos envolvendo Ashtar Sheran...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... Mandei pra vocês dias atrás um rascunho de um comentário meu com o título “Serão os ETs de hoje a versão dos monstros do século XVI???”. E toda esta preparação para um iminente contato dramático para a salvação do planeta e da humanidade decadente me parece entrar nas fabulações similares às referidas e estudadas pela historiadora Mary Del Priore... Além do “apocalipsismo”, que nos acomete constantemente desde não sei quando, sendo adiado sempre e sempre, mas mantendo o seu vigor, vide as previsões para 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também está aí, nesses informes e recomendações pomposas, marciais, militarescas até (“comando...", "confederação de mundos...", "tropas dos quadrantes...", "Comandante em Chefe..." etc.), um aspecto messiânico conformador (ou deformador?) da ufologia, que lhe tira, de uma maneira radical, absoluta, do campo científico – mesmo quando falamos de física quântica ou da biologia dos campos morfogenéticos, entre outras linhas pautadas em paradigmas mais abertos, digamos assim. Estamos no campo da religiosidade, da estruturação de seitas “ufologistas” – que, em si, como me referi sobre narrações sobre ETs, merecem toda a atenção do ufólogo, mas não como um engajado ou “crente”. Acho que a postura deveria ser de um estudioso criterioso, que mantém um distanciamento básico, que permita uma abordagem/análise com menos “vícios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Vendo uma ilustração de Ashtar Sheran, comentei com o Rafa que a figura me lembrava o David Bowie em sua melhor forma. Um humano “modelo de beleza”, loiro, forte, alto, olhar inteligente e compassivo, também similar a algumas representações de Jesus – outra referência que se cruza neste “culto ashtariano” e reforça ainda mais os elementos de religiosidade messiânica do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Ademais, falando em pop, a mencionada pomposidade em designações grandiloquentes como "Comando Ashtar", "Conferderação de Mundos Livres" etc., aludem direto a sagas cinematográficas como Guerra nas Estrelas. O imaginário nesta "cruzada new age espacial" parece não ter nada de muito original...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Última mensagem envolvendo o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviada: domingo, 7 de fevereiro de 2010&lt;br /&gt;Para: MGU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados colegas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a atenção e deferência dos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, podem ter certeza de que é com respeito e sincero interesse que me move a debater e externar minhas opiniões sobre temas como Ashtar Sheran e correlatos. Mas não consigo evitar de também tratar com uma certa zombaria, derivada do meu lado cético e pouco afeito a tantas evidências de dubiedades e fraqueza de sustentação –, além da boa vontade ou fé no que é dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, agradeço a vinda da mensagem, porque me provocou a busca de mais informações sobre algo que conhecia alguns poucos fragmentos. Nem suspeitava, por exemplo, que toda esta mobilização no Brasil, que tem a figura de Asthar como centro, desencadeou-se na Bahia, através de um médium Paulo Fernandes, que diz ter estabelecido contato com o “Comandante das Frotas Intergaláticas” e escreveu um relato - “O jovem que se encontrava com extraterrestres” -, fundando, em 1973, o “Ceeas”, Centro de Estudos Exobiológicos Asthar Sheran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não sabia que, antes disso (22 anos), em 1947, houve, na Califórnia, EUA, também a partir de acontecimentos semelhantes (ou semelhantes foram os que aconteceram posteriormente no Brasil...), o surgimento de toda uma organização baseada em supostas mensagens de Asthar, na ocasião intermediadas por um piloto de avião, Van Tassel, e que também fundou um movimento a partir de “orientações” de Asthar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui e lá, se sucederam “mensageiros” do “comandante em chefe”. (Repito: “ele” vem em paz, mas suas denominações estão ligadas diretamente à guerra, ao belicismo, ao militarismo, por detrás de um discurso “amoroso”, compassivo, como, aliás, acontece em relação à figura de Jesus – em nome do qual já se matou tanta gente neste planeta em cruzadas sanguinolentas –, figura mítica, o Cristo, com a qual Ashtar se “mistura” e até confunde-se...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tudo aí parece remeter a estruturações religioso-messiânicas. E, em específico, remetem a tantas outras proto-seitas ufologistas mais ou menos apocalípticas, caso da recentemente implodida mobilização em torno da figura ficcional (todas as indicações levam a isso) chamada Jan Val Ellan – que, acho eu, não por acaso rima com Ashtar Sheran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuri&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1003736168318388293?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1003736168318388293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1003736168318388293' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1003736168318388293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1003736168318388293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/02/serao-os-ets-de-hoje-versao-dos.html' title='Serão os ETs de hoje a versão dos monstros do século XVI?'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3Vg--Vx5CI/AAAAAAAAATs/6T6ejDuWPpg/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7048967196738659477</id><published>2010-02-02T11:04:00.004-02:00</published><updated>2010-02-07T21:19:15.447-02:00</updated><title type='text'>Tapejara: autocrítica, bom humor e o mundo real do peão gaúcho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S23q0nCcXFI/AAAAAAAAATc/vBvB3pkv-7o/s1600-h/PampaPalffyArgentina.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435258514859383890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S23q0nCcXFI/AAAAAAAAATc/vBvB3pkv-7o/s400/PampaPalffyArgentina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Observando algumas comunidades no orkut, que “tiram” o Tapejara – personagem do desenhista e escritor (quadrinista) Paulo Louzada – para “defensor” do gauchismo, entendido como uma autoglorificação, uma autoconsideração superlativa, como se fossemos nós, gaúchos, “o sal da terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu acho que “o último guasca” é exatamente isso: um guasca (mas não o último), ou seja, o homem rude, que vive nos interiores ou beiradas de cidades, afastado dos refinamentos citadinos, tendo contados esporádicos ou indiretos com o cotidiano “civilizado” da “boa sociedade”. O dia-a-dia do Tapejara é com os animais, as pessoas e o ambiente de uma pequena comunidade no fundo de algum rincão (ou vila de arrabalde e até mesmo na periferia empobrecida de grandes centros urbanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Tapejara se cria, se forma, se educa e socializa em uma “outra lógica”, que, ao se chocar com a “normalidade”, nos faz rir da sua “grossura” e “exotismo” – um xucro, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo inspirado em elementos da estátua O Laçador, não é um “modelo de gaúcho”, desses estereotipado pelo MTG – certinho, limpo, com o lenço combinando com a bombacha, que vive em apartamento nas cidades e vai de carro para ensaios de dança e lê manuais que normatizam o comportamento “tradicionalista” (acs!). Não. Ele é desengonçado e parece um palerma, fanfarrão e sentimental. Eu disse “parece”, ou “aparenta”, porque, na verdade, estamos rindo é de alguém que colide com as posturas tidas como “corretas”, “altaneiras”, “civilizadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nisso , além da gargalhada, surge a nossa simpatia pelo “animal” – justamente porque ele não é o “centauro dos pampas”; não é “um certo capitão Rodrigo”; não é, muito menos, algum gaúcho de programa dominical de TV. Não tem refinamentos intelectuais, acadêmicos, literários; nem um saudosismo piegas de algo que, a rigor, é ficcional, fantasioso, jamais existente; é romanceado como a índia Iracema de José de Alencar. Tapejara VIVE na terra e, embora a comédia, é um gaúcho REAL, de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A genial criação de Louzada é um “índio” pobre, fora de modismos, desconhecedor de “regras de etiqueta”; possui apenas o seu rancho, seus amigos humildes e sua égua amada (em toda a extensão do termo!); sua instrução é mínima e suas necessidades, preocupações e desejos, básicos. Mas não é um “mal-educado” ou um turrão. É, na verdade, cheio de sensibilidades, fugindo ao machistismo gauchesco, tão insistentemente reivindicado, que virou o seu contrário no anedotário nacional – o gaúcho só pode ser um “boióla” por de traz de tanta necessidade de afirmação de sua masculinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapejara é bagual, mesmo! Louzada não lhe dá polimentos de CTG. Mostra características do cotidiano e cultura pampianas a partir dos homens e das mulheres simples, sem posses, que sobrevivem em cantos marginais do RS – e também pela Argentina, Uruguai e Paraguai. Aliás, Tapejara – “Senhor do Caminho” em tupi-guarani – tem tudo a ver com O Banheiro do Papa, belo filme que fala da vida de gaúchos uruguaios, vivendo nos arrabaldes da cidade de Mello, próximo a Aceguá, no Brasil (fica a dica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tiras, faz-se troça da própria galhardia e coragem “gaúchas”. Exagerada por uma história mitologizada, reproduzida acriticamente, Tapejara, ao contrário, mostra a humanidade do gaúcho; o ser humano falho e risível; o perfeito idiota que todos podemos ser muitas vezes; mostra-nos que, mesmo em nossas limitações de “cultura”, podemos ter as maiores nobrezas; mesmo considerando singularidades, somos, como gaúchos, gente comuns, e não super homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminara a conversa, Louzada, por suas historietas, presta um grande serviço, ao mesmo tempo fazendo piada e, paradoxalmente, pela comédia ficcional e até nonsense, apresentando características socioculturais de um gaúcho mais factual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que saber rir de si mesmo é uma virtude positiva. Não um rir de façanhas e ganhos para se gabar, mas um rir das nossas limitações e falhas que nos fazem todos humanos, irmanados por esta condição de seres precários.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7048967196738659477?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7048967196738659477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7048967196738659477' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7048967196738659477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7048967196738659477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/02/tapejara-autocritica-bom-humor-e-o.html' title='Tapejara: autocrítica, bom humor e o mundo real do peão gaúcho'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S23q0nCcXFI/AAAAAAAAATc/vBvB3pkv-7o/s72-c/PampaPalffyArgentina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1024308762399388557</id><published>2010-01-29T22:46:00.001-02:00</published><updated>2010-02-06T20:21:16.307-02:00</updated><title type='text'>Sim, brinco é coisa de gaúcho!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S2OB5_bAUcI/AAAAAAAAATM/ufdtDMS1hCA/s1600-h/GauchoLaPlata.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432328408816177602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S2OB5_bAUcI/AAAAAAAAATM/ufdtDMS1hCA/s400/GauchoLaPlata.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que há um certo ridículo nas posições francamente preconceituosas dos autodenominados tradicionalistas, que se pretendem guardiões da “autêntica identidade gaúcha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou desconhecedores, ou leitores limitados a manuais de CTGs, reproduzem idéias que nada tem a ver com “usos e costumes” tradicionais. Têm a ver com uma normativa conservadora, arbitrária e datada, estabelecida por um grupo com padrões moralistas e estéticos desligados de "real passado", ou seja, do que se tem de documentação fidedigna da formação da população pampiana – do sul do Brasil, e regiões platinas do Uruguai e Argentina – alcunhada de gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um exemplo: o uso de brincos por homens. Sem conseguir disfarçar a homofobia latente – às vezes, parece, tentando exorcizar fantasmas de sua própria orientação sexual, que não consegue seguir convenções sociais –, proíbe-se o uso deste tão antigo adereço corporal, que, pela ignorância e preconceito mencionados acima, associa-se unilateralmente como algo "de mulher" ou "de maricas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois vejamos a ilustração (de Raimond Quinsac Monvoisin, pintor francês, retirada do livro de Véra Stedile Zattera, Cone Sul – Adereços Indígenas e Vestuário Tradicional,1999) que acompanha este texto. Um garboso “Estanciero” do “Rio de La Plata”, com indumentárias tipicamente gauchas – chiripá, esporas, laço, lenço etc. –, apresenta em sua orelha uma argola metálica, de provável uso habitual e elemento que reforçava a masculinidade do portador - bem ao contrário do que julgam certos senhores macanudos, que se escandalizam, porque presos em seu parco conhecimento histórico e abertura às mudanças culturais inerentes à dinâmica social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lembremos também dos mais que machescos piratas, retratados com suas argolas nas orelhas e faca entre os dentes, em cruentas lutas para espoliar embarcações em alto mar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não seria ao menos prudente, para não se sair a dizer mentiras e evitar “cagar lei”, proibindo estupidamente isso ou aquilo em nome de asnices? Paremos e busquemos sempre saber mais, refletir, informar-se – e não nos guiarmos por concepções e emocionalismos cujo fundo é tão frágil, tão débil, que só se sustenta numa infeliz indigência intelectual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1024308762399388557?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1024308762399388557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1024308762399388557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1024308762399388557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1024308762399388557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/brinco-e-coisa-de-gaucho-sim-senhor.html' title='Sim, brinco é coisa de gaúcho!'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S2OB5_bAUcI/AAAAAAAAATM/ufdtDMS1hCA/s72-c/GauchoLaPlata.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3886441153830990502</id><published>2010-01-29T21:27:00.002-02:00</published><updated>2010-02-11T21:26:26.258-02:00</updated><title type='text'>O fumante gourmet</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3SSGCUlHPI/AAAAAAAAATk/Eaq_nvNleaE/s1600-h/PipeNativePeB.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 276px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437131282543090930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3SSGCUlHPI/AAAAAAAAATk/Eaq_nvNleaE/s400/PipeNativePeB.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dizem que a apreciação possibilitada pelos órgãos dos sentidos é um aprendizado, uma sabedoria desenvolvida ao longo da vida. A existência se qualificaria através de uma apropriação cada vez mais refinada das sensações intermediadas por nossos olhos, nariz, ouvidos, boca e pele, geradores de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seríamos sem as sensações, as emoções (em que pese deficiências físicas)? Parece que o ser humano se define pela sensibilidade, pela emotividade. E não só em situações “grandiosas”, mas em “pequenos momentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal introdução é para falarmos de coisas como comer, beber, cheirar, tocar, ver e, com isso, emocionar-se e gerar reflexões sobre o miraculoso da trajetória humana – de resto tão limitada e breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante tranqüilo e considerado superbacana e saudável palestrarmos sobre “o gourmet”, ou seja, a pessoa que curte pratos, cafés e vinhos, por exemplo. Mas o gourmet de cigarros, cigarrilhas, charutos e “assemelhados” definitivamente está entrando numa categoria muito próxima ao do drogadicto contraventor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não déia de ser compreensível. Após anos de propagandas massivas incentivando o consumo indiscriminado do tabaco, como se tratasse de um produto inócuo, as pesquisas médicas não deixam dúvidas sobre os males que o uso contínuo acarreta. E, sendo assim, estão certas as restrições ao consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, creio eu, só até determinado ponto os impedimentos são aceitáveis e válidos. Se a pessoa é maior de idade e não estiver prejudicando terceiros, fumar é algo que está na conta da sua liberdade, um direito individual básico contemplado nas legislações dos países civilizados e na própria Declaração Universal dos Direitos Humanos – que diz, no artigo 12º: “Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada”, tendo “direito a proteção da lei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente: se o fumante está trazendo incômodos com a exalação da fumaça, deverá se abster no momento, porque está ferindo a liberdade alheia. Mas em locais permitidos ou/e que não estejam influindo na saúde alheia, nada poderá impedi-lo, a não ser sua própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, me parece, está numa “satanização” do fumar e, consequentemente, do fumante. Concordo que o uso compulsivo do tabaco é tão perverso e detestável quanto o da bebida alcoólica e outras drogas lícitas e ilícitas. Mas comedidamente, responsavelmente, fumar é um prazer tão “digno” quanto beber um expresso, um cálice de algum cabernet, o degustar de um macarrão al pesto etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São momentos de fruição, de contentamento, onde os sentidos se alertam, as emoções afloram e a reflexão “corre solta”, embevecida e impulsionada por sabores, aromas, plasticidades e outros deleites estéticos e efeitos no bem-estar da pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sejam essas coisas que estejam nas origens milenares, ritualísticas, religiosas, xamanísticas de produtos elaborados a partir de vegetais como o tabaco. E considerando essas coisas, penso que banir-se o consumo do fumo é, na prática, impossível, tal o seu enraizamento histórico. Também é perder-se um meio adulto de autogratificação e expansão de percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordando com as limitações legais, para a proteção aos não-fumantes e não-influência a crianças e jovens (a mesma coisa deveria ocorrer com qualquer bebida alcoólica), vejo, entretanto, que há formas de convivência pessoal e coletiva com quem aprecia degustar seu “pito”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3886441153830990502?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3886441153830990502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3886441153830990502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3886441153830990502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3886441153830990502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/o-fumante-gourmet.html' title='O fumante gourmet'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3SSGCUlHPI/AAAAAAAAATk/Eaq_nvNleaE/s72-c/PipeNativePeB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7943006665452631121</id><published>2010-01-16T10:03:00.001-02:00</published><updated>2010-02-13T16:22:52.785-02:00</updated><title type='text'>Denuncismo e o sepulcro caiado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3bt7iUpMpI/AAAAAAAAAUA/PQsQz6W7uX4/s1600-h/email.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 313px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3bt7iUpMpI/AAAAAAAAAUA/PQsQz6W7uX4/s400/email.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437795207177908882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, por uma lista que participo, recebi um e-mail desses de “corrente”, denunciando um suposto ato de censura ao cineasta, comentarista político e escritor Arnaldo Jabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para registrar o meu repúdio ao denuncismo manipulador – da informação e dos internautas – reproduzo a troca de e-mails aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu mandei um e-mail fazendo umas "ponderações" sobre essa "corrente" e enviei pro pessoal da lista, mas não sei o que aconteceu. Ninguém reagiu... Vou aproveitar e colar a mensagem aqui de novo, porque fala disso: como usam de manipulações e falsidade para exigir "ética"??? [Por que será?]&lt;br /&gt;I.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*******************&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sem querer entrar em defesas partidárias, ideológicas etc., mas parece que essa é uma "notícia" requentada. Mais ainda: flagrantemente manipulada, para parecer "urgente", atual e com um conteúdo nada a ver com a notícia original. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tal retirada se refere a algo acontecido há mais de 3 anos, em 2006, durante as últimas eleições presidenciais, requerida pela coligação A Força do Povo. E como eu disse, sem ligação alguma com a opinião reputada ao Jabor, colada à mensagem enviada. A fala dele, contestada no processo de 2006, é completamente outra e está num contexto de disputa eleitoral, onde existe um regramento, nada a ver com "censura".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não sei quem produziu essa "corrente". Mas fica estranho. Que moral esse pessoal vai ter se usa informações manipuladas, distorcidas e mesmo inverídicas para combater supostas mentiras, escamoteações e "pouca-vergonha"??? Cai tudo por terra... A cueca está furada, tchê!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abaixo, a notícia que saiu em 2006 no Terra (http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1189873-EI6652,00.html).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;W.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;****************&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Notícias Eleições 2006&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Presidencial &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSE determina retirada de comentário de Jabor na Internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta, 13 de outubro de 2006, 15h43&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O ministro Ari Pargendler, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada da página da rádio CBN na Internet, e das páginas de todas as suas afiliadas, do comentário do colunista Arnaldo Jabor feito no último dia 10 de outubro. O juiz considerou que o comentário favorecia o candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) e prejudicava o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido da liminar para retirada foi requerido pela coligação "A Força do Povo" (PT-PRB-PCdoB), que apóia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogados da coligação argumentaram que o comentário de Arnaldo Jabor teria emitido opinião favorável ao candidato Geraldo Alckmin e negativa ao atual presidente da República. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O comentário impugnado foi o seguinte: "amigos ouvintes, o debate de domingo serviu para vermos os dois lados do Brasil. De um lado, um choque de capitalismo. De outro, um choque de socialismo deformado num populismo estadista, num getulismo tardio. De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos. De um lado, a teimosa demanda do Alckmin pelo concreto da administração pública, e do outro, o Lula, apelando para pretextos utópicos, preferindo rolar na retórica de símbolo (...)". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A rádio foi notificada da decisão, por fax, na quinta-feira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Redação Terra&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Leia esta notícia no original em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra - Brasil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1189873-EI6652,00.html &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De: v.&lt;br /&gt;Enviada: qui 14-01-2010 20:10&lt;br /&gt;Para:&lt;br /&gt;Cc: &lt;br /&gt;Assunto:&lt;br /&gt;Re: Náo deixem de ler [sic]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhas da internet. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Me dei o trabalho de pesquisar (rapidamente, é verdade) pra ver se esse é mesmo do Jabor, pois ele escreve bem melhor que isso pauleando o Lula e outros, sem julgar o tema do artigo, só o estilo. Sem falar que um simples "copiar/colar" da coluna dele já daria uma diagramação mais atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pareceu, um artigo escrito por alguém que não está convencido que só seu texto bastaria pra ser eloquente (além desse monte de exclamações !!! e esse grifos em vermelho, pra nós e o "povo" entendermos os tópicos.), preferindo colocar o nome de um articulista conhecido assinando, pra prestarem atenção. Mesmo que o que está dito não seja mentira, pode ser que eu esteja enganado sobre a pirataria intelectual para manipulação, mas achei ele em vários lugares, menos no Blog do próprio autor ou em algum veículo onde ele escreva. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----- Original Message ----- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From:&lt;br /&gt;To:&lt;br /&gt;Cc:&lt;br /&gt;Sent: Wednesday, January 13, 2010 1:25 PM&lt;br /&gt;Subject: Náo deixem de ler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSE determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixe de repassar é o mínimo que podemos fazer diante de tanta corrupção! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSE determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando- se, portanto, um ato de censura.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades! ' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não deixem de ler e reler o texto abaixo e passem adiante'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ARNALDO JABOR) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi que nos aconteceu?&lt;br /&gt;No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicá veis' demais.&lt;br /&gt;Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.&lt;br /&gt;Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.&lt;br /&gt;A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!! !!!!!&lt;br /&gt;Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada! !!!!!!!&lt;br /&gt;Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!!&lt;br /&gt;Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!&lt;br /&gt;Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!&lt;br /&gt;Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!  &lt;br /&gt;E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?&lt;br /&gt;Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.&lt;br /&gt;Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.&lt;br /&gt;Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...&lt;br /&gt;Está havendo uma desmoralização do pensamento.&lt;br /&gt;Deprimo-me:&lt;br /&gt;Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'&lt;br /&gt;A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio,tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.&lt;br /&gt;A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!!&lt;br /&gt;Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.&lt;br /&gt;No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.&lt;br /&gt;Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.&lt;br /&gt;E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.&lt;br /&gt;Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'&lt;br /&gt;Sempre que a verdade eclode, reagem.&lt;br /&gt;Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista' . Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...&lt;br /&gt;Mas agora é diferente.&lt;br /&gt;As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.&lt;br /&gt;Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.&lt;br /&gt;Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.&lt;br /&gt;Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESSE TEXTO PRECISA E DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, outro amigo, pela mesma lista, reproduzu outro e-mail denuncista, dessa vez contra o ministro Tarso Genro. Comentei o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo: não quero entrar em polêmica desgastante e já faz um bom tempo que não olho mais o PT e o mundo da política partidária com romantismo ou/e visão maniqueísta. Mas, Xanduty, mais uma vez, estamos diante de mais uma "corrente" que pretende "denunciar", "alertar" sobre sacanagens - só que a mensagem demonstra que, por de trás dela, aquele que a fez, é um sacana manipulador, cheio de má-fé, e que usa da boa-fé de opositores do PT etc. para "disseminar" uma cafajestada travestida de "preocupação ética". Quer dar moral, denunciar a imoralidade, mas cometendo uma baita imoralidade ao jogar com dados, usando de parcialidades para parecer escandaloso. Vale tudo, então? Os fins justificam os meios? Me faz lembrar da parábola bíblica, onde Jesus fala em "sepulcros caiados", no Evangelho de Mateus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É o que eu falei sobre aquela outra "corrente", dizendo que o Lula censurou o Jabor, numa grosseira manipulação, e que ninguém aqui comentou de volta...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com as informações que tenho, que saíram na Folha de São Paulo e no Estadão, não dá para concluir da forma que o carinha faz, num evidente "anti-tarsismo". Não se trata de jornalismo, mas de pura propaganda difamatória. Merda querendo combater merda, só aumentando a merda mais ainda. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E apenas um detalhe, pra não nos cansarmos mais: todos os dados usados pelas reportagens estão disponíveis no Portal da Transparência, site da Controladoria-Geral da União, do Governo Federal...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7943006665452631121?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7943006665452631121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7943006665452631121' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7943006665452631121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7943006665452631121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/denuncismo-e-o-sepulcro-caiado.html' title='Denuncismo e o sepulcro caiado'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S3bt7iUpMpI/AAAAAAAAAUA/PQsQz6W7uX4/s72-c/email.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1974953915236050078</id><published>2010-01-11T21:40:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T10:25:38.608-02:00</updated><title type='text'>Sacanagens ambientais no Cinturão Verde</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S0u3qla1A9I/AAAAAAAAASs/EqwKII6hX8A/s1600-h/desert-travel-walk.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425632118324921298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S0u3qla1A9I/AAAAAAAAASs/EqwKII6hX8A/s400/desert-travel-walk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Anteontem, 09/01/2010, num passeio à tardinha aqui pelo bairro Bom Fim (ou Bonfim), Santa Cruz do Sul, no sopé do morro onde está o Parque da Santa Cruz, numa grande área (ainda) baldia, que não sei quem é o dono (mas é usada pela gurizada pra jogar bola, papear, cortar caminho etc.), fizeram uma escavação bem ao lado de um conjunto de árvores - uma espécie de capãozinho numa elevação do terreno -, atingindo as raízes. Qual o objetivo? Tudo indica que fizeram aquilo para produzir uma "queda natural" das árvores, "liberando" o espaço, apropriando o terreno para uma futura construção – sem ser acusado de derrubada ilegal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área, suspeito, já deve estar nas mãos de algum figurão imobiliário da cidade, preparando mais um "novo empreendimento" – um loteamento do tipo “Parque dos Pintassilgos”... Santa hipocrisia! Baita sacanagem, baita irresponsabilidade de quem faz isso; uma contravenção e irresponsabilidade com o coletivo. O terror é saber que, na verdade, pouca gente está disposta ao menos a reclamar um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há, nesta área, locais onde descarregam lixo perfeitamente recicláveis: latas e mais latas de tinta e outros produtos de pintura e construção, além de vários tipos de materiais não-orgânicos, cuja decomposição levará décadas ou séculos – enfeiando, contaminando e alterando o micro-ecossitema. Pergunto de novo, indignado: Por que fazem isso? Há locais para fazer esses depósitos. Por que atirá-los assim, irresponsavelmente?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E isso que observei aqui perto de casa é só uma "pequena" sacanagem perto de tantas outras... Bem triste...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*******************&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais um comentário "a ver":&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Angra e o Cinturão Verde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são só os loteamentos populares santa-cruzenses, em bairros destinados a operários, têm ou trazem problemas ecológicos – como menciona uma recente reportagem (10 de janeiro de 2010) num jornal local a propósitos dos estragos das chuvas intensas. Loteamentos destinados a “classes sócio-econômicas mais privilegiadas” (leia-se “ricos”) podem estar colaborando – e muito! – para a degradação ambiental e graves acidentes. Vejam-se os loteamentos em sopés, encostas e até no alto dos morros e outras elevações da cidade, dentro do cinturão verde, área infelizmente cada vez mais desrespeitada – por indefinições e jogadas jurídicas. Mas disso pouco se fala. Por que será, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocupação dessas áreas altera todo o ecossistema, incluindo o fluxo pluvial, ou seja, o escoamento. Quanto mais casas, edifícios, conjuntos residenciais, mais área “concretada”, mais alteração na absorção e despacho das águas. Com o tempo, poderemos nos surpreender vendo um fenômeno semelhante a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com deslizamentos e “áreas nobres” – que, aliás, já se observa: no mês passado (dezembro de 2009), um deslizamento na rua/estrada que sobe do centro até o Loteamento Europa, interrompeu o trânsito na via...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos somos responsáveis. Quem compra um terreno e constrói nesses lugares, também tem responsabilidades. As imobiliárias, os empreendedores imobiliários, os donos das áreas, muito mais ainda! No imediatismo, comete-se desrespeitos terríveis – para com a geração futura especialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que o lucro acaba fazendo as pessoas relevarem cuidados e evidentes efeitos de médio e longo prazo. Talvez – e se continuar assim vai ser inevitável – quando alguma desgraça maior acontecer (as menores já estão em curso), essa ente que lucrou muito, já estará longe ou mesmo em baixo da terra... Mas espero que haja justiça de alguma forma. Se não a “dos homens”, alguma outra, emanada dos cosmos tão belo e tão desconsiderado em sua grandeza inefável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1974953915236050078?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1974953915236050078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1974953915236050078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1974953915236050078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1974953915236050078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/sacanagens-ambientais-no-cinturao-verde.html' title='Sacanagens ambientais no Cinturão Verde'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S0u3qla1A9I/AAAAAAAAASs/EqwKII6hX8A/s72-c/desert-travel-walk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7120296316222559514</id><published>2010-01-10T13:06:00.001-02:00</published><updated>2010-01-12T21:49:44.279-02:00</updated><title type='text'>Argentina, Buenos Aires, final de novembro, início de dezembro de 2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S00Kjni1RRI/AAAAAAAAAS8/1ayxy41hmlE/s1600-h/BuenosAiresCasaRosadaSalaCientistasNovembro2009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426004733078095122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S00Kjni1RRI/AAAAAAAAAS8/1ayxy41hmlE/s400/BuenosAiresCasaRosadaSalaCientistasNovembro2009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(De uma troca de e-mails no final do ano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que beleza!!! Amigos no show do AC/DC na Argentina. Inveja boa. Mas também não dá para reclamar tanto assim. Nesses acasos da vida (ou não tão acasos assim), estava eu em Buenos Aires nos dias anteriores a apresentação da banda-trilha da nossa fase heavy (de algum modo ela perdura até hoje)... Voltei de lá no dia 29. Via as propagandas pelas ruas, na TV, camisetas, bancas... Mas estava numa programação de trabalho, assistindo palestras e visitando universidades. Claro que dei várias bandas “extras” e acho que ao menos uma passada nos pontos de referência turística portenhos eu consegui dar - incluindo tomar um café no "Gran Cafe Tortoni" (aquele fundado em 1858, um dos primeiros da América), no planetário, no jardim botânico, na livraria Atheneu, viagem no subte (lembrando da canção do Vitor Ramil*), passeios no Porto Madeiro, Ricoleta, Palermo, Boca etc. Até dois tours por dentro da Casa Rosada, com "direito" a uma brevíssima estada no gabinete da Cristina Kirshner e no balcão de onde Evita discursava às massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci, sempre na corrida, municipalidades ao redor de BA, cpital federal - La Matanza, San Martin, Luhan e Tigre. E os shows que conseguir ir eram mais “culturais”, digamos assim: tango, folclore argentino e dança flamenca contemporânea (onde entrava na trilha até Pink Floyd).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena não ter muitas parcerias pra fazer mais coisas fora do “menu turístico” padrão. Havia comigo, pelo estágio que estava fazendo, colegas do México, Costa Rica, República Dominicana e Colômbia – cada qual com seus planos particulares e suas turmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, fizemos alguns passeios juntos e mais uns dias seríamos os melhores amigos da vida. Meu compatriota, da universidade do recôncavo da Bahia (UFRB), foi o mais parceiro, e caminhamos muitas e muitas quadras untos (assim como a turma mexicana, no último sábado da estada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma excelente experiência (vivência direta) e uma coleção de momentos novos e bacanas – além dos desagradáveis, é claro, que não tem como não fazer parte da coisa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo dos lugares onde estive, até parece que fiquei uns 2 meses. Mas foram “solamente” nove dias. A hospedagem era num hotel bacana, na esquina da Cerrito com a Peron, duas quadras do famoso obelisco, símbolo de BA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cheguei no sábado, 21, e voltei no domingo, 29, teve uns dias "livres", além do que a própria UNLaM (Universidade Nacional de La Matanza) nos levou durante a semana. Também à tardinha e noite eu saí por conta ou com algum camarada pra dar umas bandas, comer empanada y otras cositas más; até aquela "afamada" pizza "sabor único" (mussarela!) da Ugi's eu mandei bala (assim como o Sandoval - só que comi na própria pizzaria, que é uma experiência antropológica ainda mais radicalizada...), e picolé da Arcor - o tal deguste de comestíveis pops que o Agladis é especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca grana, pouco tempo, mas muita disposição pra conhecer as coisas. É claro que o tio até em passeata de "piqueteiros" se meteu - um protesto contra a influência da Igreja Católica no governo, condenando radicalmente o aborto, entre outras formas de visão machistóide de um cristianismo catatônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito de Buenos Aires e dos argentinos/as em geral. Sinceramente, to me lixando (parodiando o deputado local) pra soberbas – que dizem caracterizar em especial os que moram em BA. Se a gente procurar, vai achar essa soberba, sim. Aliás, uma soberba que muita gauchada está embebida até a ponta do pau, se achando – ridiculamente, me parece – o sal da terra brasileira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, boludo, há as diferenças regionais - de cultura, paisagens, formação étnica etc. Em fevereiro passei uns dias em Misiones (como já havia contado), que é, como tu sabes, uma província bem diferente do que a de BA, onde há até uma alemoada em cidadezinhas minúsculas, convivendo com guaranis que vivem em aldeamentos próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Ugi’s, eu pedi 1/4 de pizza e foi uma pechincha. Mas o refri custou quase o dobro (só havia a opção de botijas de 500ml e nada de suco ou outra "frescura"). O atendimento dos caras também era bem sem gentilezas, quase chulo. É pegar ou largar! Achei estranho os caras ficarem numas mesas altas ou encostados na parede, comendo direto na forma, sem talheres, só com uns guardanapos de papel vagabundo que pareciam cortados a facão. O ambiente todo é tosco. E os cartazes na parede com os preços pareciam feitos no Word pelo dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Café Tortoni, tem mesmo fila pra entrar lá em certos horários. Chegamos, mas logo entramos. Era começo da noite e toda a Avenida de Mayo é uma beleza de gentes e prédios. Há n café uma “aura sagrada". Balcões, mármores, pilares, rococós, mesas, luzes, quadros, fotos, xícaras. Vendem souvenires - como a própria xícara! E vi gente fotografando o banheiro, tchê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Subte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitor Ramil&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(canção do CD Tambong)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo dejo el sol detrás de mí&lt;br /&gt;Y bajo hondo en la ciudad&lt;br /&gt;La lengua que hablan por aqui&lt;br /&gt;Es toda hierro y oscuridad&lt;br /&gt;Del tunel llega una luz&lt;br /&gt;La luna me viene a buscar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay tanta gente en el vagón&lt;br /&gt;Todos me miran sin parar&lt;br /&gt;Sus ojos sueñan mi visión&lt;br /&gt;¿Que hago yo en este lugar?&lt;br /&gt;El tunel me hace comprender&lt;br /&gt;La luna me puede llevar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sur&lt;br /&gt;Subtemoon&lt;br /&gt;Subtedream&lt;br /&gt;Yo viajo en el Subtesur&lt;br /&gt;Yo viajo en el Subtemí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo veo el tiempo en la pared&lt;br /&gt;Que pasa y siempre queda allá&lt;br /&gt;Yo veo la vida en el tren&lt;br /&gt;Inmóvil puedo en él viajar&lt;br /&gt;El tunel negro es la razón&lt;br /&gt;La luna me hace delirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sur&lt;br /&gt;Subtemoon&lt;br /&gt;Subtedream&lt;br /&gt;Yo viajo en el SubtesurYo viajo en el Subtemí&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-7120296316222559514?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/7120296316222559514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=7120296316222559514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7120296316222559514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/7120296316222559514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/argentina-buenos-aires-final-de_10.html' title='Argentina, Buenos Aires, final de novembro, início de dezembro de 2009'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/S00Kjni1RRI/AAAAAAAAAS8/1ayxy41hmlE/s72-c/BuenosAiresCasaRosadaSalaCientistasNovembro2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3943107243671687921</id><published>2010-01-09T19:53:00.000-02:00</published><updated>2010-01-30T13:51:12.052-02:00</updated><title type='text'>Merchandising</title><content type='html'>Semana passada (hoje é 03/01/2010) fui ver o blockbusters mela-cuecas Lua Nova. Na falta de maiores atrativos, prestei atenção nas inserções, que chamamos merchandising ou “publicidade dissimulada”, diria eu. Notei que ao menos quatro empresas tiveram aparições diretas de suas marcas e produtos: Nissan (o automóvel usado pelo gostosão Eduard), Cannon (a impressora usada pela assediada Bella), Apple (um notebook também usada pela mocinha), Virgin (o avião que leva Bella e Alice para a Itália [não está aí, no país onde mora a família de nobres vampiros Volturi, mais uma publicidade subliminar?]) e Ferrari (automóvel esportivo usado pelas duas heroínas da película, percorrendo em alta velocidade estradas italianas [olha aí!]).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que o filme “se pagou” só com essas inserções. E acho que – em filmes carregados de charme e sucesso já garantidos – é uma das formas mais eficazes de afirmar uma marca no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance é quase chegar a subliminariedade. Quase, eu falei. A inserção deve ser sutil, mas perceptível, sem que pareça proposital. É aquilo do “sem querer querendo”, do Chaves...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a propaganda subliminar atinge camadas de percepção humana sub ou inconscientes, pelo limite da percepção (freqüência de sons e imagens), o merchandising é perceptível – um elemento colocado de forma a compor a cena sem ressaltá-lo, quer dizer, um componente do cenário na dramaturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver merchandising através de falas e gestos de personagens, como em Sim, Senhor, com o protagonista interpretado por Jim Carrey dizendo, numa situação humorística, onde estava super animado por um refrigerante energético. Ele dizia “Red Bulll, Red Bull, Red Bull!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também um merchandising de produto ou serviço de forma mais geral, bancado, suponho, por alguma corporação. Exemplo cinematográfico também atualíssimo, no filme que olhei ontem: Avatar. A personagem “Dra. Augustine”, interpretada por Sigourney Weaver, é uma fumante e aparece duas ou três vezes com seu cigarro, inclusive pedindo impacientemente o maço. Em tempos de antitabagismo, qual a razão de colocar-se uma cientista – e botânica (relacionada à natureza!) – fumando? O cigarro compõe a personalidade “turrona”, mas, no fundo, sensível e chave na trama pelo lado dos “mocinhos” da história. Não é perfeita como garota-propaganda de um produto cada vez mais marginalizado? Posiciona-se o cigarro como algo consumido por gente “rebelde”, líder (ela chefia o laboratório em Pandora), inteligente, forte e ativa (Augustine, quando está incorporada em seu avatar, aparece praticando esportes e comandando a equipe de incorporados em seus treinamentos nos seus “cavalos” – para usar uma linguagem da Umbanda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter um funcionamento adequado – concluindo –, todo o merchandising, deve ser um tanto periférico, mostrado ou mencionado num segundo ou terceiro plano, digamos assim. O cigarro consumido por Augustine e o automóvel dirigido por Eduard são elementos da cena, apresentados de forma positiva, associados a situações significativas, por protagonistas “heróicos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter a consciência de que isso está acontecendo no filme (ou outra obra, até mesmo quadrinhos, romances e novelas televisivas) é uma forma de ficarmos mais “imunizados” aos apelos comerciais, moldadores das personalidades, tão eficientemente inseridos nos filmes – peças da “indústria cultural”, por definição, formadoras de nossa psique através do entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***De forma grosseira, podemos dizer que merchandising se refere a técnicas para o posicionamento físico das mercadorias, de forma a impulsionar as vendas. No Brasil, o termo designa também a inserção de produtos, logomarcas ou outras formas de divulgação comercial em filmes, programas de TV etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3943107243671687921?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3943107243671687921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3943107243671687921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3943107243671687921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3943107243671687921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/merchandising.html' title='Merchandising'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-4625742190150085186</id><published>2010-01-02T16:07:00.000-02:00</published><updated>2010-01-03T13:18:04.690-02:00</updated><title type='text'>Dois mil e dez</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Sz-VZvxvo-I/AAAAAAAAASk/ssMJUqhSeTc/s1600-h/quintana6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422216745931744226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Sz-VZvxvo-I/AAAAAAAAASk/ssMJUqhSeTc/s400/quintana6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma das mensagens de fim de ano que deixei a uns amigos numa lista. Vai mais pelo poema do Quintana, que copiei do livro &lt;em&gt;Mario Quintana: Poeta Gaúcho e Universal&lt;/em&gt; (2007), um ensaio muito bom analisando poemas em conjunto com sua biografia, escrita por outro poeta (e professor afamado), Armindo Trevisan.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto, o poeta, nos anos 1990, pousa no quarto do seu hotel em seu trabalho criativo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segue a &lt;em&gt;mensagenzita&lt;/em&gt; e o poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belezura! A toda comunidade, desejos que 2010, "O ano em que faremos contato", &lt;em&gt;xege&lt;/em&gt; um baita ano - e que avancemos em nossas qualificações para fazer das nossas existências uma obra à altura do belíssimo - até pelo seu intrasponível significado - mistério que nos envolve (contem e é contido), mesmo que às vezes toldado por tantas picuinhas que nos deprimem e nos fazem desperdiçar a preciosidade fugaz de cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do velho bardo da meia tigela,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vosso servo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***E aproveitando clima de melancolia natalino, vai um poema do Mário, &lt;em&gt;aquele&lt;/em&gt;, o Quintana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo ainda... E nada mais importa...&lt;br /&gt;Aqueles dias de luz tão mansa&lt;br /&gt;Que me deixavam, sempre, de lembrança,&lt;br /&gt;Algum brinquedo novo à minha porta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas veio um vento de Desesperança&lt;br /&gt;Soprando cinzas pela noite morta!&lt;br /&gt;E eu pendurei na galharia torta&lt;br /&gt;Todos os meus brinquedos de criança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrada afora após segui... Mas, ai,&lt;br /&gt;Embora idade e senso eu aparente,&lt;br /&gt;Não vos iluda o velho que aqui vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero os meus brinquedos novamente!&lt;br /&gt;Sou um pobre menino... acreditai...&lt;br /&gt;Que envelheceu, um dia, de repente!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Soneto VIII, de &lt;em&gt;A Rua dos Cataventos&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-4625742190150085186?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/4625742190150085186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=4625742190150085186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4625742190150085186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4625742190150085186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2010/01/uma-das-mensagens-que-deixei-uns-amigos.html' title='Dois mil e dez'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Sz-VZvxvo-I/AAAAAAAAASk/ssMJUqhSeTc/s72-c/quintana6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1682920907302139847</id><published>2009-12-21T22:30:00.000-02:00</published><updated>2009-12-21T22:42:08.432-02:00</updated><title type='text'>Aliens... of the deep</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SzAV1KmnddI/AAAAAAAAASc/avKi3GnLvJE/s1600-h/aliens-of-the-deep.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417854354850280914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SzAV1KmnddI/AAAAAAAAASc/avKi3GnLvJE/s400/aliens-of-the-deep.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez vários aqui já tenha assistido este documentário (produção de 2004, da Disney Pictures) do diretor Cameron, de &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt; e, agora (2009), de &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt;. Por conta de uma reportagem que li na &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; (16/12/2009), fui pesquisar o filme no YouTube e achei até uma versão dublada em português (há legendada também). É algo muito muito bacana para quem gosta de pesquisas sobre lugares, estruturas, fenômenos e seres que jamais estão e acontecem na crosta terrestre. No caso, lugares e criaturas onde a luz solar, nosso alimento primevo, do qual somos totalmente dependentes, não atinge. A ecuridão é completa e está assim por milhões de anos. Literalmente, um outro mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título em português – Criaturas das profundezas – perdeu bastante a conotação, digamos assim, ufológica, ao optar pela palavra “criaturas” ao invés de “alienígenas” (&lt;em&gt;Aliens of the deep&lt;/em&gt;). Uma pena e talvez haja aí um preconceito embutido nessa “opção”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na equipe do projeto capitaneada pelo obstinado James, estão não só biólogos marinhos, mas astrofísicos e exobiólogos - caracterizando que ali se estava lidando, buscando, investigando vida alienígena, seja na Terra ou outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cismólogos – especializados em vulcões submarinos, astronautas e técnicos que trabalharam em missões espaciais, incluindo russos e seus equipamentos. Falam do programa &lt;em&gt;Seti&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Search for Extra-Terrestrial Intelligence&lt;/em&gt;, um programa que busca sinais emitidos por seres inteligentes, mas que, por congregar instituições como a Nasa, não tem a apreciação jocosa, carregada de menosprezo, que tem a investigação mesmo quando parte dos mais sérios ufólogos mundiais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal chega a profundidades de mais de 3 mil e 500 – três quilômetros e meio para baixo da água – uma massa absurda como teto; uma “atmosfera” de um peso insuportável; ambientes completamente fatais para os humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá há seres que não necessitam de sol, prescindem da fotossíntese; sobrevivem do calor e produtos químicos – fazem uma quimiosíntese. Algo completamente diferente e também não-imaginável; pressões e temperaturas contrastantes – do congelante ao calor de 400 graus (Celsius) em poucos segundos ou centímetros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das imagens fabulosas das criaturas e ambientes, o documentário faz fusões, mostrando as ligações entre a exploração de vidas marinhas nas altas profundidades e as possibilidades de vida em luas de Júpiter, por exemplo. Há uma fantástica especulação sobre a vida em Europa, que poderia guardar semelhanças com a vida encontrada no fundo dos oceanos da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os submergíveis são naves espaciais explorando - não o espaço ou atmosferas de planetas, mas espaços onde humanos jamais estiveram, mas têm similaridades e utilidades posteriores para a pesquisa de vida extraterrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo a eletricidade, a excitação da aventura, a emoção das visões, de verdadeiras descobertas, desvelamentos comoventes. Aparecem em frente aos olhos criaturas bizarras se movimentando – peixes, lulas, águas-vivas de formatos, detalhes e cores que talvez nem a mais poderosa imaginação poderia moldá-las – que dirá dar-lhes vida. Uma inteligência misteriosa e inacessível em seus desígnios está todo tempo se anunciando nestes “aliens” das profundezas oceânicas. Anunciam que a vida pode se constituir de modos além do poder humano de compreensão. Resta-nos o maravilhamento, a contemplação boquiaberta da nossa grande limitação – embora todos os aparatos tecnológicos e reflexões especulativas que desenvolvemos e nos possibilitam manipular forças e recursos da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao deparar-se por uma incrível situação de simbiose entre uma espécie de verme e bactérias cilíndricos, nas cores branco e vermelho, respectivamente, alimentando-se do calor e sulfatos emitidos por jatos do fundo da terra, a cientista se pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não teríamos imaginado estes animais se não existissem. Pergunto-me: o que mais haverá no oceano à espera de ser descoberto?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cameron diz que apesar de quão estupendos possam ser seres como os micróbios, ele deseja é encontrar-se com criaturas que sejam “bons conversadores”. Como muitos de nós, James quer estabelecer uma comunicação o mais próxima possível do verbal ou ao menos telepática... Tudo indica que esse dia chegará – se é que já não chegou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliens of the Deep (Criaturas das Profundezas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse (Interfilmes):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta James Cameron deixou bem claro seu interesse pelas profundezas do oceano ao filmar Titanic. Desde esse seu grande sucesso, Cameron não tem investido muito no trabalho atrás das câmeras até a produção deste documentário em média-metragem que se trata de um mistério do fundo do mar: a possível existência de vida extraterrestre, de acordo com algumas teorias. Acompanhado de jovens cientistas da NASA e biólogos marinhos, Cameron parte para uma expedição e compartilha com os espectadores esses mistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse (reproduzida no YouTube):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermes de quase dois metros, caranguejos cegos, uma biomassa de camarões brancos. Prepare-se para uma incrível viagem com o diretor vencedor do Oscar, James Cameron (Melhor Diretor, Titanic, 1997), e faça contatos com um mundo completamente diferente. Em uma emocionante aventura sob a água, conheça criaturas alienígenas que vivem sem a luz do sol, em um ambiente em que a água pode congelar ou ferver a qualquer momento. Seriam estas criaturas indícios da existência de vida fora do planeta? Divirta-se com impressionantes descobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um link com a primeira parte do documentário no YouTube:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ROMEmk8U8vs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1682920907302139847?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1682920907302139847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1682920907302139847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1682920907302139847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1682920907302139847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/12/aliens-of-deep.html' title='Aliens... of the deep'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SzAV1KmnddI/AAAAAAAAASc/avKi3GnLvJE/s72-c/aliens-of-the-deep.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-6148455644959610468</id><published>2009-12-19T14:15:00.000-02:00</published><updated>2009-12-19T14:27:20.202-02:00</updated><title type='text'>Fermentação entérica ameaça o planeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Syz-2q0zwLI/AAAAAAAAASU/Mb_faVDPZ_o/s1600-h/Boi.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416984666982039730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Syz-2q0zwLI/AAAAAAAAASU/Mb_faVDPZ_o/s400/Boi.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pessoal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando uns e-mails da lista do MGU, montei a seguinte reflexão, aproveitando que está terminando a COP15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fermentação entérica ameaça o planeta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta findando a conferência de Compenhague, a COP15. Assunto fundamentais para a sobrevivência da nossa "Nave Mãe" estavam e estão em jogo. Um fato que achei bastante interessante se refere a uma das nossas manipulações da população terráquea: a dos bovinos, nossos irmãos (reportagem no final). Um número estratosférico (!!!) desses seres e companheiros terráqueos, que predamos para nossa alimentação, ao emitirem em especial seus "arrotos" digestivos (os técnicos chama de "fermentação entérica"), num volume constante e impressionante, ao se somarem com outras consequencias da pecuária intensiva, tem significado "quase a metade de todos os gases causadores do efeito estufa no Brasil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, nossas relações com outros seres terrestres é de uma dominação bárbara, irresponsável e estúpida, porque ameaça até mesmo aquele que se pretende "O Rei da Criação"... Se agimos assim, sem consideração ao próprio planeta e companheiros animais e vegetais que conosco convivem, como seria com outros seres e lugares???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em gado, eu tenho simpatias pelo vegetarianismo. Há mais de 20 anos não costumo comer carne, em especial de mamíferos. Em muitas concepções de formação da corporidade animal (incluindo o animal humano, obviamente), existe o "corpo astral", campo energético que mantem-se agregado ao corpo físico por tempos, mesmo após a morte, interferindo na "astralidade" da pessoa que consome a carne, com consequências físicas e “espirituais” no sujeito “carnívoro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não como carne também por motivos estéticos - acho meio horripilante um animal esquartejado, como se vê em açougues. E motivos éticos: o sofrimento de um boi ou porco são tão evidentes; os gemidos, gritos e o pavor tão notórios, que tento evitar a cumplicidade com a crueldade implicada (cumplicidade) na matança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como onívoros conscientes, nós, animais humanos, podemos escolher nossa alimentação. Eu como carne esporadicamente, caso sinta muita vontade ou necessidade protéica, ou queira compartilhar com outras pessoas um determinado momento de refeição ou festejo. Muitos povos são carnívoros quase 100%, caso dos esquimós, pelo que sei. Morreriam se não comessem outros animais. Claro que isso parece ser feito - a morte, a caça, a preparação e o consumo (e não só os músculos são comidos, mas até o conteúdo do estômago e intestino) - dentro de uma ritualidade e enorme respeito ao ser sacrificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto anterior, na notícia justamente me chamou a atenção é que não se trada dos "flatos" (“peido” ou “pum”, no popular) dos bovinos ou outro animal. Essa grande quantidade de metano (CH4) que colabora no efeito estufa é produzida por herbívoros, que possuem o "rúmem", o "pré-estômago", e então "arrotam" o gás naturalmente, dentro do seu processo digestivo, a tal "fermentação entérica" mencionada - uma característica dos ruminantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a nocividade vem, na verdade, da quantidade ou volume produzido. Uma coisa é meia dúzia de bois; outra, é uma população de milhões "arrotando" ao mesmo tempo e sem parar...&lt;br /&gt;E quem desenvolveu uma população bovina desse tamanho aberrante?? Ora, quem se não os queridinhos de Deus ("Crescei e multiplicai-vos...")? Aqueles que se acham o "ápice" do processo evolutivo do Cosmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a pesquisa, inclui na chefia dos trabalhos um cientista do INPE, o nosso Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, além da Universidade Federal de Brasília (UnB) e outras instituições que me parecem confiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Metade das emissões de gases-estufa do Brasil vem da pecuária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 11/12/2009 às 11h03m&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA - O rebanho bovino brasileiro emite anualmente quase metade de todos os gases causadores do efeito estufa no Brasil. E a abertura de novas áreas de pastagens responde por 75% da área devastada na Amazônia e por 56,5% no Cerrado do país, estima um estudo inédito coordenado pelos pesquisadores Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (Inpe) e Roberto Smeraldi (Amigos da Terra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O levantamento, a ser divulgado amanhã na conferência sobre mudanças climáticas em Copenhague, aponta para o " potencial " de redução de emissões pela pecuária nacional. Essa concentração das emissões do país num único segmento seria, segundo os pesquisadores, " a mais importante " oportunidade de mitigação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Devemos caminhar para uma agricultura integrada ao ambiente tropical, científica e tecnológica, que aumenta sua eficiência, diminui seu impacto ambiental, inclusive em emissões" , diz o climatologista Carlos Nobre. As opções de mitigação pelo setor "não implicam o corte na produção atual" e podem ser compatíveis com a " elevação moderada " da produção. A compensação ambiental poderia ser feita via redução do desmatamento, eliminação do fogo no manejo de pastagens, recuperação de áreas e solos degradados, regeneração da floresta secundária, redução da fermentação entérica e implantação do sistema misto de integração lavoura-pecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa avalia as três principais fontes de emissão do setor: desmatamento para formação de pastagem e queimadas da vegetação derrubada, além de queimadas de pastagem e fermentação entérica do gado (o chamado " arroto " do rebanho). O estudo não considera, porém, emissões de solos de pastagens degradadas, da produção da ração, de grãos, do transporte e dos frigoríficos. Os cálculos seriam assim " conservadores " , pois não foi computado ainda o desmatamento fora da Amazônia e do Cerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo, assinado por dez cientistas, diz que as emissões da pecuária bovina caíram para 813 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente no ano passado, de 1,09 bilhão de toneladas em 2003. A emissão total associada à pecuária na Amazônia passou de 775 milhões de toneladas de CO2 a 499 milhões. No Cerrado, o volume foi de 231 milhões de toneladas a 229 milhões. Nas demais regiões do país, as emissões passaram de 87 milhões a 84 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho científico avalia que a alteração no cenário das emissões deve incluir o fim da impunidade nas grilagens de terras da União na Amazônia e a aplicação do decreto de crimes e infrações ambientais. " Há uma relação clara entre essa impunidade, a especulação fundiária desenfreada e a degradação das florestas, especialmente na Amazônia " , afirma. A implantação de grandes frigoríficos seria o " principal motor " da expansão descontrolada e sem precedentes da atividade pecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" A sustentabilidade econômica da indústria da carne requer drástica queda em carbono-intensividade " , diz Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://oglobo.globo.com&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-6148455644959610468?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/6148455644959610468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=6148455644959610468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6148455644959610468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/6148455644959610468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/12/fermentacao-enterica-ameaca-o-planeta.html' title='Fermentação entérica ameaça o planeta'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Syz-2q0zwLI/AAAAAAAAASU/Mb_faVDPZ_o/s72-c/Boi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3287739764077677803</id><published>2009-10-12T17:38:00.000-03:00</published><updated>2009-10-25T16:45:19.978-02:00</updated><title type='text'>O Gênesis segundo Robert Crumb</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/StOkZow8aXI/AAAAAAAAASE/Tj01HehHL3I/s1600-h/genesiscrumb2.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391833939239004530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/StOkZow8aXI/AAAAAAAAASE/Tj01HehHL3I/s400/genesiscrumb2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No &lt;em&gt;Segundo Caderno&lt;/em&gt; do jornal Zero Hora de 07/100/2009 saiu uma reportagem de Fernando Eichenberg sobre a nova obra do visceral desenhista Robert Crumb. Quero ressaltar e comentar algumas coisas entre várias que achei interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma versão em HQ ("quadrinhos" é um termos meio "menosprezativo") feita por um autor referencial no movimento contra-cultural dos anos 1960/70 nos EUA e mundo afora, famoso por suas abordagens debochadas, críticas e também surreais e lissérgicas do "mundo em que vivemos" e da própria contra-cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa é que Crumb teria feito uma obra que segue &lt;em&gt;ipsis litteris&lt;/em&gt; o clássico texto bíblico, o Gênesis - depois de muitas leituras, comparações, enfim, estudos que lhe tomaram um tempo longo, realizado com meticulosidade anormal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não nos enganemos com algum tipo de conversão do velho safado (está com 66 anos), criador dos antológicos Mr. Natural e Fritz The Cat. O editor francês de Crumb diz que "É um trabalho subversivo porque remete à Bíblia de uma forma nunca feita antes, não religiosa, mas como um texto fundamental, de nossas origens". Está "Repleto de violência, estupros, assassinatos, incestos, traições", observa o repórter. Crumb fala: "Há uma moralidade primitiva [no Gênesis]. E em certas partes não se vê nenhuma moral. As histórias matriarcais no livro são marcantes. Há fortes personagens femininos. Eu fiquei surpreso aos descobrir isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de Crumb considerar a existência de "uma misteriosa força superior, algo maior do que nós", ele está anos-luz de ser um crente. Na verdade, Crumb se "espanta" com pessoas que ainda consideram os textos bíblicos como "'palavra de Deus' e não produto do homem":&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;"Para mim, não é um texto sagrado, mas um mito com muitas histórias e imagens vigorosas".&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja, uma literatura - mas uma literatura que forja cosmovisões de um modo profundo e se introduz em camadas do nosso ser de um modo seminal (perdão pela alusão quase sexual, mas é isso aí mesmo!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me parece que o objetivo de Crumb é dos mais louváveis (Aleluia!): "Minha intenção foi a de iluminar o texto, lhe dar outra dimensão, ilustrando tudo o que está nele, cada pequeno detalhe, para que as pessoas realmente saibam o que contém." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ele está pronto para reações adversas, bastante previsíveis, tal o fundamentalismo em vigor nas hostes "cristãs" (Jesus, tem piedade!): "Alguns sempre encontrarão algo para se sentir ofendidos. Talvez decidam que eu deva ser morto."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bah!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Norte-americano, Crumb auto-exilou-se na França, morando em uma cidadezinha com ares medievais, chamada Sauve; leva uma vida pacata, divertindo-se com sua coleção de 5 mil discos raros de 78 rotações, ao lado da mulher e filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;*Na ilustração, o "velho barbudo" escolhido por Crumb para ilustrar Deus. Ele (Crumb!) teria cogitado em personificar (e antropomorfizar) o "Todo-Poderoso" como uma mulher negra, mas optou pelo tradicional patriarca. Coerente com as histórias bíblicas, Crumb diz ter sonhado com Deus neste "formato" - "Foi um dos sonhos mais forte que já tive", disse o iluminado desenhista. Assim seja!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;**Na revista Piauí, que tem publicado quadrinhos de Crumb, sairam dois capítulos do seu Gênesis. Quando der, vou reproduzir aqui partes da introdução escritas pelo desenhista...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3287739764077677803?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3287739764077677803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3287739764077677803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3287739764077677803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3287739764077677803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/10/genesis-segundo-robert-crumb.html' title='O Gênesis segundo Robert Crumb'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/StOkZow8aXI/AAAAAAAAASE/Tj01HehHL3I/s72-c/genesiscrumb2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-3627203814183409160</id><published>2009-10-12T10:54:00.000-03:00</published><updated>2009-10-25T16:59:25.702-02:00</updated><title type='text'>Por e-mail, contrapontos</title><content type='html'>Há anos estamos tentando colocar contrapontos a algo que acaba se configurando como uma pesada &lt;em&gt;violência simbólica&lt;/em&gt;, na acepção trazida pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu: o estabelecimento de uma identidade dominante para a comunidade santa-cruzense, ou seja, “germânica” - palavra que já encerra uma miríade de associações, tal a sua abrangência e interpretações complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes empenhos de "germanizar" Santa Cruz, outros grupos são invisibilizados e pessoas que não se adequam a tal “origem” têm o seu “capital social” - outro termo de Bourdieu - desvalorizado, e permanecem numa marginalidade de pertencimento comunitário; seres subalternos, menosprezados, submetidos por uma historiografia e aparato simbólico-turístico exclusores, forjados por ideólogos da "germanidade" local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada pessoal contra tais intelectuais, mas seus desejos, objetivos e empenhos não são inócuos e indolores. Por isso acredito que é preciso manter-se uma crítica a este tipo de “arrazoado” – quase sempre mais sentimental do que uma argumentação de fôlego –, para que não se continue impondo concepções marginalizadoras. Enfim, acredito que nem tudo se pode fazer em nome de orgulhos étnicos e viabilidade turística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma forma de "resistência", muitas pessoas usam e-mails, mostrando-se contrários, contrargumentando. Abaixo vou postar alguns meus, enviados esporadicamente para alguns destes intelectuais (dois deles, no caso), que têm amplo acesso à imprensa, a produções intelectuais (livros, fascículos, programas de rádio etc.) e são demandados para palestras seguidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou usar o nome das pessoas a quem se direcionaram as mensagens, até porque o que interessa mesmo é a argumentação e os dados que acabei apresentando de uma forma bem livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado os textos da senhora que saem na Gazeta do Sul. Li também aquele que saiu no livro Fragmentos de Vida organizado pelo professor Schneider. Pareces ser uma pessoa dedicada e sensível, mas, em alguns pontos, com todo respeito, não posso concordar com suas posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último, na primeira parte, publicado em 23/05 na página 2 da Gazeta do Sul, a senhora parece, em minha opinião, repetir uma argumentação em superação. O historiador Mário Maestri, na revista Vox (IEL, número 7), faz uma referência a isso no artigo A lei do Silêncio: história e mito da imigração ítalo-gaúcha. A perspectiva apresentada por Maestri, creio, pode ser perfeitamente transposta, com as devidas particularidades, ao caso das colônias teuto-gaúchas, onde entraria, sem dúvida, Santa Cruz do Sul. Cito alguns trechos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na Região Colonial Italiana, ainda hoje, é forte a recordação de violentos atos policiais contra colonos por falarem e cantarem em italiano; de crianças levando bilhetes para realizarem as compras familiares; do terror lingüístico conhecido pelos moradores das distantes linhas. Para essas memórias, os falares itálicos jamais teriam se recuperado dos golpes causados pela Lei do Silêncio. Essa interpretação nunca foi confirmada ou infirmada por estudos históricos. A explicação da dominância lingüística do português e do desaparecimento dos falares itálicos devido à repressão do Estado Novo aponta causa exógena à comunidade colonial para fenômeno essencialmente endógeno a ela – suas práticas lingüísticas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante, no mesmo artigo, Maestri, ao comentar um trabalho acadêmico da historiadora Cláudia Mara Sganzerla – A lei do silêncio –, diz que, partindo do pressuposto que houve um “golpe fatal” da repressão lingüística durante o Estado Novo, a pesquisadora “abandonou as hipóteses iniciais ao, surpresa, não se deparar, para a região, com o decantado rosário de repressões e violências aos falares italianos. (...) Após contextualizar e hierarquizar os atos policiais e institucionais do Estado Novo, enquadrando-os espacial e temporalmente, Cláudia Mara traçou paisagem histórica bastante mais nuançada, precisa e complexa, rompendo com as interpretações maniqueístas correntes sobre a política de nacionalização da região. (...) Sem descurar as seqüelas das violências varguistas, corroborando investigações lingüísticas concluídas e em conclusão, Cláudia Mara sugere que as razões últimas da superação do talian sejam mais estruturais, encontrando-se aquém e além da Lei do Silêncio: crescente inserção da Região Colonial Italiana na economia nacional; desenvolvimento da mídia e da rede de ensino; interesse dos pais que os filhos dominassem o português, etc. A Lei do Silêncio: Repressão e nacionalização no Estado Novo em Guaporé (1937- 1945) [esse é o título do trabalho que Maestri está comentando], de Cláudia Mara Sganzerla, certamente apoiará outros estudos que ampliem a área analisada e, através da objetivação crítica dos fatos analisados, contribuam à superação da ainda importante opacidade criada por visões mitológicas e ideológicas do passado sulino e brasileiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora, a sua defesa de que “a diversidade existe, mas não é expressiva, historicamente falando, e muito menos, ‘desde os seus primórdios’ [onde parece citar-me sem fazer referência ao meu nome]”, parece querer legitimar a exclusão de outros grupos étnicos da formação de Santa Cruz do Sul, menosprezando a importância de inúmeras pessoas que colaboraram na conformação do município, antes mesmo de 1849. Permita-me colocar abaixo três pequenos artigos que escrevi ano passado, a partir das reflexões que realizamos junto ao Coletivo de Estudos e Debates Étnicos e Culturais de Santa Cruz do Sul (Cedecs), que se referem, em especial, aos negros e negras. Os textos sintetizam um pouco do que penso e a necessidade de se relativizar a “origem alemã” do lugar. Embora sem pretensões, sem seguir o “rigor científico” – e considerando que foram feitos para um jornal popular e não uma revista acadêmica – são todos pautados em “pesquisas sérias”, incluindo os escritos do professor Sílvio Correa [não estão colocados aqui].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo acompanhando seus artigos no jornal e, por circunstância, um último que li, na Gazeta do Sul de 6 e 7 de outubro de 2007, Die Oktoberfeste. E também continuo a dizer que admiro a sua dedicação apaixonada pelo resgate/construção da identidade teuto-descendente aqui em Santa Cruz. Mas há momento em que julgo haver, para além de romantismos históricos e “polianice” em relação a Oktober, um abuso à beira da ofensa. A quem a senhora se refere quando diz “Nossa Oktoberfest” e “nossa região”? Eu estou incluído? Também estou tentando entender o que significa "a cultura e as tradições daqueles que historicamente transformaram este espaço [suponho que seja a região de Santa Cruz] natural e cultural”. Vou ser repetitivo: Meus parentes e parentes de meus amigos santa-cruzenses sem sobrenomes “alemães” estão fora? Os imigrantes e teuto-descendentes fizeram todas as coisas sozinhos? Nunca houve cultura anterior aqui no Vale do Rio Pardo e mesmo em Santa Cruz? O que dizer do Faxinal do João Faria, por exemplo? Não existiu este povoado [que deu origem à cidade]? Não houve nenhuma interação? Não houve em meio às comunidades teutas outras pessoas de outras procedências? Não houve alguma influência, a não ser o que trouxeram do centro da miserável Europa de meados do século XIX? Parece-me algo que se choca frontalmente com todas as evidências e a básica historiografia que tente escapar de exageros ideológicos. Se a senhora luta pela afirmação de uma identidade “alemã” para Santa Cruz, por outro lado, eu e muitas outras pessoas temos nos empenhado em “abrir” as perspectivas identitárias para algo integrador e policultural, evitando exclusões (sempre me vem à cabeça que será muito improvável que uma soberana da Oktober seja uma negra, mesmo que seus tataravôs tenham nascido aqui no município e a moça seja tão ou mais lindas que nossas doces Rapunzéis). Noto uma violência tremenda nisso, que é preciso avaliar muito bem os impactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezada professora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito importante as suas preocupações manifestadas no artigo “Nossa Linha Santa Cruz”. E uma oportunidade para irmos até além, percebendo que sempre há uma composição de gentes envolvidas na formação de uma comunidade, mesmo que pequena. Caso contrário, se acreditarmos em “purezas” e “direitos maiores” de um grupo, bem fácil caímos na discriminação e seus subprodutos perversos e que tanta dor já causaram (e ainda causam) à humanidade. E isso vale pra qualquer grupo social ou étnico-racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora diz “Nós vivemos aqui e agora, antes de nós outros vieram e depois de nós outros viveram e depois de nós viverão. Não podemos perder de vista esta dimensão temporal histórica, social e cultural que constitui e constrói nosso lugar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho certíssimo e por isso até podemos recuar ainda mais quando falamos em Santa Cruz do Sul e em Linha Santa Cruz. A senhora sabe que devemos considerar que a picada se constrói em torno de antiguíssimas trilhas de povos indígenas (e depois caminhos de tropeiros vagos) que circulavam a região desde milênios, descendo e subindo a serra, do planalto até o rio Jacuí, limite natural com o pampa gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora também sabe que a picada foi originalmente aberta por trabalhadores negros e peões sob mando de empreiteiros e outros servidores pagos com recursos públicos, e que ganhou o nome de Picada do Abel – antes de se chamar Linha Santa Cruz –, alusão ao empreiteiro contratado anos antes da introdução dos primeiros 12 assentados, o sr. Abel Corrêa da Câmara – mas que acabou sendo levada a cabo (por outorga da lei provincial nº 111, de 6 de dezembro de 1847) por outro empreiteiro, Delfino dos Santos Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora sabe que, a rigor, se trata de uma licença ideológica se dizer que estas primeiras levas são de “alemães”, já que não há o país e que muitos, mesmo considerando a divisão territorial européia de hoje, seriam poloneses (caso de 11 pessoas da primeira leva de 12). *A propósito, segue mais abaixo o comentário que publiquei no meu blog falando justamente disso [não colocado aqui].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também dizer que eram terras despovoadas é impreciso, professora. Já há informações suficientes para demonstrar-se que toda a colonização com povos germânicos e outras gentes no Vale do Rio Pardo não se dá num vazio populacional. Como mencionei, considere-se os grupos indígenas que aqui se assentavam e circulavam sistematicamente desde séculos (até reduções jesuítico-guaranis tivemos nos anos de 1630 aqui no vale – inclusive uma em pleno território de Santa Cruz, a redução San Cristóbal, com 950 pessoas); considere-se os aquilombamentos, com negros e outros “parias” fugidos das cidades e fazendas na região, em especial de Rio Pardo, embretados em matas e montanhas (e sempre recuando na medida que os loteamentos rurais vão expandindo-se pela serra); considere-se os ocupantes e sesmeiros luso-brasileiros, trabalhadores negros e outros agregados que aqui estavam estabelecidos e conformavam o Faxinal do João Faria e rancharias ainda mais modestas espalhadas nos arredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo como esta riqueza de gentes, de referências geográfica, sociais e culturais é desprestigiada e mesmo desconstituída com discursos que forçam exclusivismos e purezas que me parecem mais fetiches de identidades étnico-raciais, cujos pressupostos, a menor contraposição seriamente embasada, “se desmancham no ar”, aludindo a outro intelectual alemão admirável, Karl Heinrich Marx. **Também a propósito, segue outro comentário sobre o assunto que postei no meu blog [não colocado aqui].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a atenção e desejo tudo de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio esporadicamente com muito interesse a sua coluna no Riovale. Dias atrás, um fragmento me chamou a atenção: havia uma crítica a manifestações questionando o questionamento que historiadores e ativistas têm colocado na imprensa. O chapéu me serviu e então resolvi, cordialmente, mandar-lhe este e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata, como sempre digo, de menosprezar, muito menos negar toda a carga de dificuldades, esforço e sofrimento de milhares de indivíduos e famílias imigrantes e descendentes que se assentaram na região de Santa Cruz do Sul, em especial (mas não unicamente) alemãs. O questionamento se refere ao tom grandiloquente e mitificador, que parece tentar concentrar todas as virtudes em um ou dois grupos específicos, esquecendo que somos, independente de referências geográficas e culturais, seres humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o senhor deve ter acompanhado, registrou-se os “130 anos da presença italiana no RS”. O caderno de cultura do jornal Zero Hora publicou uma série de textos, cujo enfoque e conclusões são perfeitamente aplicáveis para o caso da “presença alemã” no estado: recupera-se “a dimensão humana da vida da colônia, para além dos discursos laudatórios”. No artigo da professora Corteze, destaca-se que “O mito de um colono predestinado simplifica, estereotipa e empobrece a complexa história da imigração italiana.” No do professor Maestri, levanta-se a idealização de muita produção historiográfica, que escamoteia “contradições, tropeços e desastres”, propondo-se que o “progresso” da região deriva de uma essencialidade étnica do colono itálico, em contraposição (mesmo que não mencionada) aos povos nativos, caboclos, afro-descendentes etc., que “fracassaram” por “razões intrínsecas à raça”. Só para citar mais um artigo, da lingüista Florence Carboni, que aponta a simplificação ingênua de acredita que os falares itálicos nas colônias da serra gaúcha sucumbiram por conta tão somente restrições que ocorreram durante um período (três anos, mais exatamente) do governo de Getúlio Vargas, que, aliás, flertou por longo tempo com os países do Eixo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito interessante a sua crônica na GS de quarta-feira, 21/03. Aliás, acompanho-as sempre que possível, às vezes lendo na corrida, desde quando saía no Riovale. Penso sempre em fazer algum comentário, mas na hora “H”, acabo me envolvendo com meus afazeres, e perco a “inspiração súbita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me interesso pela “questão étnica”, as inter-relações entre grupos – ainda mais em nossa região –, prestei um pouco mais de atenção no seu último texto. E ponderei que a consideração final, de que não houve “interpenetração social e cultural” entre ciganos, tropeiros, negros – poderíamos falar de índios e diversos outros grupos migrantes e imigrantes – pode ser relativizada ou vista de outra forma. Para mim, não existe convivência, por mínima que seja, que não implique em mútuas, diversas, sutis ou “descaradas” interpenetrações culturais, sociais, etc. Um exemplo prosaico: o hábito do chimarrão. Acho que não se pode dizer que na região da hoje Alemanha, havia o consumo da erva-mate. Pra ficar no campo da gastronomia ainda: e o que dizer do consumo de feijão – algo aprendido pelos colonos nos primeiros dias de chegada ao Brasil? (Caso disponha de algum tempo, mando-lhe um comentário meu falando sobre as memórias de Luis Panke e a relação que estabeleci entre a mencionada leguminosa e os imigrantes em Rio Pardinho.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra observação: Em relação aos negros, não creio que se possam reduzir as relações entre imigrantes teutos (entre outros) e seus descendentes como uma “acolhida” – mesmo que isso tenha de fato acontecido e seja algo louvável, emocionante, mesmo. Apesar das “proibições”, houve na região imigrantes que possuíram escravos, além de sistemas de “apadrinhamento” que, ao cabo, podem ser caracterizados com um regime de trabalho de servidão. A situação de proscritos – vivendo aquilombados em vários pontos do Vale do Rio Pardo, já bem antes de 1849 –, de miserabilidade, de discriminação sistemática – apoiada numa poderosa ideologia racista – de negros e mestiços (não-brancos em geral) os colocavam (e ainda colocam, basta ver os dados sócio-econômicos do Brasil de hoje) em situações de subalternidade, de submissão, de exploração medonhas. Nas zonas de colonização isso também aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que na “saga da colonização” está também a saga ou a tragédia do povo afro-descendente, dos autóctones americanos, de outros tantos povos que por aqui estavam e estão – até mesmo ciganos, grupo, como sabes, originado na mítica Índia, mantendo, ainda, explicitamente, elementos culturais daquele distante oriente. Ou seja, a saga não é algo feito em isolamento, creio eu. É algo complexo, cheio de “detalhes”, para além de romantismos. A saga dos colonos é a saga de todos nós, brasileiros, seres inapelável e culturalmente híbridos, onde não existem “purismos”. E me parece que “purismos” só servem para fertilizar “ovos de serpente” – algo que, infelizmente, não foi superado, mesmo com tantos exemplos de matança horríveis em nome de credos de vários tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a atenção. Abraço fraternal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-3627203814183409160?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/3627203814183409160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=3627203814183409160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3627203814183409160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/3627203814183409160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/10/por-e-mail-contrapontos.html' title='Por e-mail, contrapontos'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-5323957499458455225</id><published>2009-10-04T15:40:00.000-03:00</published><updated>2009-10-12T17:29:19.357-03:00</updated><title type='text'>Fumo: nem anjo, nem demônio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SsjseEfbwXI/AAAAAAAAAR8/8HD6LU6pcC4/s1600-h/Smokingjacket3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388816955494613362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SsjseEfbwXI/AAAAAAAAAR8/8HD6LU6pcC4/s400/Smokingjacket3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embora se possam traçar diversos paralelos com o sorver de um vinho ou um café, hábitos conviviais, aceitos e incentivados socialmente, fumar, ao contrário, tornou-se uma prática quase sempre solitária ou realizada em restritas confrarias. Talvez estejamos diante de um (obrigatório) retorno aos antigos “clubes de apreciadores”, onde, inclusive, envergava-se o smoking – originalmente, como se sabe, uma capa (smoking jacket - ilustração ao lado) usada para os “encontros de fumantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acho que está certo este encaminhamento. O fumar implica em responsabilidades derivadas da exalação da fumaça e seus componentes potencialmente nocivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, aprecio fumar – de forma esporádica, em momentos especiais, de preferência cigarros e cigarrilhas de tabaco produzidas artesanalmente, sem aspirar a fumaça até os pulmões (“tragar”), aproveitando o efeito estimulante da nicotina de uma forma branda e buscando, muito mais, usufruir dos sabores e aromas da queima das folhas, permitindo, além disso, que o corpo tenha melhor capacidade de se auto-desintoxicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, sou favorável às advertências, restrições, taxações e proibições sobre o consumo do tabaco, desde que não tolha a liberdade e direito alheios (que presupõe deveres). Nenhuma pessoa, em especial crianças e adolescentes, deve ser submetida a ambientes com gente fumando – públicos ou privados, mesmo em família. Também não deveria haver estímulo algum – e o banimento da propaganda em rádio e TVs abertas e em revistas, jornais e sites voltados ao público em geral são formas acertadas para evitar o consumo precoce. Isso porque, como vários outros produtos com elementos que podem levar à dependência química, fumar tabaco é uma decisão que só pode ser tomada – se for o caso – na adultez, ou seja, de posse do pleno equilíbrio e maturidade psicológicos e físicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão: tenho como lamentável a compulsão ao fumo. Não é trágico que uma prática derivada do uso medicinal e religioso de povos indígenas venha a se tornar um flagelo pessoal e social? Parece-me muito triste uma planta enteógena, xamãnica, banalizar-se tanto e perverter-se pelo “vício”, pelo hábito descontrolado e sujeição do usuário, levando-o a deterioração da saúde e conseqüentes prejuízos à comunidade – por acarretar a necessidade de remédios, tratamentos, hospitalização e seguros por invalidez financiados com recursos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma situação em relação ao álcool, o psicoativo talvez mais antigo, tradicional e globalizado que existe. Pois uma coisa é beber um cálice de algum bom &lt;em&gt;cabernet sauvignon&lt;/em&gt; de maneira eventual. Outra é tornar-se um alcoolista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há sempre uma relação direta entre beber e ser um “bêbado”. Nem fumar e ser uma “tabagista”. Mas riscos sempre haverá e alguns terão que se abster por sua compleição corporal ou/e inclinação psicofísica drogadicta. Parece-me que cada indivíduo deve construir os seus limites através de muita informação e auto-análise, enfim, muita consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideradas essas “premissas”, vencidos esses “poréns”, fumar pode ser um prazer, uma grande satisfação. Na ritualística da combustão das folhas desta bela solanácea (uma planta também considerada ornamental), os apreciadores vêm desencadear-se um processo que leva ao deleite estético, aromático e gustativo únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários com certeza se horrorizarão das minhas opiniões. Existe mesmo uma “satanização” do fumo – que, como no caso de outros produtos, não tem levado a resultados práticos e, me parece, até colaboram para a expansão de consumos perniciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumar com parcimônia – assim como beber com parcimônia (para mantemo-nos na comparação já feita) – são práticas que adultos podem (ou não) incorporar em suas vidas como fontes de auto-gratificação; sempre realizadas com a devida responsabilidade, porque o tabaco, assim como o álcool, não são inofensivos, angelicais. Mas também não são demônios implacáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nem tanto ao céu, nem tanto à terra” parece um conselho sábio para não cairmos em radicalismos estagnantes. Sem considerar o colapso econômico em várias regiões que acarretaria (e não considerando neste momento questões como exploração de mão de obra e uso intensivo de agrotóxicos na fumicultura), a extinção do consumo de um vegetal milenar é praticamente impossível, desnecessário, ineficaz. Há, sim, meios de diminuirmos prejuízos coletivos, preservando liberdades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-5323957499458455225?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/5323957499458455225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=5323957499458455225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5323957499458455225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/5323957499458455225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/10/fumo-nem-anjo-nem-demonio.html' title='Fumo: nem anjo, nem demônio'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SsjseEfbwXI/AAAAAAAAAR8/8HD6LU6pcC4/s72-c/Smokingjacket3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1969317435118975915</id><published>2009-09-27T09:24:00.000-03:00</published><updated>2009-10-04T15:31:03.855-03:00</updated><title type='text'>Sobre o sonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Ssjo8br4NVI/AAAAAAAAAR0/jrZHFrtFSXY/s1600-h/Vishnu01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388813079070389586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Ssjo8br4NVI/AAAAAAAAAR0/jrZHFrtFSXY/s400/Vishnu01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;“O sonho é uma pequena porta escondida nos recantos mais íntimos e secretos da alma, abrindo-se para dentro dessa noite cósmica que era psique muito antes de existir qualquer consciência do ego, e que permanecerá psique até onde quer que a nossa consciência do ego possa entender. Pois toda a consciência do ego está isolada: ela separa e discrimina, conhece apenas pormenores, e vê apenas o que possa estar relacionado ao ego. Sua essência é a limitação, embora alcance a nebulosa mais distante entre as estrelas. Toda consciência separa; mas, nos sonhos, assumimos a aparência daquele ser humano mais universal, mais verdadeiro e mais eterno, que vive na escuridão da noite primordial. Lá, ele ainda é o todo, e o todo está nele, indistinguível da natureza e despido de toda condição de ego. É dessas profundezas que a tudo unificam que surge o sonho, seja infantil, grotesco e imoral. Em sua transparência e veracidade ele se assemelha a uma flor que nos faz enrubescer diante da insinceridade de nossas vidas.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação acima está no livro &lt;em&gt;A Imagem Mítica&lt;/em&gt;, de Joseph Campbell (Papirus, 1994). É uma passagem de C.G. Jung – “The meaning of psychology for modern man", &lt;em&gt;Civilization in transition&lt;/em&gt;, conforme consta na nota da obra de Campbell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O célebre estudioso apresenta várias imagens e discorre, com sua vertiginosa – mas acessível – erudição, sobre alusões simbólicas que buscam entender e explicar (compreender) a existência humana e seu(s) mundo(s). Nesta primeira parte, a análise está centrada numa imagem, “Vishnu Sonhando o Universo” [ilustração desta postagem], que tenta traduzir em sítese o fundamento da cosmovisão hindu: “A idéia que se tem do universo, de seus céus, de infernos e de tudo o que nele existe, como se fosse um grande sonho sonhado por um único ser e no qual todas as personagens oníricas também estão sonhando, encantou e deu forma a uma civilização inteira na Índia”, diz Campbell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao especular sobre “quem sonha, quem é sonhado”, Campbell pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Somos, você e eu, do modo como nos conhecemos, reflexo de algum mistério solene? E, se somos, estará esse mistério adequadamente representado em nossa imaginação de ‘Deus’?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Naquelas “coinsciências”, no mesmo momento que estou lendo citações de Jung no livro de Campbell, estou, sem planejamento, escutando canções do &lt;em&gt;The Police&lt;/em&gt;, de seu disco &lt;em&gt;Synchronicity&lt;/em&gt; (1983). Canções que muitos escutamos nos anos 80 e que permanecem com um “patrimônio” comum de velhos amigos de infância e adolescência. E com várias referência a Jung – estímulo para lermos suas obras ou coisas relacionadas ao seu pensamento, e que Sting usou para compor canções deste disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, a letra da canção que abre o “LP”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Synchronicity I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With one breath, with one flow&lt;br /&gt;You will know&lt;br /&gt;Synchronicity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sleep trance, a dream dance,&lt;br /&gt;A shared romance,&lt;br /&gt;Synchronicity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A connecting principle,&lt;br /&gt;Linked to the invisible&lt;br /&gt;Almost imperceptible&lt;br /&gt;Something inexpressible.&lt;br /&gt;Science insusceptible&lt;br /&gt;Logic so inflexible&lt;br /&gt;Causally connectable&lt;br /&gt;Yet nothing is invincible&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If we share this nightmare&lt;br /&gt;Then we can dream&lt;br /&gt;Spiritus mundi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you act, as you think,&lt;br /&gt;The missing link,&lt;br /&gt;Synchronicity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We know you, they know me&lt;br /&gt;Extrasensory&lt;br /&gt;Synchronicity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A star fall, a phone call,&lt;br /&gt;It joins all,&lt;br /&gt;Synchronicity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's so deep, it's so wide&lt;br /&gt;Your inside&lt;br /&gt;Synchronicity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Effect without a cause&lt;br /&gt;Sub-atomic laws, scientific pause&lt;br /&gt;Synchronicity... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E para escuta no YouTube: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=o5PUgRTQenM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=o5PUgRTQenM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1969317435118975915?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1969317435118975915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1969317435118975915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1969317435118975915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1969317435118975915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/09/sobre-o-sonho.html' title='Sobre o sonho'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Ssjo8br4NVI/AAAAAAAAAR0/jrZHFrtFSXY/s72-c/Vishnu01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-4871068693822250625</id><published>2009-09-20T14:51:00.000-03:00</published><updated>2009-09-20T15:30:06.763-03:00</updated><title type='text'>Sobre arte e poesia - o sábio Campbell</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SrZ0TAukxQI/AAAAAAAAARk/niuWasv6cwY/s1600-h/JosephCampbellDivulgacao2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383618274529690882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SrZ0TAukxQI/AAAAAAAAARk/niuWasv6cwY/s400/JosephCampbellDivulgacao2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SrZ0JHNg19I/AAAAAAAAARc/WH_zXAVyLII/s1600-h/JosephCampbellDivulgacao3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No riquíssimo livro de Joseph Campbell – com o jornalista Bill Moyers – , O poder do mito (Palas Athena, 1990) há, entre tantas passagens por demais interessantes (e muitas comoventes), há uma sequência que fala da arte e, destaco, da poesia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Nos Upanixades há uma imagem da energia original, concentrada, responsável pela grande explosão da criação que produziu o mundo, destinando todas as coisas à fragmentação temporal. Mas ver, através dos fragmentos do tempo, o poder total do ser original – essa é a função da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] A beleza é uma expressão daquele arrebatamento de estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Cada momento deveria ser uma experiência como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] O que vai ser de nós amanhã não é importante comparado com tal experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] O que estamos tentando fazer [nesta conversa sobre os mitos e a vida], de certo modo, é apreender a essência do nosso assunto através dos meios parciais de que dispomos para expressá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Mas se não podemos descrever Deus [palavra muito problemática para denominar O Grande Mistério ou A Divindade], se nossa linguagem não é adequada, como é que erguemos construções sublimes? Como criamos essas obras de arte, que refletem o que os artistas pensam de Deus? Como fazemos isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Ora, é o que a arte reflete – o que os artistas [que Campbell considera os “modernos” construtores de imagens mitológicas] pensam [disso que chamamos] de Deus, a experiência de Deus que têm as pessoas. Mas o mistério último, imponderável, está além da experiência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Portanto, o que quer que experimentemos, temos de expressar em uma linguagem que não é apropriada à situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[...] Eis a função da poesia. Ela é uma linguagem que deve ser assimilada aos poucos, cuidadosamente. A poesia envolve uma escolha precisa de palavras, cujas implicações e sugestões ultrapassam as próprias palavras. Graças a isso, você experimenta o esplendor, a epifania, que é uma aparição da essência [das coisas].&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Portanto, a experiência de Deus [da Divindade] está além do que podemos descrever, mas nos sentimos compelidos a tentar descrevê-la [...].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Para quem quer dar uma olhada em outras passagens, tem este link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/campbell.htm"&gt;http://www.culturabrasil.pro.br/campbell.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação inicial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E para ver no YouTube a entrevista (legendada em português), eis o link da primeira parte (de seis):&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PvEGPw4fsZw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=PvEGPw4fsZw&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-4871068693822250625?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/4871068693822250625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=4871068693822250625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4871068693822250625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/4871068693822250625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/09/sobre-arte-e-poesia-o-sabio-campbell.html' title='Sobre arte e poesia - o sábio Campbell'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SrZ0TAukxQI/AAAAAAAAARk/niuWasv6cwY/s72-c/JosephCampbellDivulgacao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-1631073694516450142</id><published>2009-09-13T14:48:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T14:57:18.946-03:00</updated><title type='text'>Breve baianada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Sq0yTn6tYXI/AAAAAAAAARU/h-jui93wWYI/s1600-h/IgrejaConventoSaoFranciscoPelourinhoAgosto2009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381012442491740530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Sq0yTn6tYXI/AAAAAAAAARU/h-jui93wWYI/s400/IgrejaConventoSaoFranciscoPelourinhoAgosto2009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na onda das viagens, vai aí uma fotinho da última empreitada na Bahia. Fiquei duas semanas desta vez, no final do mês passado (agosto), em Cruz das Almas, e um pouco em Salvador, num curso de pós com módulos na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como disse o Agladis, é muito interessante as semelhanças entre cidades como, por exemplo, Rio Pardo, Rio Grande, no RS, e Salvador, BA. Atestado do sucesso lusitano em efetivar a sua dominação num país imenso como o Brasil - sem contar em vários e muitos outros cantos do mundo, até na Ásia (Goa e Macal, pra citar os principais, talvez). Andar em Cachoeira e São Félix (cerca de 140km de Salvador, e bem próximo de Cruz das Almas), que se estendem ao longo do famoso Rio Paraguaçu, é uma experiência fantástica - em especial pra nós brancos sul-brasileiros. Ao mesmo tempo que se está no Brasil, parece outro mundo: moreno, mestiço, sinuoso, "barroco", impregnado de religiosidade e sensualidade ao mesmo tempo. Lá conheci um terreiro de Candomblé e até um bênção com pipoca "purificadora" recebemos da babalorixá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dizem que essa região é o berço do Brasil pela extração do Pau Brasil e depois pela agricultura - cana, café, fumo etc. - começa uma "viabilidade econômica" para a colônia portuguesa na América. E também berço das religiões de matriz afro e afro-indígena-católica. Outro "berço" é o dos charutos e do cultivo e beneficiamento de tabaco para charutos, que se tornaram mundialmente famosos por sua qualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Também aproveitei a estada na Nahia para experimentar o que fosse possível da alimentação "típica". Fiquei até meio enfarado dos temperos. Overdose de azeite de dendê, leite de coco, macacheira (TUDO leva mandioca - sem trocadilhos!)... Comi acarajé, mugunzá, vatapá, abará, caruru, muqueca, xinxim, tapioca, beiju, bobó, maniçoba, pamonha... Sucos de umbu, cajá, cacau, graviola (licores dessas coisas) e até o intragável suco de milho verde... Tomei um fartão, como se diz! Mas a cocada escura cozida de sobremesa é algo espiritual - pode levar a pessoa a um êxtase, a uma epifania, a visões da Virgem Maria Imaculada e mesmo do Nosso Senhor Jesus Cristo ao lado do Pai de Todos!!! Comi isso num restaurante instalado num antigo convento... Que pecado, tchê!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Minha "tendência vegetariana" não me impede de provar qualquer alimento, caso eu sinta vontade. Não quero ser sectário. Apenas evitar comer carne, porque é uma coisa meio feia e o sofrimento do animal - que considero seres ao par dos humanos - é muito explícito, ainda mais quando é um mamífero, tipo vaca, porco, coelho etc. Mesmo assim, como os pobrezinhos... (Contei que fui em fevereiro a Argentina, Misiones, num intercâmbio visitar aldeias de índios guarani por lá e comi carne de gado e aipim direto! Não havia muita opção, claro, e em momentos assim, de conhecimento e busca de contatos, quero compartilhar o máximo possível, incluindo as refeições.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Também cada vez mais tenho menos restrições a "misturas". Aqui entre a "alemoada" não é incomum misturas coisas como cuca de abacaxi (doce) com feijão e batata frita no mesmo prato.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lá em Cruz estava até um pouco frio. Outra coisa que não esperava da Bahia - além de uma Salvador megalópole, tão cheia de coisas quanto São Paulo ou Porto Alegre (nada ver com aquilo - imagem estereotipada e preconceituosoa - de todo mundo em uma rede na beira da praia tomando água de côco). Um frio úmido. É uma região com bastante verde, rios e lagos. E é época de "inverno", que significa "chuvas". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o sotaque? É um elemento da voz, mas na verdade tudo tem um sotaque diferente - no andar das pessoas, no jeito de olhar, no jeito de sentir e pensar, conjecturo. É uma formação em outro universo cultural, com outra cosmologia, que diferencia em sutilezas e dá nesta diversidade tão bacana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cruz das Almas tem vários paralelos com Santa Cruz do Sul (além da palavra "Cruz"): são duas zonas de plantio de fumo históricas e de grande importância sócio-econômica - só que por lá, como falei, fazem charutos, e aqui o tabaco é pra cigarro. Em ambas cidades, o domínio econômico industrial, porém, é por estrangeiros. Ligam-se também pela presença de imigrantes germânicos. Mas, até onde pude saber - e parece haver poucos estudos sobre isso pelo que apurei com colegas e numas visitas, lá os "alemães" (entre outros) vieram já com idéias e capital para montar indústrias ligadas ao tabaco, e que ficaram famosas, como Dannemann e Suerdieck.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3333621270725671363-1631073694516450142?l=iuriaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iuriaz.blogspot.com/feeds/1631073694516450142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3333621270725671363&amp;postID=1631073694516450142' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1631073694516450142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3333621270725671363/posts/default/1631073694516450142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iuriaz.blogspot.com/2009/09/na-onda-das-viagens-vai-ai-uma-fotinho.html' title='Breve baianada'/><author><name>Iuri J. Azeredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17320099599569206066</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SSDBfQKb-vI/AAAAAAAAAIQ/GIRD1flTioA/S220/IuriPonteImperioCandelaria2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/Sq0yTn6tYXI/AAAAAAAAARU/h-jui93wWYI/s72-c/IgrejaConventoSaoFranciscoPelourinhoAgosto2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3333621270725671363.post-7080906892436521102</id><published>2009-09-05T01:29:00.000-03:00</published><updated>2009-09-05T02:49:44.224-03:00</updated><title type='text'>Álcool</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SqH7y9UOCNI/AAAAAAAAARM/6rsh34vXIDc/s1600-h/CauimPrepIndiaArawete.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377856282928482514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 397px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__9MNmo2h0Kg/SqH7y9UOCNI/AAAAAAAAARM/6rsh34vXIDc/s400/CauimPrepIndiaArawete.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O álcool talvez seja a droga mais antiga e popular do nosso planeta – na forma de fermentados e destilados, feitos a partir de cereais, frutas e outros vegetais. Índios da América do Sul usavam (e ainda usam) a mandioca numa fermentação desencadeada pela saliva das jovens nativas; egípcios do norte da África apreciavam já em prototípicos pubs um ancestral chope, que, depois de muitas voltas, passou a ser a bebida-símbolo dos alemães, em especial através da difusão dada pela Oktoberfest no começo do século XIX em Munique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachaça, uísque, vinhos, conhaques, cervejas, misturas diversas, formulações várias – sempre tendo o álcool potável como o seu agente psicoativo-mor. E as sensações podem ser tão “boas”, tão agradáveis, que o indivíduo começa a ingeri-lo compulsivamente – criando-se, muitas e muitas vezes, uma terrível dependência química, não raro com um final em cruenta tragédia.&lt;br /&gt;Particularmente, não é o álcool, e, sim, o café a minha droga diária, onde busco o sabor peculiar e o efeito estimulante. A cafeína dinamiza a atenção e o intelecto, digamos assim. O álcool, para mim, tem sido um relaxador leve, descontraindo-me, sem que eu chegue a algum “êxtase” – nem caia num torpor mórbido ou euforia incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse efeito relaxante e desinibidor – permitindo ao sujeito manifestações de suas vontades, pensamentos e índoles represadas – é, no meu entender, o motivo principal da generalização do uso do álcool – tornando-o a droga mais “pop” em todos os continentes, em todas as idades e em todas as classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade onde a moldagem, via o processo de socialização, leva a auto-repressão (e sem isso não há civilização ou similares grupos humanos estáveis), que se interioriza no indivíduo como uma composição de sua personalidade, o álcool é a “válvula de escape” – para o indivíduo e para a comunidade. Assim, torna-se uma “droga constitutiva”, inerente, “necessária” a nossa vida social/sociedade – assim como estão se tornando os fármacos antidepressivos e, mesmo, a maconha, que se ressente da repressão e preconceito gerado pela ilegalidade do seu comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o álcool, propalado em anúncios televisivos muito bem elaborados – tendo como “garotos” e “garotas-propagandas” estrelas da mídia nacional –, perversamente associa-se apenas a prazeres: alegria, bem-estar, amizades, beleza, sexo, sucesso com mulheres/homens, etc. Evita-se a os incontáveis infortúnios diretos e indiretos derivados do seu consumo contumaz ou sem observâncias de cuidados fundamentais, como não dirigir após a ingestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo que, sendo o álcool (entre outras drogas), como afirmei, constitutivo do nosso tipo de organização coletiva, o “combate” (palavra muito inadequada) deve ser pensado para além da repressão. O caminho me parece ser – e com o temor de soar demasiado utópico –, em primeiro lugar, pela abertura de espaços lúdicos e outros que possibilitem a expressividade de outras facetas do ser humano, assim como uma educação pautada na libertação das potencialidades humanas e responsabilidade pessoal e grupal. Em segundo lugar, o desestímulo ao consumo, banindo a propaganda massiva, caso da em canais abertos de TV. Em terceiro lugar, ampliando e aprimorando uma regulamentação do consumo, evitando o abuso e uso precoce dessas substâncias, como já dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Li uma matéria que saiu na site Rolling Stone brasileira sobre a cantora Amy Winehouse. Anotei a seguinte conceitualização que ela deu pra duas drogas nossas conhecidas: “A mentalidade por trás da maconha tem a ver com o hip-hop, e quando fiz meu primeiro álbum eu só ouvia hip-hop e jazz. A mentalidade da maconha é muito defensiva, 
